quinta-feira, 16 de novembro de 2017

CAPÍTULO LVI – ALEGRIAS PLANETÁRIAS – PARTE II

O signo Leão, regido pelo Sol, enquanto signo da quinta casa do grande Mandala, será tomado nessa apresentação como o arquétipo da consciência de alegria. Quando uma clara realização de nossa identidade solar seja cada vez mais revelada através de funcionamento alquímico, reconhecemos uma maior amplitude de capacidades e objetivos. Nosso Parente Solar é a Fonte de tudo o que somos, temos ou podemos obter durante nosso funcionamento humano, e a percepção de nossa unidade com essa Fonte nos alinha em consciência à presença e disponibilidade de abundância solar em todos os planos. Uma pessoa verdadeiramente alegre em seu coração deve isso à sua percepção, em algum grau, da disponibilidade dessa abundância - ele é relativamente livre de medos impeditivos que na maioria de nós, minimizam a quantidade e qualidade de nossa expressividade e reatividade assim que encarnamos. Pelo exercício da consciência solar, autoconsciência e auto direção, que são as raízes de toda segurança, são praticadas; se aprende com o resultado dos erros, o que constitui a essência de toda educação verdadeira. A expressão da consciência Solar é a maior amplitude da doação, o antídoto ao instinto natural de "tomar" presente na pessoa limitada e insegura. Com a limitação dessas limitações e inseguranças, a consciência do amor floresce como a rosa vermelha em sua folhagem – a percepção do bem essencial nos outros humanos surge, mais e mais em prejuízo da retaliação, ciúme e medo. O tempo é percebido como um "aliado", não uma limitação; responsabilidades legítimas são vistas como canais para a maturidade, não como fardos pesados que puxam para baixo. Todos os poderes planetários são derivações do poder Solar; consideremos cada um por sua vez como um canal qualificado unicamente – para a expressão da alegria. 
Marte – regente de Áries: Alegria em ação física e desenvolvimento físico; a alegria de encontrar desafios internos e externos com coragem; boa participação nos esportes pela qual o instinto competitivo serve para estimular maiores e melhores esforços; a alegria da infância - a atitude interessada em relação às "coisas novas"; a alegria do pioneirismo e da "busca por novos caminhos"; na consciência superior esta alegria são os poderes dinâmicos morais expressos através da integração pessoal em buscar o correto conforme compreendido pelos indivíduos; é aquela qualidade no aspirante que o capacita a "encarar o inimigo nele mesmo" e sobrepujar aquele "inimigo" pela regeneração do reto viver; é o instinto de auto proteção traduzido na "alegria de proteger os amados, um trabalho amado ou ideais amados"; é coragem enquanto canal para a expressão do amor. 
Vênus - regente de Touro: Alegria enquanto senso de "identificação com a natureza"; auto expressão em termos de realização da necessidade física pessoal por meio das trocas corretas com a natureza e com outras pessoas; amor às coisas terrenas, cultivo da vida vegetal para utilidade e beleza; uso correto dos serviços da vida animal; alegria enquanto expressão da boa intenção nas trocas financeiras - para expressar o coração por meios financeiros; a devoção ao princípio do serviço correto em todos os planos de forma a manter o equilíbrio; alegria enquanto a forma de expressão pela qual nossas contribuições aos aspectos físicos da vida humana sejam feitos em termos de valores e padrões estéticos. 
Mercúrio - regente de Gêmeos: alegria enquanto exercício de uma mente aberta nas funções de aprender; as alegrias da comunicação pelas palavras escritas e faladas; as trocas de pensamentos e ideias pela fraternidade das linguagens, nas quais as mentes se encontram em mutualidade e as diferenças externas são minimizadas; alegria na expressão daquilo que foi aprendido pela lei de Causa e Efeito – a base de toda educação espiritual; ações baseadas nas respostas a todas as oportunidades de aprender esotericamente ou exotericamente; a arqui oitava dessa vibração é a alegria da comunicação - que  é fraternidade ativa. 
Lua – regente de Câncer: alegria enquanto qualidade cardíaca que nos prontifica a expressar em termos de nutrição, conforto e proteção; esta alegria é primitivamente baseada no auto sacrifício - a "alimentação da vida pela renúncia ao ego"; é na alegria do amor materno e em sua qualidade que pode ser reconhecida a alegria arquetípica da doação; verdadeira doação, nutrição e proteção dependem da sintonia simpática a verdades, e a alegria da doação superficial é elevada a cada vez mais altos patamares quando a discriminação é exercitada ao percebermos que somos movidos a nutrir o que há de bom nos outros. A simpatia às necessidades reais do próximo ativa nossas melhores expressões através dessa alegria - somos então alertados em nosso melhor a prover a realização da necessidade solicitada. Sacrifício - em qualquer nível - feito em resposta a compulsão pode ser efetivado com completude marcante, mas é o aspecto voluntário, sacrifício auto iniciado que é verdadeiramente alegre, pois tal expressão se baseia na integridade. Esta vibração é a base essencial de toda contribuição nutritiva à família, bem-estar e progresso nacional e internacional. Aqueles que se dedicam à raça em si são frequentemente crucificados pela sua doação, mas a "oportunidade possível da crucifixão" para um coração alegre, não reduz a qualidade da contribuição oferecida. 
Sol – regente de Leão: Alegria na pura radiação do poder do Amor, independente de resposta de retorno; a administração de poder em termos de equidade e honra; esta alegria é verdadeiramente aquela da hospitalidade, expressa através do que foi estabelecido em Câncer; é a qualidade particular da alegria que caracteriza todos os grandes apresentadores – cujas expressões talentosas nos faz responder com risos e a liberação de tensões. Essencialmente, Leão é alegria enquanto amplitude, de qualquer tipo, em expressão. 
Mercúrio - regente de Virgem: alegria enquanto colocar em uso aquilo que foi aprendido; tais expressões resultam no serviço verdadeiro – o exercício discriminativo do conhecimento. Através de Virgem começamos a "tocar o impessoal" pois é a modulação das seis casas inferiores dos signos do Grande Mandala em relação aos seis superiores. É a alegria de fazer o trabalho que se gosta de fazer e também a alegria de amar seus colegas de trabalho – sejam empregadores, colegas ou empregados; essas pessoas são fraternas conosco de forma especial e impessoal. Virgem é a alegria do treinamento físico, mental e psicológico de nos equiparmos para o cumprimento relativamente perfeito de nosso serviço escolhido em vida e o "entusiasmo total" pelo qual efetivamos aquele cumprimento. 
Vênus - regente de Libra: a alegria de expressar a consciência do "nós somos" - extensão, por polaridade, do EU SOU individualizado; a alegria de aspirar pela inclusão do bem nos outros em nossos planos e expressões enquanto amplificação de nossos desejos de realizar nosso próprio bem individualizado. Esta é a alegria da expressão mútua da troca de amor e da reflexão mútua da percepção da idealidade humana; é nossa alegria de ser de modo que a beleza do arquétipo humano possa, em algum grau, ser percebido em nós pelos outros de forma que seus profundos anseios por beleza possam ser ao menos relativamente gratificados. Alegria – enquanto Libra - é aquela expressão do poder anímico que chamamos de cooperação; é uma das arqui virtudes e as pessoas que, com amplitude e generosidade exercitam o poder de cooperação são aquelas para quem a alegria é uma companhia de vida; a integridade dos verdadeiramente bons corações toca uma nota simpática no coração dos outros, com "poder de elevação". Como resultado, a música do "nós somos" é cantada cada vez mais belamente. 
Plutão - regente de escorpião: sem amor e beleza, o exercício da geração é desvairado, compulsivamente autocentrado, mas enquanto expressão do amor mútuo ele se torna uma alegria cooperativa intensa e transfigurante; ela é como tal, uma expressão dinâmica da liberação de recursos profundos de poderes vibratórios em direção à finalidade de que os "ideais de parceria" de cada pessoa em questão possam ser o mais vividamente cumpridos; como expressão do amor, ele é "vida dando vida a si mesmo" - as duas pessoas envolvidas se identificam com o atributo criativo do Cosmos de fornecer novos veículos para a vida ou para a geração de consciência de amor mais profunda entre cada um deles. Nos planos subjetivos, Escorpião representa expressões dos mais profundos alcances de potencial e consciência - as mais intensas devoções e consagrações. É a alegria do mártir, do devoto e do ascético - de qualquer um em quem os fogos dos desejos personalizados tenham sido transmutados em oitavas superiores de amor impessoal. Tal pessoa não é apenas o padre – ela é seu próprio altar e sua vida sua Missa. Suas regenerações são o sacrifício que ela oferece diariamente de modo a tornar a vida mais fluida e ascensional. A alegria de Escorpião é êxtase, pois suas expressões são liberadas desde os nossos potenciais e aspirações mais intensamente comprimidos e focados. 
Júpiter - regente de Sagitário: a alegria de ensinar; esse planeta é a polaridade do Mercúrio geminiano – como tal é a radiação de sabedoria; sua posição enquanto signo da nona casa da Grande Mandala e como signo da quinta casa de Leão nos diz que todo ensinamento verdadeiro é uma expressão de amor. O estudante (Mercúrio - Gêmeos) sendo amado, é ensinado; o professor (Júpiter - Sagitário), amando, ensina. Júpiter significa a alegria de todos os exercícios religiosos, cerimonias, rituais e dramatizações de festivais simbólicos que alinham a consciência humana às percepções elevadas dos princípios vitais. Júpiter se exalta no signo da Lua, ncer, e representa a mais pura alegria autodirigida em atos de doação - ele é verdadeira dádiva independente de motivos. Ele é a alegria de todas as expressões verdadeiras pelas quais os miasmas e distorções de ignorância são dispersos pelo poder do verdadeiro ensinamento; esse ensinamento diz respeito à instrução em relação à existência e à natureza da Lei de Causa e Efeito – a alegria de Júpiter em sua forma básica mais pura. 
Saturno – regente de Capricórnio: a alegria "sem palavras" do cumprimento legítimo da responsabilidade; os poderes de uma consciência madura que capacita o humano a funcionar como "pedra angular" da família, nação e raça. A alegria de planejar pelo exercício da mente madura e levar a cabo o plano de forma eficiente, passo a passo, até que o mesmo se cumpra. A alegria da percepção das capacidades a serem assumidas, sem compulsão externa e que devem ser efetivadas. A alegria de viver em retidão que não "inibe e confina" - ela amadurece a consciência para o progresso evolucionário. Esta alegria é profundamente parental em essência; é aquela do pai, em termos humanos – e aquela do Redentor, nas altas oitavas de consciência. 
Urano – regente de Aquário: quando o humano integrar sua consciência por intermédio de várias encarnações de aderência à Lei Espiritual, a alegria de Urano floresce como alegria da alma liberta; tal pessoa "dança onde quer, mas não pisa nos dedos dos outros". Esta é a alegria do gênio criativo e da profecia; é "Amor que percebe a Alma do outro" - não é mais o "amor que cultua o corpo". É o amor de toda cooperação grupal impessoal - é a radiação de companheirismo que traduz a fraternidade em escopo ilimitado. É a "criatividade" ou "expressividade" pelas quais as belas verdades do arquétipo humano são reconhecidas e interiorizadas. Esta vibração é a alegria da revolta por meio da qual o arquétipo humano reconhece em si as situações que o impedem em sua realização da verdadeira fraternidade; é a alegria do exercício alquímico pelo qual congestões e inibições são deixadas em favor de oitavas de maior expressividade; é a alegria de todas as ressurreições - a "transcendência de todas as tumbas". 
Netuno – regente de Peixes: a alegria da prece dinâmica; a "respiração do Eu pessoal, com Amor, para os éteres"; a expansão da consciência que resulta da meditação focada e a percepção clara dos ideais que daí resultam. A alegria de toda expressão artística inspirada – particularmente aquela do músico e do ator. É a alegria da sintonia espiritual – da mais profunda e pura reverência do coração. Pela exaltação de Vênus aqui, este é o amor alegre pela vida e por tudo o que a vida expressa. É aquele amor que cria a beleza e a alegria de perceber as belezas mais puras e sutis da vida. É a percepção verdadeira pela qual todos os infernos são redimidos – por ela, santos e salvadores curam as feridas do corpo, mente e Espírito. É a alegria de renunciar ao "não mais necessário" e de "abraçar o agora necessário". É a fé na qual todos os passos verdadeiramente progressivos são dados – um modo de fé possível graças ao amor pela vida ter recarregado a consciência e traduzido as agitações do medo, ódio e insegurança, na serenidade da paz e sabedoria através da alegria.
 

domingo, 15 de outubro de 2017

CAPÍTULO LVI – ALEGRIAS PLANETÁRIAS – PARTE I


A polaridade de nossas ações físicas é um dos estudos mais fascinantes. Por exemplo: Comunicação: masculino, falar; feminino, escutar; Instrução: masculino, ensinar; feminino, aprender; Nutrição: masculino, mastigação e deglutição; feminino, digestão e absorção; Ser Físico: masculino, ação e expressão conscientes; feminino, reação e reflexão. E assim por diante. Nos primeiros destes apresentamos as qualidades e atributos de nossa polaridade projetiva, os segundos mostram nossos níveis subconscientes e reativos de ser. A consciência espiritualizada tem a "alegria" como polaridade masculina e "felicidade" como a polaridade feminina reativa. "Felicidade" é aquilo que resulta, como reação, da ação e expressão alegres. "Alegria" é aquela qualidade do Espírito que impele nossas expressões de Amor e Sabedoria. 

Podemos dizer o seguinte: Nos movemos através da experiência em alegria de felicidade em felicidade. A experiência é, claro, a sequência de nossas ações e reações através de nossas encarnações. A alegria não difere de uma "faculdade" - ela é um poder de consciência. O que denominamos "dor" é uma reação a algo estabelecido através de "não alegria" - expressões de energia congestas em desejo negativo e ignorância. "Dor" (enquanto qualidade de nossa faculdade reativa) pode ser chamada de "gestação e nascimento – as lutas da felicidade" - ela é a felicidade "gritando para ser reconhecida". 

No simbolismo astrológico, o sextil é o mecanismo que traduz o "potencial de dor" em "potencial de felicidade". Quando um humano exercita seus poderes sextílicos alegremente ele realiza a mais rápida tradução de suas energias congestas naquilo que será registrado na próxima vez – ou em uma encarnação futura – como trígono. Os trígonos são padrões de consciência que registram os resultados de exercícios espiritualizantes prévios e são "depósitos bancários" para exercícios espirituais futuros ainda maiores. Cada planeta, enquanto um "órgão no corpo vibratório" é uma liberação potencial da consciência de alegria, pois cada planeta, enquanto "focalizador" de um signo zodiacal, é um "ponto de distribuição" para as expressões do espírito. Cada planeta em um mapa deve ser compreendido desse modo se o leitor e intérprete astrológico quiser determinar intuitivamente a espiritualização que as necessidades evolutivas da pessoa requerem dela nessa encarnação. 

Para tornar este pensamento claro em mandalas, desenhe dois círculos. Em um deles coloque os grandes trígonos interlaçados nos pontos das cúspides dos signos de fogo e ar da Grande Mandala. Este desenho é iniciado pela qualidade projetiva dinâmica de Áries na Grande Mandala ou pelo signo Ascendente no horóscopo natal. Esta é a mandala da alegria humana, enquanto masculino e feminino; ela é o potencial de cada humano de expressar, por identidade enquanto uma "criança do Deus Pai-Mãe", as radiações de Amor e Sabedoria. Qualquer signo pode estar no signo Ascendente, portanto qualquer planeta pode ser o focalizador vibratório dessa energia espiritualizada. 

No segundo círculo, coloque os grandes trígonos de água e terra interlaçados. Este desenho é a faculdade de ambos macho e fêmea de reagirem às expressões espiritualizadas a partir dos recursos da consciência espiritualizada. Ela é a mandala da felicidade - a faculdade de reagir e realizar em termos das oitavas superiores de consciência. Como a vertical (Capricórnio-Câncer) é o eixo parental, é mostrado que ao que o homem reage com felicidade ele mesmo construiu ("apadrinhou") por expressão de sua própria consciência. A "verticalidade" é reproduzida na mandala de fogo-ar nos signos de Leão-Sagitário e Aquário-Gêmeos. Estas linhas verticais "envolvem" ou "padronizam" a "radiação" dupla de fogo e ar cardinal ao fogo e ar fixo e mutável. 

Interpretado: Identidade (expressão masculina e expressão feminina) - radiando poder Divino como amor e como sabedoria. Estes dois trígonos dinâmicos simbolizam a polaridade expressiva das mais altas oitavas da consciência humana individualizada; eles representam, abstratamente, os "auges das virtudes em expressão". A horizontal da mandala de fogo-ar é reproduzida nos trígonos de terra-água pelas linhas de Touro-Virgem e Escorpião Peixes. Como a horizontal Áries-Libra, em relação a Capricórnio-Câncer, simboliza "aquele que foi gerado", as horizontais dos trígonos de terra-água "padronizam" as radiações de fixo e mutável a partir dos dois pontos parentais cardinais. É a horizontal de Touro-Virgem que constitui a base do símbolo que usamos em astrologia para representar o aspecto do trígono. Este é o mais perfeitamente estático dos quatro triângulos - aquele que mais perfeitamente simboliza resultado. 

Um estudo dos três signos da trindade de terra nos diz que esse trígono é gerado (iniciado) pelo signo de Capricórnio que, esotericamente falando, é o poder de assumir e cumprir responsabilidades – a insígnia da consciência humana amadurecida. Este ponto inicial é a exaltação de marte: expressão autodirigida e controle auto iniciado dos poderes-energias. A radiação de Capricórnio a Touro, terra fixa e quinta casa do signo de Capricórnio, "conecta" ou "canaliza" o princípio e poder do cumprimento da responsabilidade ao princípio do serviço e das trocas equilibradas. Touro é regido por Vênus, o princípio do equilíbrio, e este signo é o ponto de exaltação da polaridade planetária de Capricórnio - a Lua, regente de Câncer. 

Além disso, Touro é a décima primeira casa do Câncer lunar e a liberação do gerado até suas realizações individualizadas é a iniciação através do princípio do serviço. A segunda "radiação" de Capricórnio é para Virgem, abstraindo dois terços do círculo representado pelo arco de Capricórnio a Virgem através de Touro. Virgem é a dignidade terra de Mercúrio e é a oitava de sabedoria (signo de nona casa) do poder de cumprimento da responsabilidade de Capricórnio. Esta responsabilidade, canalizada através do poder de Mercúrio, é aquela de colocar no uso e serviço corretos, aquilo que foi aprendido. A dignidade ar de Mercúrio é Gêmeos, a polaridade feminina do diâmetro da educação (Sagitário-Gêmeos) e, como tal, é o princípio de Aprendizado, a "inalação do conhecimento" e a "resposta ao estímulo do conhecimento interior". Como já foi dito, é convicção do autor que Mercúrio, enquanto regente de Virgem, fica exaltado no signo fixo de ar Aquário, a oitava do amor do trígono de ar, que se inicia pelo signo de ar cardinal Libra, regido por Vênus. Como tal, a consciência de fraternidade do trígono de ar é correlacionada e sintetizada com o trígono de terra como a responsabilidade espiritual de realizar os relacionamentos humanos através do poder do amor como "fraternidade", a essência da alegria no relacionamento humano e a personificação das mais altas aspirações do coração humano. 

Neste estudo, estamos lidando com a astrologia dos humanos enquanto encarnados - "consciência fundida com o universo material". Usamos o triângulo com base horizontalizada como nosso símbolo arquetípico da consciência humana espiritualizada, pois é aqui neste plano que percebemos nossas representações de realizações alquímicas passadas e temos a responsabilidade de expressá-las nos relacionamentos com nossos parceiros humanos. Entretanto, na representação do trígono de terra está implícito o trígono de fogo, assim como Capricórnio, ou qualquer outro signo cúspide da mesma natureza (cardinalidade) estão implicados nos potenciais do Ascendente abstrato, Áries. O trígono de fogo foi expresso e em algum grau pelo trígono de Terra, que é a destilação resultante em consciência e condições exteriores de Capricórnio, que enquanto signo de exaltação, possui os poderes inerentes de Marte maturado por "afiliação" pelos poderes de Saturno. 

Um aspecto de trígono entre dois planetas implica na condição de um grande trígono em formação. Todos os grandes trígonos são "marcas evolucionárias de altas-águas", pois três pontos de um elemento (fogo, terra, ar e água) constituem o padrão "estruturado" resultante de expressões regenerativas prévias. Um trígono entre dois planetas é (fazendo uma analogia) a nota 10 em sua prova em uma matéria específica durante o curso escolar; um grande trígono é a nota 10 que o qualifica à promoção com honras. A implicação é que, tendo destilado o grande trígono, você está qualificado a expressar aqueles poderes, não apenas "aproveitar a promoção com honras". Qualquer mapa com grandes trígonos mostra base espiritual a ser usada para regenerar congestões no mapa. Alguns astrólogos dizem: "Eu não gosto de ver um grande trígono em um mapa; a pessoa sempre realiza as coisas muito facilmente – ele não faz esforço". Isto ocorre apenas porque a pessoa (representada no mapa) não foi instruída que estados de desenvolvimento são poderes que devem ser usados. Qualquer um que apenas aproveita seu grande trígono ignorando as medidas corretivas é como uma pessoa que se gradua com honra, mas não aplica aquilo que aprendeu quando entra na vida profissional ou de negócios - ele apenas "navega se orgulhando de suas conquistas". Trígonos e grandes trígonos não implicam em maestria – apenas maestria relativa em termos de estado evolucionário. O horóscopo de um habitante das florestas de Borneo poderia ter um trígono, mas isso significaria apenas que a pessoa possuísse uma qualidade superior em comparação com seus concidadãos da floresta. Princípios básicos se aplicam independente de nossa identidade exterior, mas algum conhecimento da identidade externa auxilia o astrólogo a interpretar a qualidade evolucionária dos aspectos de trígonos. 

Planetas em relação entre si são "dignificados" ou "dispostos". Se forem dignificados, estarão nos signos que regem; se forem dispostos estarão em um signo regido por outro planeta. Um planeta dignificado que esteja em trígono (seja simples ou grande) nos diz que a pessoa terá, na presente encarnação, uma grande variedade de experiências nas questões a que o planeta se refere. Um planeta dignificado está em uma posição da primeira casa do signo; sua condição de trígono é a informação de que nesta encarnação a pessoa expressará dinamicamente um profundo resíduo de poder destilado de muitas encarnações passadas. No que diz respeito àquele planeta, ele passa por "um retorno ao lar após uma volta no zodíaco" e ele está agora, conforme o registro do trígono, qualificado para irradiar com grande efeito e para grande bem, os princípios planetários em questão. Tal pessoa será provida de muitos objetivos em direção aos quais ela poderá irradiar tão bem quanto refletir, por reação àquilo que pode gozar ao colher os resultados de suas expressões espiritualizadas no passado. Um planeta dignificado fazendo parte de um grande trígono é um dos fatores mais importantes a ser estudado em um mapa. Tal planeta é um "arqui-poder" para ajustamentos regenerativos para todo o mapa. Um planeta exaltado em grande trígono representa a expressão planetária máxima na astrologia humana. Tal posição é indicativa da fruição de iniciação espiritual no passado; um planeta exaltado tendo um trígono simples é indicativo do mesmo em uma oitava abaixo. 

É, portanto, um poder tremendo que se correta e progressivamente expresso, faz a pessoa aparecer ao mundo dos demais humanos como personificação da luz branca. Planetas dignificados e exaltados (em trígono e grande trígono) representarão usualmente uma amplitude marcante em situações externas, pois aqueles padrões e poderes representam nossa consciência da infinitude do poder e do amor de Deus. Portanto, uma certa abundância do bom será percebida nas circunstâncias externas. Outro padrão de trígono que merece muito estudo é a colocação de planetas em sua própria quinta ou nona casa de signo. Chame a casa de dignidade do planeta de "um" e a seguir no sentido anti-horário ou, "sentido zodiacal", e veja se algum de seus planetas estão assim posicionados relativamente a seu signo de dignidade. É percebido pelo autor que todos os planetas assim posicionados, independente do signo ou aspectos planetários, têm certo significado espiritual, pois no percurso planetário zodiacal ele atingiu aqueles "pontos" que representam os momentos de expressar seus princípios em termos de poder de amor e poder de sabedoria. Exercite muita elasticidade no uso de palavras chave nesse estudo. É complicado, mas cedo ou tarde a intuição despertará para prosseguir onde o intelecto não pode alcançar. O uso de mandalas simplificadas é uma técnica esclarecedora que torna possível a nosso intelecto e intuição focar em pontos específicos. 

Discernir as diferenças básicas entre as palavras "alegria" e "felicidade" resulta na flexibilização de nossa abordagem aos aspectos de trígono que traz resultados notáveis. Assim como o nascimento no plano físico marca a culminância (do processo gestacional), também ele marca a iniciação da encarnação com suas possibilidades de crescimento, expressão e realização. Podemos falar da alegria da união amorosa (expressão mútua) e a alegria vivenciada pelos pais quando sua criança nasce normal e saudável; ou a alegria da prática musical e o treinamento e a felicidade de um primeiro recital de sucesso. E assim por diante - há muitas ilustrações a serem consideradas enquanto representativas de aspecto trígono expresso em termos de registro ativo ou passivo. 

Assim, alegria cria felicidade. Mesmo esforços intensos, lutas, agonias da mente e alma, além de todos estados emocionais intensos, podem ser basicamente alegres. É a alegria que torna possível cumprirmos nossas necessidades ao invés de tudo parecer obstáculos internos e externos. Na alegria carregamos nossas expressões com o melhor de nosso poder amor, poder devoção, poder fidelidade, poder melhorador, poder harmonizador, poder estético, poder simpatia, poder inteligência, poder físico, etc. Os grandes nesse mundo, independente de quão "infeliz" suas vidas possam parecer, são basicamente alegres, pois os Poderes Divinos de Amor e Sabedoria são canalizados através deles. Seus "elementos pessoais" podem registrar o não cumprimento de muitas maneiras, mas verdadeiramente grandes pessoas são muito mais que "pessoas com lares, esposas, maridos e empregos". Elas, e o que elas fazem expressa expressam suas consciências, são gestos do divino a este plano – os grandes terapeutas, artistas, escritores, professores, humanitários, todos testificam ao invencível poder da alegria cumprir a realização dos ideais. Eles não pensam a vida em termos de "algo a ser gozado" de forma trivial que a maioria de nós pensa "gozar". Eles abordam a vida como sua oportunidade de expressar a culminância de seu maior e melhor – cumprir seus padrões de especialização de lei e progresso evolucionários. 

Os "não alegres" são os apáticos, descuidados, indiferentes, mental e emocionalmente negligentes; eles se movem em resposta às coisas em si que, na maior parte das vezes não compreendem. Os alegres são conscientes – profundamente do curso e objetivo; expressam seus recursos e cumprem seus objetivos com um foco de poder, inteligência e devoção que os qualifica para se moverem ao longo das marés da evolução humana em seus altos e baixos. Há relativamente poucos gênios encarnados em qualquer tempo, mas todo ser humano pode aprender a viver alegremente no sentido de que todos que o fizerem podem se tornar mais claramente cientes de sua identidade divina e de seus recursos divinos. É quando pensamo-nos como "vermes aos olhos de Deus" que modificamos nossa identidade enquanto "seres alegres". Somos na verdade, "centelhas da chama de Deus", e uma centelha tem os atributos da luz, calor e do movimento ascensional.
       Reconhecer que qualquer planeta pode ser o regente de um horóscopo e que todo signo tem seu lugar no símbolo do trígono, nos ajuda a compreender que nenhum humano está excluído do privilégio de viver alegremente. A "imagem" antiga de que a "miséria é nosso lote" é verdadeira apenas quando nos expressamos miseravelmente, limitadamente, congestivamente e sem o reconhecimento dos potenciais divinos e objetivos espirituais. Toda ação que realizamos, toda reação que vivenciamos, toda expressão emocional e todo pensamento que sustentamos tem uma qualidade vibratória particular e isso significa que todas essas coisas podem ser traduzidas em oitavas mais elevadas de alegria na expressão da felicidade em reação, se assim escolhermos.