terça-feira, 5 de maio de 2015

CAPÍTULO XL – LUZ COMO COMUNICAÇÃO

De um ponto de vista esotérico, como usualmente utilizamos a palavra, “comunicar” significa um processo pelo qual o conhecimento ou informação são transmitidos de uma mente à outra. Entretanto, um estudo e síntese de suas raízes derivativas revela seu significado esotérico, o que nos torna possível compreender mais verdadeiramente o significado real e uso correto desta função de transmissão sensorial, intelectual e espiritual. Sua derivação direta é da palavra latina comunicare que significa compartilhar. Nela encontramos duas palavras raízes básicas: "com" se refere a "juntos" e "un" se refere a "unicidade" ou "unidade". Assim vemos que "comunicação" é um meio pelo qual as diversas mentes e consciências são, em graus variados, unificadas pelo processo de compartilhamento. Este compartilhamento é um processo polarizado: o polo positivo é revelado em ações de radiação, expressão, informação, falar, escrever, projetar telepaticamente e projetar inspiracionalmente; o polo negativo se revela em ações de percepção, reação ao estímulo vibratório, percepção em todos os sentidos, aprendizado, compreensão e realização. Tudo que se estabelece na mente divina pode ser transmitido a - ou compartilhado com - mentes ou consciências diversificadas ou individualizadas. O objetivo evolucionário final é a realização da unidade das diversas mentes com a Mente Una de nosso Criador.
            Antes de considerar os significados ocultos, cármicos e evolucionários da comunicação entre humanos, devemos considerar a comunicação básica, primordial ou absoluta entre a Consciência Divina e a consciência humana - o "compartilhamento criativo da Luz". A Mente Divina se faz conhecível a nós - "fala conosco" - ao manifestar-se em estados infinitamente variantes de vibração objetiva - o mundo físico natural. Ela também nos proveu criativamente com centros e órgãos de sensopercepção no exercício dos quais podemos aprender a respeito de nossa origem a partir da observação da manifestação. Através da visão, nós percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como cor; através da audição, percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como tom; através do toque, percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como textura e densidade; através do paladar, percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como mistura química; através da olfação, percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como emanação ou radiação química invisível e silenciosa. Ampliando, formas "transcendentais" de sensopercepção estão inclusas na clarividência, intuição, clariaudiência, claricognição, telepatia e inspiração. Por estas faculdades os aperceberes internos ao Humano são revelados em instâncias que transcendem as "limitações do Tempo-Espaço". Todas essas faculdades e poderes sensíveis e suprassensíveis tornam possíveis as muitas variações de ação comunicativa e troca entre o Divino e Seu microcosmos sub-humano, humano e super-humano "irmãos e irmãs". Aquele que sabe mais (desenvolveu mais consciência) compartilha com aquele que sabe menos (é menos evoluído em consciência e conhecimento); aquele que sabe menos (é menos desenvolvido em consciência e conhecimento) recebe e aprende daquele que sabe mais e é mais evoluído em consciência. A atração magnética das diferenças relativas em consciência e similaridades de necessidades cósmicas para realizar a unidade é o relacionamento de comunicação entre todas as coisas viventes. Comunicação é fraternidade em ação; comunicação Confiável, construtiva e possível de ser colocada a serviço é o amor fraterno em ação. Agora, para a astrologia:
            Antes que o humano possa se expressar a outra mente de modo comunicativo, ele deve passar por um "processo dentro de si" pelo qual formule aquilo que ele deseja transmitir. De forma sutil, mas perene, esta formulação é uma interação da mente subconsciente com as percepções conscientes. Antes que qualquer fato ou realização possam ser transmitidos, eles antes devem ser aprendidos e a faculdade particular para o aprendizado ser exercitada anteriormente ao momento presente. É a mente subconsciente - simbolizada astrologicamente pela Lua - que age como armazém de memórias, as impressões residuais estabelecidas pelos exercícios passados da consciência. É a mente consciente - simbolizada astrologicamente por Mercúrio - que conhece e se expressa de acordo com as necessidades presentes. Pela qualidade adesiva e retentiva da mente subconsciente o Homem permanece ligado àquilo que ele foi e expressou no passado e suas cognições e interpretações do presente são estabelecidas sobre o que ele evoca como memória ou memória-sentimento de seu passado. Portanto, vemos que um indivíduo sempre se comunica consigo antes de transmitir ou expressar sua consciência para outra pessoa. Um exemplo simples: alguém pergunta a você que horas são - ele precisa daquele fator de informação; antes que possa responder, você precisa "receber a comunicação - por meio visual - daquilo que seu relógio informa". Ao formular uma cognição você se torna capacitado para transmitir aquele fato como ação comunicativa para a outra pessoa. Mas, mesmo antes disso, você precisou aprender como ler o relógio em algum momento passado. Assim - você "desenhou em seu passado" para cumprir as necessidades de comunicação de seu amigo no presente. E assim vai eternamente: o passado é o "pábulo" sobre o qual o presente desenha para construir o futuro. No horóscopo individual, a correlação entre a Lua e Mercúrio mostra a "mistura" alquímica da memória-sentimento, estabelecida pelo exercício da consciência no passado com a percepção pelos sentidos e intelecto exercitadas pela consciência no presente. Também a correlação de Lua-Mercúrio com Júpiter mostra o processo alquímico pelo qual o indivíduo está destilando o apercebimento da verdade - uma cognição do fato que está acima e isento de todo erro pessoal subconsciente de interpretação por dor, prazer, preconceito, antipatia ou favoritismo. A correlação Lua-Mercúrio com Urano mostra a evolução alquímica das faculdades da intuição e previsão; com Netuno, se mostra a "gestação" das faculdades clarividentes e clariaudientes (a evidência de coisas não vistas e não ouvidas) assim como o estabelecimento evolucionário do poder da fé e de se comunicar pela oração.
            O que segue deve ser compreendido como um ensaio básico da natureza da comunicação. Agora, para propósitos astropsicológicos práticos, nos concentraremos no símbolo arquetípico básico da comunicação e da faculdade comunicativa - o planeta Mercúrio, regente de Gêmeos e Virgem.
            Crie uma cópia da "mandala de Gêmeos": a sequência zodiacal colocada ao redor de um círculo com Gêmeos como signo Ascendente. Note que o eixo Touro-Escorpião, do desejo-poder e do poder regenerativo, ocupa o diâmetro da sexta e décima segunda casas. Touro se refere ao centro laríngeo, o mecanismo pelo qual as criaturas vocais criam o tom; lembre-se que tudo que escutamos é percebido como um aspecto da vibração tonal. Escorpião se refere àquela faculdade de gerar, ou "evocar", material para outro corpo físico. Através de Touro, geramos ou "evocamos" material tonal para a incorporação, para a manifestação perceptível, de ideias, pensamentos, sentimentos, emoções, conhecimento, compreensão e realização; no plano da sensopercepção é o poder e faculdade de gerar tom que "obscurece" (relação da décima segunda casa com o Ascendente) toda a ação comunicativa. É o poder de Mercúrio para formular tons como palavras faladas ou cantadas pela interação entre a respiração dos pulmões e a mobilidade dos lábios e línguas; é também o poder de Mercúrio de usar as mãos para escrever ou desenhar figuras simbólicas imitativas da palavra falada, como palavras escritas ou diagramas e de tons enquanto notação musical. Na mandala geminiana, o signo da Lua, Câncer, está na segunda cúspide. Aqui se vê que a consciência humana de nacionalidade "assessora" a evolução desta faculdade para expressar e se comunicar pela linguagem. A aderência cristalizada a uma nacionalidade provoca conhecimento limitado e uso de linguagem sistematizada - tal pessoa pode se comunicar, na escrita (ou leitura) e fala apenas com aqueles que conhecem sua linguagem particular. Mas no plano do uso presente do intelecto, aquela aderência pode ser descristalizada pelo aprendizado de outra língua, ou outras línguas. Por meio dessa extensão descristalizante a pessoa poderá se comunicar com um correspondente maior número da pessoas, seu "campo de interação humana" aumenta, sua apreciação do pensamento e modo de viver dos outros se aprofunda e consequentemente, no plano dos reconhecimentos espirituais ele se encontra experienciando um grau maior de sintonia com outros humanos. As diferentes linguagens proporcionam barreiras comunicativas apenas para aqueles que se recusam sair das aderências cristalizantes a determinada linguagem; para aqueles que "saem", as barreiras se desintegram no mesmo grau. Nisso, vemos novamente uma ilustração concreta do fato que a comunicação é fraternidade expressa; no mesmo grau que mais e mais meios de comunicação sejam aprendidos, a espiritualização do relacionamento fraterno e simpatia serão realizados, apreciados e expressados.
            No presente em que se presencia o aparecimento do rádio, televisão, aeronaves supersônicas e todos os mecanismos pelos quais as limitações têmporo-espacial são cientificamente transcendidas, um paralelo se vê no campo dos empreendimentos espirituais humanos. Muitas pessoas, de todas as nações, estão também buscando explorar as causas dos impedimentos no funcionamento humano individual. São pessoas que estão dando um ímpeto poderosamente regenerativo à evolução humana pelo serviço dedicado às questões humanas, redimindo muito carma negativo construído em suas vidas individuais passadas devotando-se a "auxiliar outras pessoas a se ajudarem" a sair de estados de anormalidade cármica, subnormalidade e disfunções das funções saudáveis normais. No que diz respeito à comunicação, espera-se que as seguintes observações sirvam para aprofundar a compreensão interior das causas cármicas que minam as faculdades comunicativas no corpo humano; o primeiro ponto a ser considerado é a epigênese:
            Epigênese se refere à faculdade do humano de construir a qualidade de seu veículo em correspondência com a qualidade e estados de sua consciência. (Epi-gênese deriva de duas palavras raiz que significam "construir sobre"). Trata-se da faculdade criativa possuída e - consciente ou inconscientemente - exercitada por todos os humanos desde a aurora de seu procedimento evolucionário como humanos. Pela epigênese, o Homem revela seu gosto criativo a seu próprio Creador; é a "raiz" subjacente ao florescimento, nos tempos vindouros, de sua verdadeira atividade criativa enquanto consciência Divina. O princípio, ou lei, de causa e efeito operando sobre a faculdade da epigênese em humanos explica todas as qualidades condicionadas de manifestações física, emocional e mental no veículo humano - congestionadas, desviadas, aleijadas ou harmonizadas, potentes e eficientes. Na presente consideração da faculdade comunicativa e propósito, encontramos que a mandala de Gêmeos tem muito a nos dizer sobre a causação cármica dos impedimentos e defeitos na fala que se apresentam nos corpos humanos ao nascimento ou que "aparecem" durante a encarnação como resultado de um potencial vibratório congesto sendo estimulado pela ação do tempo. Tais condições como mudez congênita, palato em fenda, língua anormalmente grossa, gagueiras e condições traumáticas que lesam o mecanismo vocal, língua ou lábios, etc., são as principais que revelam exteriormente que as pessoas aflitas causaram algum impedimento na comunicação no passado. A memória subconsciente retida da ação destrutiva ou congestiva influencia e o corpo físico presente reproduz, por epigênese, o potencial negativo como "retorno cármico" de modo que a pessoa possa explorar o aspecto negativo da consciência do "outro lado da cerca" e assim aprender um pouco mais sobre as verdades da faculdade comunicativa e seu uso correto para desenvolvimento e evolução futuros. Muitos e muitos tipos de ação e influência no passado podem causar defeitos comunicativos na vida presente, mas a mandala de Gêmeos nos mostra as pistas ocultas básicas para a causação da maioria destas condições deficitárias - e experiências dolorosas:
            A posição do eixo Touro-Escorpião, coincidindo com as cúspides da sexta e décima segunda casas é o primeiro ponto a considerar. Este é o eixo da consciência de poder enquanto “desejo”, ou colocado de outro modo, a consciência individualizada do desejo. Tendo em mente que o desejo é uma potência da consciência que pode variar em qualidade, desde as maiores luxúrias humanas, ganância e retaliação às mais sublimes formas de aspirações espiritualizadas, percebemos que o uso correto desta potência – conforme mostrado nesta mandala – é uma forma de serviço contributivo (Escorpião na cúspide da sexta casa) e construtor da consciência de saúde. Exemplo disso é a expressão de amor mútuo através do exercício do mecanismo sexual; outro é a conservação disciplinada das energias vital e magnética para uso em atividades e trabalhos construtivos. Assim como para Escorpião na sexta casa; sua polaridade maior no plano físico é o signo oposto de Touro, na décima segunda cúspide desta mandala, que é o símbolo da criatividade dos tons liberados através da palavra falada – a incorporação audível de sentimentos, pensamentos, ideias, opiniões e realizações.
Pense sobre isso: uma pequena palavra – um “sim” ou “não” – falada em certo tom de voz, comunicando a outra pessoa uma decisão específica, sentimento, realização ou reconhecimento pode mudar o curso de uma vida humana caso a pessoa reaja ao que escuta nesta palavra. Uma pequena palavra, pronunciada como julgamento para afetar outra vida ou destino, pode ser falada de modo a mente subconsciente do orador “prender e sustentar” uma impressão de malícia ou destrutividade em grau tão forte que o retorno cármico a partir daquela expressão pode vir a se manifestar em experiência dolorosa várias vidas mais tarde. Por medo uma palavra necessária pode ser guardada; o poder inerente à palavra não falada será retido como potencial para bloqueio em um tempo futuro; o conteúdo de dor relacionado à descristalização subsequente necessária será proporcional ao bem que poderia ter resultado caso a palavra boa original tivesse sido falada.

Para o insight ou conhecimento das causas cármicas relativas às dificuldades e impedimentos de comunicação, temos que estar dispostos a flexibilizar nosso ponto de vista e reconhecer que a causa desses efeitos, manifesta no presente por epigênese, pode ter se estabelecido há muito tempo no subconsciente do sofredor. Usar o poder criativo da palavra falada para canalizar forças destrutivas e falsas é assegurar experiências futuras de bloqueios na comunicação. No caso da repetição continuada em suas formas extremas, o veículo mental se degenera em tal grau de astúcia, que condições como “idiotia” e “debilidades mentais” resultam como retorno cármico, especialmente se a crueldade deliberada foi a motivação emocional original. A presente experiência de muitos tais sofredores está sendo ajudada pelo poder do amor expresso no cuidado e considerações dadas por aqueles em busca de assisti-los – e esse amor é também um retorno cármico estabelecido decorrente de ações bem intencionadas e gentilezas no passado. Assim, nesses tempos, vemos – pela observação do fato que os humanos estão buscando ajudar e reabilitar mesmo os casos mais trágicos de escuridão, impedimento e degeneração relativa – que as únicas barreiras para a comunicação são aquelas que o próprio homem ergue; o Criador nos revestiu com potenciais mentais e espirituais além da faculdade de assegurar nossa eventual comunicabilidade com todos os planos de vida. No senso universal ou absoluto, não há barreiras para a comunicação. Todas as mentes individuais funcionam sob a lei e pela liberação e refinamento de potenciais no escopo inclusivo da mente única – que é a luz única, a consciência única – as linhas sempre irradiantes da comunicação de “um com todos e de todos com o Um” perpétua e perfeitamente sustentadas. Pelo uso correto de nossos fatores Mercuriais nós reproduzimos a sempre abertura de nossas linhas de comunicação com parceiros humanos nesse plano.

domingo, 5 de abril de 2015

CAPÍTULO XXXIX – A LUZ COMO TERAPIA

            A palavra terapia é derivada do grego e significa "sanar". O verbo "sanar" é derivado de uma palavra teutônica que significa, entre outras coisas, "reconciliar". "Reconciliar" vem diretamente das palavras de origem latina "re" (novamente) e "con" (com) - juntos estas significam reunir. Assim, terapia significa mais que "um processo de consertar uma parte do corpo". Significa "reunir harmoniosamente a parte afetada com o resto do organismo". Toda terapia serve ao propósito de restabelecer a consciência da unificação física, mental, psicológica e espiritual. Jesus Cristo disse "Meu Pai e Eu somos UM", "Seja perfeito como seu Pai no Céu é perfeito" e "Amem-se uns aos outros". Nestas e outras sentenças similares se encontra a declaração da unidade de cada um com todos e de todos com um - a saúde, harmonia e beleza da unidade na diversidade. Se a palavra "saúde" é compreendida como o funcionamento vital e harmonioso das partes dos corpos físico, emocional e mental, então a consciência de amor é a saúde das relações humanas, pois é na consciência do Amor que a realização da experiência ocorre e os relacionamentos são as agências da experiência.
            A necessidade de realizar ou reconhecer (re-conhecer - saber novamente) a unidade é perfeitamente ilustrada naquelas atividades que caracterizam o sanar. Se a doença, malformação e anormalidades fossem características do ser humano verdadeiro, estas condições seriam aceitas e suportadas sem tentativas de corrigi-las. De fato, se assim fosse, nunca ocorreria a alguém corrigi-las. Mas o Homem, que é do espírito uno de seu Criador, busca realizar a unidade que é seu estado verdadeiro. Aquela unidade é objetificada como, ou refletida no inter-relacionamento harmonioso de todas as suas partes entre si. A "busca por saúde" é o grande passo, rumo à consciência, para reconhecer e realizar a Luz Branca da unidade.
            Há uma grande divergência em "estilo" entre o trabalho do astrólogo espiritualmente focado e o do terapeuta. O primeiro estuda um diagrama abstrato em um pedaço de papel e o último estuda o corpo humano vivo e respirante. Seus respectivos "materiais de estudo" são polos separados, mas é de importância fundamental para os estudantes de astrologia perceber que estes dois métodos de estudos humanos são fraternos - o astrólogo e o terapeuta são "irmãos espirituais". Ambos devem exercitar a faculdade de análise, dos símbolos ou das partes e faculdades corporais, que é a base da arte diagnóstica. Ambos estes "irmãos" devem conhecer a significância individualizada de cada símbolo de cada parte corporal e este conhecimento é destilado pelo estudo focado e especializado. Na experiência do astrólogo, o exercício concentrado da intuição, através da meditação é também um dos mais importantes fatores. Aquilo que representa o conhecimento essencial adquirido pela análise é a somatória da perfeição inerente à parte individualizada e a essência do relacionamento entre a perfeição da parte e a perfeição inerente ao todo - horóscopo ou corpo. Assim vemos que o trabalho da análise tem como contrapartida e é completado pelo trabalho da síntese. Síntese, nesse sentido, pode ser pensada como sendo aquela forma de estudo a partir da qual o verdadeiro conhecimento do microcosmos - fatores astrológicos ou partes corporais - é correlacionado ao verdadeiro conhecimento do macrocosmo - o horóscopo inteiro ou o todo composto pelos corpos físico, emocional e mental. Ambas estas formas de pesquisa contém a mesma qualidade de exercício de consciência. "Exercício de consciência" significa "usando os poderes da luz" (enquanto percepção sensorial para adquirir conhecimento factual através de observação e estudo), e "usando os poderes da Luz" (a realização intuitiva e espiritualizada Verdade e motivações de serviço dedicado à melhoria e iluminação humanas). Saúde é, enquanto forma de manifestar e identificar a unidade do espírito. Sanar por qualquer meio - terapia objetiva ou iluminação educacional - é uma ação pela qual a consciência da saúde é intensificada. Isto, em essência, compreende o serviço de ambos, astrólogo e terapeuta.
            A astrologia é, primeira e principalmente, um estudo de símbolos da consciência evolutiva da humanidade. Portanto, o leitor astrológico que aspira a realização de um serviço de terapia deve familiarizar-se com a questão da epigênese. Esta palavra, derivada de duas raízes gregas, significa “construir sobre”. Em sua aplicação oculta ou esotérica, se refere à faculdade humana de construir a qualidade de seus veículos na dependência da qualidade de sua consciência. “Assim como o homem pensa, assim ele é” representa esta faculdade, que é a faculdade criativa expressa por todos humanos desde os primórdios de seu desdobramento evolucionário. De encarnação a encarnação, nos desdobramentos espirais da consciência, os veículos humanos são formulados nos planos etéricos, como matrizes do físico, pelo condicionamento da consciência individual e necessidades cármicas. Como nenhum humano pode usar a consciência por outro – em termos absolutos – isso significa que nós, individualmente, determinamos a qualidade futura dos veículos pelo exercício da consciência. Como tendemos, subconscientemente ou instintivamente, a nos identificar e às outras pessoas como “corpos”, consideremos o horóscopo como sendo a figura de um corpo: o círculo pode ser tomado como representando a pele, o "lado de fora do corpo físico"; os pontos planetários são os órgãos vitais, centros de percepção e todos os demais conteúdos corporais. Todos os corpos humanos são expressões densas de um plano ou ideia e a despeito de um humano poder parecer ao nascimento desprovido de sensopercepção ou estrutura orgânica e função, é importante reconhecer que todos os horóscopos humanos têm o mesmo número e tipo de fatores simbólicos. A ausência de um membro corporal ou órgão do sentido por toda uma encarnação não priva qualquer humano de seu conteúdo total dos fatores horoscópicos.
            Correspondentemente, se durante o curso da encarnação, a pessoa vivencia uma lesão de alguma parte corporal ou cessação de uma sensopercepção, seu horóscopo ainda permanece inteiro - ele não tem um planeta ou signo retirado. Isto significa que, como humano vivente e funcionante, seus potenciais permanecem intactos. A deficiência veicular desde o nascimento ou por acidente durante a encarnação representa o obscurecimento temporário da consciência, de forma específica, de potenciais. Experienciar deficiências crônicas ou incidentais é o resultado cármico de ter expressado uma consciência no passado que de algum modo contribuiu para outra falta ou limitação. Ao fazê-lo, o perpetrador do ato identificou-se com o obscurecimento e como consequência inevitável, para explorar plenamente aquele fator, deve experienciar o obscurecimento na experiência encarnatória. Se a vontade para sobreviver e desenvolver for suficientemente forte, a pessoa fará maiores esforços para compensar a deficiência corporal; a alma em desenvolvimento buscará compreender a causa de sua deficiência em acréscimo a seus esforços de perpetuar a sobrevivência física. É este último tipo de humanos que o astrólogo deve servir como terapeuta, pois no estudo do horóscopo, enquanto registro de consciência, ele pode auxiliar a pessoa aflita a compreender como regenerar seus padrões de consciência, mente e emoção.
            O caminho da "astroterapia" é provavelmente o caminho mais longo que pode ser palmilhado pelo astrólogo, pois cada passo nessa trilha deve ser realizado primeiramente em sua própria consciência. Assim como "a beleza está nos olhos de quem enxerga", o ideal de saúde deve ser estabelecido, degrau por degrau, na mente, emoção e percepção do intérprete astrológico. O astrólogo que através de qualquer fixidez ou congestão de atitude for incapaz de ativar programas de regeneração interiores deve na mesma medida direcionar suas energias e atenção para algum outro aspecto da questão, senão será parado em seu caminho logo em seu começo. O desejo de auxiliar outra pessoa a realizar mais saúde (alcançar maior realização de pleno bem estar saudável) pode ser alcançado apenas na medida em que o astrólogo carrega sua própria consciência com mais sanidade na forma de regeneração experienciada e com as subsequentes realizações das verdades espirituais oferecidas pelo simbolismo do horóscopo que ele estuda. A prova de seu desejo é atestada na medida em que ele busca mais claramente compreender as causas subjacentes às “evidências não saudáveis” em seu próprio mapa. Se ele não puder “encarar suas próprias causações cármicas”, como ele poderia perceber aquelas de outras pessoas? A vontade para a verdade é a Luz básica que deve ser acesa em seu próprio mapa; com aquela aplicação, com motivação sincera e idealismo, ele se qualifica para auxiliar os outros. O material técnico para a astrodiagnose – a correlação dos símbolos com partes e condições corporais – deve ser aprendida em primeiro lugar. A astroterapia começa quando o astrólogo ensina ao próximo como ele deve iniciar a utilização de sua consciência de modo específico e regenerativo para descristalizar e transmutar os "obscurecimentos" mostrados no mapa. O astrólogo, por ele ou por outra pessoa, usa a astroterapia quando se apercebe do seguinte, oferecido como sugestões básicas:
            O Sol: percepção de que a consciência de poder deve ser exercida pelo uso e aplicação corretos do Poder; O Poder é para o bom uso, não para a gratificação egóica; o impulso para sobreviver não deve se basear em uma luta competitiva com outros humanos, senão ser aspiração da realização da eternidade e da unidade da vida; o Sol simboliza a consciência da saúde através da auto-maestria.
            A Lua: perceber o significado e importância do mecanismo da mente instintiva enquanto armazém das memórias de vidas passadas; medos, tensões, e animosidades estimulados pela reação a relacionamentos domésticos, parentais, nacionais e raciais devem ser harmonizados e transmutados por (1) compreensão mais clara das leis da atração magnética cármica e (2) brecar a expressão de medos e tensões naqueles relacionamentos substituindo-a por atitudes mais cooperativas, construtivas, amorosas, amigáveis e sábias.
            Mercúrio: pare de usar o (grande) poder da palavra falada e escrita como veículo de expressão ao criticismo destrutivo, malícia, inverdade e preconceito; comece a usar os poderes transmutados do pensamento claro, sem ruídos, para avaliar mais verdadeiramente, para expressar encorajamento e julgamento construtivo, para abrir a mente com a disposição para aprender e considerar sugestões de auxílio; responder com entusiasmo e alegria às oportunidades de aprender e compreender; é sua prerrogativa treinar sua mente em qualquer direção que deseje e usá-la para perceber verdades; também é seu direito saber que apenas você pode expressar sua consciência - com sua luz ou escuridão - em palavras, e se você desejar atingir um nível superior de saúde mental você pode fazê-lo usando o poder da palavra para expressar aquilo que é verdadeiro e amoroso.
            Vênus: você não tem que ser indolente, preguiçoso e negativamente passivo; você tem recursos de energia para usar e pode aprender a expressar aquelas energias de forma a tornar a vida mais bela e inspiradora; você pode desenvolver seu senso de beleza disciplinando suas respostas emocionais de forma que suas expressões de consciência contribuam para a harmonização de seus relacionamentos com outros humanos; você pode se tornar mais cooperativo com, e apreciativo de, outras pessoas e automaticamente aprender a fazê-lo quando permitir sua consciência tornar-se mais perceptiva ao bom e ao belo que elas representam.
            Marte: quando a energia representada por este símbolo é usada para gerar potência e efetividade para ações construtivas e regenerativas, a crueldade, malícia, retaliações por medo e impulsos afins são diminuídos; o organismo físico retém as suas qualidades vital e magnética através da conservação motivada construtivamente e com tal disciplina interior, as realizações de capacidades, autoconfiança, e objetivos significativos são desenvolvidos.
            Saturno: tendências à cristalização e desvitalização são contrabalançadas quando a consciência do cumprimento alegre e amoroso das responsabilidades legítimas ocupa o lugar da sensação de dificuldade. No horóscopo individual, Saturno indica – por posição e aspectos – um ponto de grande necessidade de balanço através de preenchimento adicional; o desbalanço implícito tem sua fonte na negligência e no não cumprimento em uma vida passada daquele departamento particular de experiência. O valor terapêutico de Saturno reside na consciência da justiça imutável da lei espiritual evolutiva; culpa e complexos de remorso, com seus efeitos corrosivos e cristalizantes correspondentes sobre o corpo, podem ser soltos através do reconhecimento de que agora é a hora de fazer o que é correto, e ao fazê-lo, a obrigação cármica é assimilada na consciência, passando a se manifestar em atitudes saudáveis e razoáveis.
            Júpiter: como aquela de Marte, responde por um tipo de energia que precisa de controle e disciplina; em suas implicações negativas é o símbolo de voracidade e falsa compensação; sinceridade de motivo, palavra e propósito é a espiritualização da consciência representada por Júpiter, pois o poder da mente e coração sinceros é o antídoto contra a falsidade interna que predispõe ao desenvolvimento da insaciabilidade e compensações distorcidas. Júpiter simboliza a realização da verdade no homem e a aspiração rumo a julgamentos verdadeiros. Na consciência, a nobreza da verdadeira sinceridade deve suplantar a nobreza ilusória da falsa pretensão, engrandecimento e prosperidade.

            Netuno e Urano: os símbolos das percepções suprassensíveis e das áreas transcendentes da consciência; Netuno é o poder espiritual da , Urano o do amor impessoal; Netuno é o poder de visualizar internamente e idealizar – a pessoa que tem fé na existência da saúde pode visualizá-la por si mesmo. Urano é o impulso para a liberação e aquele que puder liberar-se das condições aprisionantes deve contribuir amorosamente para a liberação dos outros. Use estas interpretações como “alimento para o pensamento” e saiba que elas são apenas alguns exemplos que ilustram a “terapia da consciência humana pelo poder da Luz”.

sábado, 7 de março de 2015

CAPÍTULO XXXVIII – LUZ – PARTE II




    Com o propósito de esclarecer a expressão e compreensão deste material, combinemos que a palavra “Luz”, iniciada por “l” minúsculo, se referirá à vibração visual perceptível; e quando iniciada por “I” maiúsculo se referirá à Consciência; consciência com “c” minúsculo se referirá à percepção humana.
      É algo maravilhoso perceber ao refletir que por tempos incontáveis os seres humanos revelaram a consciência da natureza oculta ou esotérica da luz como tem sido – e é – percebida em termos de preto, branco e o espectro de cores. Esse tema figurou de modo proeminente em programas de ensinamentos filosóficos e aprendizados em vários lugares e, nestes últimos anos, se tornou um fator importante nos campos terapêuticos objetivos e subjetivos. Aqueles que hoje bancam e propagam esta matéria no trabalho de cura estão recapitulando conhecimento adquirido em vidas prévias. Não é novo nesta época, está simplesmente sendo recomeçado para as necessidades espirituais da humanidade presente. A responsividade inspiracional ao potencial da luz natural ou colorida e à beleza das cores na substância, serve de recarga para a aura – que é sempre vista como cor ou cores ao estudo clarividente – da pessoa necessitada, de tal modo que se possa tornar consciente de uma intensidade espiritual; a condição da aura – a matriz etérica – é fortalecida e harmonizada no mesmo grau que o corpo físico é trazido a um alinhamento mais saudável. Não são todos humanos que sabem factualmente sobre a aura e seu significado para sua existência, mas pode-se seguramente concluir que todos, em algum momento, experienciaram uma elevação interior que representa a resposta ao valor espiritual da luz em seus muitos e inspiradores aspectos da cor.
            Dado este considerável – e meditativo – pensamento: Reação a é evidência de correspondência com. Nós não podemos responder a nada ou ninguém com o que ou quem não tenhamos algum grau de afinidade positiva ou negativa. O indiscutível fato de que um humano pode responder à sombra ou qualidade de uma cor, revela que “algo” nele tem afinidade com “algo” na cor, no preto ou no branco. O igualmente indiscutível fato de que tal resposta pode diminuir ou aumentar a qualidade de sua condição áurica, corpórea e espiritual, revela que sua consciência da cor tem afinidade com a Consciência simbolizada pela cor. O poder, em algum grau, é a única coisa que pode mudar qualquer estado vibracional – químico, emocional, mental ou anímico. Portanto, se uma condição humana química, emocional, mental ou anímica é baixada ou diminuída pela sua resposta ao preto, branco ou cores, ela revela uma consciência enfraquecida ou imatura de poder em si. Se, entretanto, sua condição é melhorada, fortalecida, purificada ou harmonizada, sua resposta ao preto, branco ou cores revela uma afinidade entre seu Espírito e o espírito que o branco, preto ou colorido simboliza em sua consciência. Reflita um momento nessas ocasiões quando sua reação a um particular tom de verde, vermelho, preto ou combinação de cores provocarem um sentimento de náusea, morbidade, depressão ou irritação; naquele estado de sentimento você estava ciente de alegria, saúde, harmonia e paz? Sua reação infeliz revelou uma falta de maestria interior sobre você mesmo – algo no poder da qualidade da cor estimulou uma qualidade correspondente em sua natureza astral, mental ou anímica. Sua reação, que serviu para “diminuir seu tom”, simplesmente revelou a necessidade de você regenerar algum fator em sua constituição interior. Não perca tempo e energia “culpando a cor”. Com a regeneração interior através do redirecionamento de poderes, sua capacidade de resposta melhorada servirá para revelar a você valores até então desconhecidos de beleza e poder na cor. A regeneração de nossa consciência sempre serve para nos revelar o Espírito.
            Em capacidade e inclinação a responder com resultados negativos a estados de luz, humanos, enquanto indivíduos, variam consideravelmente. Mas, há um estado ao qual a humanidade – coletiva ou individualmente – tem reagido com muito mais negatividade que a qualquer outro, por muito tempo, e ele é o Preto. No sentido cósmico, Preto é vida indiferenciada e não manifesta; Branco é a consciência, a Luz, que torna toda criação e manifestação possível. Pela recíproca no plano da percepção física, Preto é a congestão de todas as Cores e Branco é o estado da cor indiferenciada. Portanto, o Branco tem simbolizado para o subconsciente da humanidade o reconhecimento do estado de pureza, mais alta espiritualidade e Luz perfeita. O Preto tem simbolizado aquilo que não pode ser percebido em termos de suas partes ou fatores. Como o conhecimento e reconhecimento dos fenômenos dependem de nossa habilidade de “discernir entre coisas”, nos primórdios da evolução nós congestionamos em medo, insegurança e desespero nossa reação à negritude (ausência de luz) do período noturno. Essa reação foi uma experiência individual e coletiva, sendo ainda assim na atualidade para muitas pessoas. Como seres conscientes (encarnados e/ou desencarnados) que temos sido há muitas e muitas eras, não podemos sequer imaginar um estado de “não ser” ou “não existir”. Portanto, enquanto “cor”, o Preto simboliza aquelas coisas que chamamos “morte”, “o desconhecido”, “as congestões de consciência extremamente não regeneradas” – em suma, todas aquelas coisas frente às quais respondemos com sentimentos de estarmos sendo obstruídos ou ameaçados em nosso progresso através da existência. Na mesma medida em que nos alinhamos ou nos relacionamos com estes estados obscuros, intensificamos nossa incapacidade e inclinação de existir em termos de doação de Vida e expressão de Vida; depletamos nossa consciência da Luz do Espírito. Entretanto, “negritude” na alma não significa nem pode significar “obstrução na vida” de modo algum; ela simplesmente indica um estado de congestão que por sua vez indica a necessidade urgente de medidas regenerativas. A Luz é e é para nós sempre; um humano pode criar muito carma doloroso ao colocar-se em ação com base em sua relação com a negritude da alma, mas aquele carma por sua vez o proverá com experiências subsequentes que mudam o fluxo de sua regeneração e envolvimento na direção de novos reconhecimentos da Luz de Deus e da Luz em seu interior.
            Do ponto de vista cósmico novamente, o Branco é o símbolo cromático da pureza da inocência – consciência ainda indiferenciada ou qualificada pela experiência encarnatória. O Branco simboliza a “identidade cromática” dos Espíritos Virginais antes de suas descidas involucionárias como individualizações em corpos. No outro extremo, o Branco é a consciência purificada do indivíduo após completar sua evolução como humano – a realização clara, pura e unificada de sua verdadeira identidade enquanto criação do divino. No princípio ele era pureza desconhecedora de pureza; ao final ele será pureza realizada. Sua resposta inspiracional ao valor oculto do Branco em seu estado encarnatório evolutivo é evidência de sua onipresença Espiritual; lembre-se que se o humano não tivesse algo em si que correspondesse à perfeição pura do Branco ele não poderia responder ao mesmo com resultados espiritualizantes. Semelhante atrai – e reconhece semelhante.
A todos estudantes que estão explorando os significados espirituais e esotéricos da astrologia, fica a sugestão de que se tornem mais concentrados e mais conscientemente sensíveis ao seu significado pessoal relativo ao Preto e ao Branco enquanto “espectro de cores”, como símbolos-qualidades pessoal e espiritual, como poderes vibratórios que o estimulam de uma o outra forma e como figuras de linguagem encontradas na poesia, alegoria e lendas. Da perspectiva da educação e compreensão filosófica torne-se mais perceptivo que nunca sobre como o sentimento e a mente subconsciente coletiva da humanidade tem interpretado estes dois símbolos da luz. Preto e Branco – e sua compreensão deles – tem muita significância para sua abordagem espiritual à astrologia e para sua capacidade evolutiva de interpretar horóscopos – seu próprio e de outras pessoas. O simbolismo dessas duas palavras é dos mais profundos. Sobre o que, mais se segue.
            O espectro das cores são símbolos luminosos das qualidades anímicas. Ele se refere à consciência mais espiritualizada do corpo, mente e emoções que o humano já realizou ou pode alcançar – enquanto estiver evoluindo na identidade de ser humano. Um homem de grande sabedoria disse um dia que as cores são os sofrimentos e alegrias na existência da luz e deduz-se que ele quisesse dizer que as cores correspondem com – ou têm correspondência a – os estados de sofrimento e alegria que os humanos experienciam e que enquanto humanos podem perceber luz e foram criados pela Luz. Fomos instruídos que além da série de cores como conhecemos há infinitas variações e extensões de vibrações luminosas que podem ser percebidas apenas a partir de percepção extra-sensorial neste plano ou funcionando em dimensões mais elevadas de existência. Mas então novamente, devemos ter afinidade com as condições da alma ou consciência representada por estas extensões de cores antes que possamos percebê-las.
            Como a aura do humano é uma questão individual – resultando em seu grau de realizar sua identidade Espiritual – a cor – variações e qualidades da cor que podem simbolizar seu estado espiritual em qualquer ponto de seu desenvolvimento podem revelar, aqui e ali, uma condição escurecida que sugira uma tendência na direção da “negritude” em uma ou mais de suas cores correspondentes, é claro, para um estado de congestão relativa, obstrução, ou “pequena morte” em sua consciência devido a medos e ódios acumulados ou o que quer seja negativo. Lembre-se que a negritude indica a tendência em direção à congestão, ou “caos”, na consciência humana, mas sua presença, na aura ou consciência é de auxílio desde que revela a necessidade de regeneração. A indicação do preto está agindo como um “barômetro da alma” de forma especializada. No mesmo grau que a responsividade de uma pessoa à cor pura, luminosa e potente se torna mais e mais parte de seu funcionamento natural, se pode ver evidências de sua motivação anímica, de seus impulsos aspiracionais, de seu amor, de sua generosidade, de seu idealismo, e de sua devoção à companhia de Deus.
            A aura da pessoa pode revelar uma área preenchida com uma variação rica e intensa de certa cor. Essa qualidade de cor revelará a evidência de esforço e atenção consideráveis dados a certa fase de desenvolvimento. Correspondentemente sua personalidade revelará habilidade pronunciada sobre aquela linha de empreitada, e as características da mente e emoção o marcarão de modo muito particular. Sua “alma é forte e focada” naquele ponto particular. Mas o desenvolvimento e realização espirituais são indicados pelo largo corpo-alma, e as cores da aura, mais que profundas e intensas em suas variações, tenderão à qualidade pastel – sendo “carregadas com Branco”. Há uma significante e interessante correspondência a ser encontrada entre “tendência direcional à brancura” nas auras dos humanos espiritualmente desenvolvidos e sua inclinação pessoal em direção à simplicidade de maneiras e pureza de integridade, motivos e propósitos. A espiritualização resulta em simplificação e assim, com a evolução, as cores que representam a consciência da pessoa tendem à simplificação da Brancura. Entretanto, uma vibração de coloração pastel pode estar nas auras dos humanos espiritualmente desenvolvidos; estas amáveis e delicadas formas de cor pastel têm grande potência vibratória ou “poder de imposição”. Frases como “gota por gota (a gentil e modesta ação da água) desgasta a pedra (água mole em pedra dura tanto bate até que fura)”, “uma resposta branda afasta a ira” e “perdoe seus inimigos” são correspondências de poderes entre as cores pastéis embranquecidas da aura espiritualizada e a consciência espiritualizada de um humano altamente desenvolvido. Também a presença da “potência pastel” na aura revela o grau de integração da consciência da pessoa na direção de todos os planos de seu funcionamento – os vários aspectos de seu ser e consciência estão, em grau, unificados e harmonizados uns com os outros.
        Todas essas observações em relação ao Preto, Branco e Cores têm aplicação espiritual prática ao estudo dos horóscopos. Quando estivermos prontos para parar de usar nossos conceitos errôneos descobriremos que:
        O ponto que deveria ser indicado por um pequeno ponto arredondado, no centro do horóscopo é um símbolo – e o único válido que temos – do caos, vida indiferenciada, a partir da qual toda manifestação ocorre. Aquele ponto central aplicado ao horóscopo do humano individual é a Ideia (Humanidade) concebida pela Mente Divina de nosso Logos; é a partir daquela ideia que nós, enquanto arquétipos terráqueos, fomos projetados para a experiência individualizada. Um círculo circunscrevendo aquele ponto central simboliza nosso Logos como Consciência criativa individualizada e sua manifestação, como o Sol – o corpo central ou núcleo de nosso sistema solar. Como o homem é Espírito, esse símbolo composto de ponto e círculo representa sua Essência Espiritual, seu Átomo-semente e seu potencial de tornar perfeitos todos os seus corpos. Então, a partir daquele símbolo central a linha esquerda horizontal emana para formar a linha Ascendente do horóscopo individual humano. Se fosse graficamente possível e prático, poderíamos colocar os símbolos do Sol (enquanto regente de Leão), Lua e planetas assim como os Nodos Lunares e Roda da Fortuna nos pontos apropriados na circunferência do mapa completo; a circunferência é claro a emanação completa do raio Ascendente. A figuração dos aspectos feitos pelos pontos planetários seria mostrada por linhas retas a partir do círculo central aos pontos no raio que determinam as posições astronômicas para aquele tempo e espaço. O ângulo feito por qualquer destas duas linhas indica por grau numérico o aspecto criado pelos dois pontos planetários em relação. Todo aspecto em um horóscopo – como uma “coisa em si” – tem polaridade nos dois corpos que se relacionam, e a polaridade – entretanto ou onde quer que seja – é a ignição para a consciência. A pessoa, a partir de seu centro de consciência como ser humano, desenvolveu certos inter-relacionamentos entre os fatores de sua consciência humana. Esses são “aspectos” – chame-os, ou pense-os como “pontos de vista” – que ele olha a partir do centro de seu mapa (esta consciência central) para as condições de seu mapa, para as condições de seu ambiente, seus relacionamentos, suas atividades, suas fraquezas e deficiências, suas aspirações, seus ideais e realizações relativas. Cada um desses pontos na circunferência da roda tem correspondência com uma cor que pode aparecer em sua aura e cada aspecto entre os pares de planetas em seu padrão de mapa corresponderá – basicamente – a uma qualidade de sua cor áurica ou cores. A brancura de um horóscopo humano não é representada pelos conteúdos do mapa (pois esses conteúdos se referem a ele ou o descreve enquanto uma personalidade evoluindo a consciência da verdade), mas pela brancura no círculo central do mapa – o símbolo central do Sol. Se os fatores do mapa fossem indicados em espectros de cores, este círculo central se manteria branco – pois se trata do Espírito onipotente, onisciente e onipresente. O preto é indicado no horóscopo humano apenas pelo ponto central, em mais nenhum local – e como tal simboliza a infinitude, a subjetividade incomensurável e incompreensível da vida em si, a partir da qual todo Logo criativo e suas manifestações derivam. Em nenhum lugar do horóscopo há “maldade” (ou preto no senso de mal absoluto) indicada. Os pontos de vista que denominamos aspectos de “quadraturas” e “oposições” são padrões indicativos de tensão, desarmonia, ignorância ou congestão de qualquer tipo, mas ainda são registros do corpo-alma do humano; os pontos que formam cada aspecto são poderes divinos conforme diferenciados pela consciência humana em evolução. Partindo do Preto do Caos, o Branco da Consciência Criativa estabelece um campo de evolução e aquele programa evolutivo é o que cada horóscopo revela. É através da purificação das Cores áuricas (regeneração de “aspectos e pontos de vista”) que a realização da identidade com o Branco da Divindade é finalmente feito.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

CAPÍTULO XXXVII – LUZ – PARTE I





            Iluminação é sempre um ato de revelação. Ela não significa, como alguém pode supor, dar algo novo à coisa em consideração e nem dar algo novo à pessoa que está considerando a coisa. Ela é sempre um ato pelo qual, em grau relativo, a verdade da coisa em consideração pode ser mais claramente percebida. Esta percepção nunca pode ser “dada” de uma pessoa para a outra, pois se trata sempre de experiência subjetiva; a pessoa que a experiencia só pode fazê-lo quando estiver propriamente condicionada e amadurecida para isso. Seu condicionamento e amadurecimento – sincronização do desejo pela Verdade com a capacidade de utilizar aquilo que percebeu – torna possível reagir ao estímulo de outra pessoa ou a uma experiência de modo que sua consciência da coisa considerada se abre para um grau relativamente maior de Verdade. Podemos dizer que naquele momento ele “ganhou mais sabedoria sobre a coisa” – esta percepção da natureza da coisa é então “mais sábia” que antes.

            Nestes dias de curiosidade aumentada em relação a cada faceta e funcionamento da experiência humana não surpreende que muitas pessoas no mundo todo estejam abrindo suas mentes para percepções mais claras da natureza da ciência artística oculta chamada “astrologia”. Esta série de artigos sob o título geral de luz, dos quais este é o primeiro discurso, é apresentada a estes curiosos na esperança de que os que agora estão “propriamente condicionados e amadurecidos” encontrem, checando, a experiência de perceber mais claramente representações do que a astrologia realmente é e como o conhecimento de sua natureza pode ser mais construtivamente e filosoficamente utilizado. Seu propósito é completamente consistente com sua natureza – seu propósito é iluminar e sua natureza é a apresentação simbólica da consciência da Humanidade em evolução, “em massa” ou individualmente.

            Algumas vezes nos tornamos mais vividamente conscientes de algo ao considerar o que este algo não é. Básica e essencialmente, a astrologia não é um estudo de eventos; em termos que o horóscopo de uma pessoa não é o estudo da “pessoa em sua vida”; não é uma superstição, apesar de muitas pessoas terem-na utilizado de forma a evidenciar seus medos supersticiosos da vida e experiência; ela certamente não é um estudo da “boa ou má sorte”; seu propósito primário não é delinear o tempo de eventos passados ou futuros; e – dada esta reflexão considerável – não é um “estudo das estrelas”.

            Os “nãos” da astrologia mencionados acima poderiam muito bem ser referidos como os “nós” nos conceitos de muitas pessoas em relação à astrologia. Dois deles são baseados em inverdades, os outros contêm suficiente conteúdo de conhecimento ou sabedoria para tornar a astrologia construtivamente útil – mas apenas quando o praticante é motivado por ideais elevados de auxílio aos outros, e quando ele é o tipo de pessoa que esteja sempre pronto a considerar novas revelações da verdade astrológica. Nenhuma pessoa encarnada que seja capaz de utilizar o conhecimento astrológico é “nova no assunto”; todas estas pessoas estão recapitulando conhecimento da matéria adquirida em vidas prévias e, em justiça a esforços passados, agora se requer esforço para desfazer os “nós” dos conceitos congestionados, superstições, e meias verdades a partir da expansão da mente e aumento na “vontade para a Verdade”. O nome desta ciência artística contém a pista para o que ela é verdadeira e plenamente; vamos analisar isto para uso contínuo durante a experiência destas séries.

            O prefixo “astr” de astrologia é uma entre várias centenas de palavras raízes derivadas de linguagens com significado esotérico e exotérico. Exotericamente ele se refere a “estrela”, e neste sentido a astrologia é compreendida como sendo um estudo da influência exercida pelas estrelas nos céus sobre o caráter e destino humanos, como se nós humanos “devêssemos fazer o que as estrelas nos sugerem fazer – ou ser ou pensar – ou desenvolver”. Um conceito irracional como este de “influência brilhante” tem o efeito desintegrador de intensificar os medos humanos em relação a “destino” assim como suas próprias fraquezas e ignorância. No plano do exercício intelectual, mesmo as abordagens mais exotéricas podem ser de auxílio, desde que a pessoa seja familiarizada com alguns símbolos particulares, e que o estudo das palavras chave interpretativas desses símbolos resulte no treinamento da faculdade do pensamento abstrato. Mas, como conhecimento sem uso não é a razão de ser da astrologia, devemos olhar mais profundamente na palavra para descobrir as verdades de seu propósito.

            Esotericamente o termo “astr” de astrologia se refere à luz. O homem tem, desde tempos imemoriais, olhado para as estrelas no céu como símbolos da mais pura luz. O astrônomo estuda os corpos celestes em termos de sua distância de nós, seu tamanho, peso, densidade e relações espaciais. O astrólogo estuda o que eles simbolizam como luzes de consciência.

            Novamente esotericamente, há duas conotações na palavra “luz”. Uma é aquela da luz que torna a percepção visual possível àqueles que estão encarnados. Em termos de vida manifesta, a luz é um poder criativo, um atributo de todas as coisas manifestas que possuem um potencial criativo ou de manifestação. Mas, antes que esta luz possa “ser” deve haver aquilo que cria a luz visual e aquilo é a luz da consciência. A consciência criativa daquilo que chamamos “vida” (na falta de palavra mais específica) através do processo “descendente”, consciência criativa do logos galáctico e solar – tudo o que está em evolução – origina qualquer e todas as formas e graus de luz que podem ser percebidas em todo universo manifesto. Em outras palavras, a luz perceptível é a polaridade negativa, a reflexão manifesta da consciência de atributo criativa positiva. As sentenças de abertura do livro do Gênesis contêm a seguinte: Deus disse, “Deixe que a luz seja e a luz se manifestou”. Se alguém acredita que a palavra “Deus” se refere à essência criativa cósmica ou à motivação criativa e mente de um logos solar não importa nesta conexão; o que deve ser considerado é que a consciência de poder criativo foi estabelecida e que a luz foi o primeiro gesto do ato criativo. As “trevas” referidas dizem respeito ao estado de vida ainda não formada que denominamos “caos”. “Caos” não significa, como alguns podem pensar, “nada”; é a essência de vida a ser utilizada pelas motivações criativas e mentes para manifestação. A luz manifesta é a projeção da inteligência criativa em manifestação. A consciência é aquele grau de perceptividade – iluminação do poder, que é o principal requisito da ação criativa. Um logos solar é consciente do poder para criar-manifestar – através do estabelecimento de um corpo central – “sol” – e uma emanação de outros corpos – “planetas” que, no total, compreende seu campo de evolução. O logos evolui através da evolução de suas miríades de ondas de vida e formas que habitam os corpos planetários; macrocosmos e microcosmos são interdependentes – a evolução de cada um serve, e é coincidente com, a evolução do outro. Pelo atributo da consciência e da faculdade da escolha, os humanos exercem seu potencial criativo para suplementar suas evoluções. Nós humanos não somos “criadores”, mas tendo o poder da regeneração da consciência, revelamos o potencial para criatividade. Assim como nosso logos solar – Deus – é, assim nós somos destinados a nos tornar através do desdobramento da percepção-consciente – de nossa identidade verdadeira e, correspondentemente, poderes. Se, então, a astrologia não é um “estudo das estrelas”, mas um estudo em símbolos arquetípicos da consciência, podemos abrigar nossos preconceitos acumulados sobre a questão e olhar para os horóscopos – nosso próprio particularmente! – quanto ao que eles sejam de fato e ao que eles se destinam.

            A sentença que a astrologia é um estudo da influência do Sol, Lua e planetas sobre nós – enquanto humanos individuais ou coletivos – não é uma inverdade, mas para nosso propósito há outra abordagem à questão que vai mais profundamente e deve ser considerada. No que diz respeito a “efeito de planetas sobre humanos” digamos que a astrologia é o estudo das correspondências entre os poderes vibratórios planetários e nossos poderes atuais ou potenciais. Nós, enquanto humanos, estamos fraternalmente relacionados a todos os outros humanos como expressões do mesmo arquétipo neste planeta. Nós somos também – de forma mais indireta – fraternos a todas as expressões de vida neste planeta. Nossa habitação – Terra – é o corpo manifesto de um Ser que em sua oitava de funcionamento é fraterno aos Regentes planetários de nosso sistema solar; portanto, em inúmeros níveis de correspondências, tudo neste sistema está inter-relacionado. E, tudo são as ideias manifestas de nosso Criador – nosso Logos Solar –, “Deus Pai-Mãe”. Como os planetas de nosso sistema constituem a incorporação de Seres cuja consciência de vida os qualifica para aquele trabalho, e cada um tem sua função e efeitos evolucionários particulares, no sistema total ou qualquer fator dele, nós, como humanos e estudantes de astrologia estudamos nossos horóscopos para nos tornarmos sensíveis a níveis mais altos de consciência de vida através de conhecimento ou percepção dos nossos potenciais em correspondência com as qualidades e significância daqueles seres cuja consciência provê estrutura e padrão ao nosso sistema. Os símbolos astrológicos do Sol, Lua e planetas designam o que chamamos de “regência” das partes de nossos corpos, qualidades de personalidade e caráter, os princípios inerentes em nossas capacidades de expressão e reação, as qualificações vibratórias de nossas experiências e relacionamentos. Todos esses fatores considerados em conjunto ou individualmente têm como propósito expandir e purificar a consciência – “nos iluminar” ou “tornar o self mais consciente da luz” do Self – sendo o Self o Espírito que identifica a afinidade e unidade do humano com seu Criador.

            Visando estabelecer mais firmemente uma nova abordagem ou compreensão, descobriu-se ser de grande auxílio parar de falar do assunto em consideração em termos de padrões de hábitos usados por talvez um longo tempo. Há vários clichês que os estudantes astrológicos aprenderam e usaram e, para se abrir mais extensamente à percepção da “Astro-luz”, temos que praticar alguns novos termos e referências. Por exemplo:

            Achamos muito fácil e natural dizer em relação ao horóscopo de uma pessoa: “Esta pessoa tem um Urano ruim”. Olhe para aquela sentença por um momento do ponto de vista de tornar-se mais consciente do que ela diz. Em primeiro lugar ninguém pode “ter” nenhum planeta; em segundo lugar nenhum planeta é “ruim”. Como poderia, sendo uma criação divina? Revisemos um pouco isso: “A consciência dessa pessoa dos princípios simbolizados por Urano está congesta, não organizada, desorganizada, imatura ou não evoluída.” Nós não dizemos que a pessoa é má, sem sorte, maldosa ou azarada. Simplesmente se quer dizer que o desenvolvimento da pessoa – através de ninguém sabe há quanto tempo – não recebeu muita atenção regenerativa aos aspectos do Espírito caracterizados pelo símbolo planetário de Urano; dizemos que ele tem em haver experiência considerável em crescimento, desenvolvimento e integração para chegar àquele ponto. Mas aquilo não o torna ruim, mal ou desafortunado – simplesmente significa que ele tem que se desenvolver de certa forma específica em sua evolução pessoal. O horóscopo é um registro simbólico da consciência – não é uma figura de escuridão estática, seu maior valor está em revelar as essências dos compromissos de vida da pessoa, assim como seu estado evolucionário relativo.

            Podemos dizer – frequentemente (e quão frequentemente!): “Esta posição de Saturno e este aspecto a Saturno torna esta pessoa um avaro”. Espere um instante! Todas as hostes celestiais juntas não podem “tornar alguém avaro”. O registro de Saturno no horóscopo representa uma ação da consciência pessoal – ou falta de consciência – em relação à posse de bens materiais. A avareza é um desequilíbrio na consciência – é sobrevalorizar a aquisição como tentativa de contrabalançar um profundo e incrustrado medo da perda. Pare com esta atitude injusta em relação a Saturno – ele tenta arduamente nos ensinar lições importantes e uma delas é o uso inteligente dos meios materiais. Ele diz: “Minha natureza corresponde ao seu potencial para aprender – entre outras coisas – a usar a substância e meios materiais de modo inteligente. Até que você traga para a consciência a noção deste princípio para seu crescimento, Eu tenho que falar a você através de seu medo da perda; quando você aprender a usar; de forma balanceada, o poder particular de consciência que eu simbolizo você saberá que eu sempre tenho sido seu professor e amigo. Concorde com o que eu represento enquanto poder e qualidade de consciência e sua maestria se expandirá em liberdade e alegria; você saberá então que não precisa me culpar pelas suas lágrimas e inseguranças”. Dizemos – às vezes com uma leve queimação de inveja: “Que pessoa de sorte! Ela tem algo em trígono com Júpiter”. Júpiter sorri de modo gentil e compreensivo e nos diz – talvez um pouco triste pela nossa inveja – “me permita lembrar que Eu simplesmente simbolizo sua própria consciência de poder pessoal de melhora, aumento e expansão de sua natureza e condições; você não recebe nada de mim – você expressa meu princípio de aumento e expansão através de otimismo, gentileza, generosidade e coragem; o que você expressa você atrai de volta; se sua consciência se revela por desequilíbrios de extravagância, autoindulgência excessiva, falso orgulho ou ambição Eu não posso me apresentar regenerativamente em seu mapa, pois você, em sua consciência de mim, não se qualificou para tal assim como esta pessoa o fez. Você precisa não invejar este desenvolvimento. Meu princípio serve a todos. Tenha isso em sua consciência de vida, faça isso de seu próprio ser a partir de boas ações e sua consciência cedo ou tarde florescerá e manifestará aquela forma particular de Luz que Eu represento”.

            E assim por diante – com cada um dos outros pontos planetários. Devemos finalmente considerar apenas outro ponto, devido a seu significado especial no horóscopo – o símbolo do Sol.

            O autor sugere que cada estudante de astrologia, que se sinta inclinado, a inaugurar a prática de colocar o símbolo tradicional para o Sol – o ponto circunscrito pelo círculo – no centro de cada horóscopo; este símbolo, por correspondência, é aquele de nosso Criador, nossa própria essência espiritual, nosso átomo semente e a vontade de viver eterna e indestrutível que caracteriza a consciência a permear a dimensão tempo-espaço. Este é a construção mais simples e mais perfeitamente focada, o mais puro arquétipo de todos os símbolos astrológicos – é apropriado que ele seja usado para designar a consciência Humana da Fonte, Identidade e Atributo Divinos. Outro símbolo que o autor sugere é um semicírculo sobre uma linha horizontal que pode ser legitimamente e efetivamente usado como o Sol no horóscopo, como um “fator planetário” regente do signo fixo de fogo Leão. Como este símbolo é sujeito a padrões e aspectos, qualificações e movimentos como qualquer outro símbolo planetário, ele deve ser estudado como representando a evolução da consciência da natureza Solar da pessoa. A aparência circular do símbolo Solar (o “Símbolo do Espírito”) corresponde à aparência do círculo horoscópico – ambos centrados pelo mesmo ponto. O “símbolo planetário Solar” corresponde em aparência com o semicírculo superior do horóscopo, a linha horizontal correspondendo ao diâmetro horizontal do horóscopo – o “EU SOU” da consciência individual e a contraparte do Ascendente pela cúspide da sétima casa. Também como figura este símbolo sugere o nascer do sol na aurora – e seu uso no horóscopo é nos manter cientes dos atributos solares que estamos buscando florescer através de nossa experiência evolutiva.