quarta-feira, 10 de julho de 2013

CAPÍTULO XX – O ASCENDENTE



Estudantes, esta é uma exposição sobre vocês.
A linha horizontal esquerda da roda do horóscopo, que vai do centro até a circunferência, é a sua emergência dos planos internos – como uma expressão da ideia que chamamos Humanidade – para objetivação da encarnação; o ponto Ascendente é seu aparecimento neste plano no momento do seu nascimento.
Quando emitiu seu primeiro choro, você dizia: “Olha, Mundo aqui estou Eu novamente!” Aquele grito foi sua “aurora”, sua Luz aparecendo no mundo de outras Luzes humanas, como já apareceu muitas vezes no passado. Você veio para expressar uma qualidade mais brilhante e mais clara de sua Luz que jamais expressou antes, e aqueles que lhe deram as boas-vindas com Amor assim o fizeram, realmente, devido à promessa inerente na sua Luz, promessa de melhoramento da Vida humana durante os anos de sua encarnação. Cada encarnação é uma expressão de amor e fé da Humanidade na Luz que é sua Origem e sua Habitação.
Sua encarnação foi marcada vibratoriamente com uma nota-chave pelo signo zodiacal que cobre o ponto Ascendente de seu Horóscopo. Cada um dos doze signos é um dos três aspectos (Vontade, Amor, Sabedoria) da dimensão de Polaridade (Positivo-Negativa) nos termos de Gênero (Masculino/Feminino). E o principal propósito vibratório de um ser humano na encarnação é realizar, com o melhor que seja capaz, o potencial do signo Ascendente através do capítulo de experiência e situação vibratória do planeta que rege o signo Ascendente. Por “situação vibratória” queremos significar o signo em que esse estelar se situa; a qualidade de expressão é indicada pela natureza do estelar que o “dispõe”; o regente estando em Touro ou Libra é “disposto” por Vênus; em Aquário é “disposto” por Urano, etc..
Faça três mandalas, uma para os signos cardeais, uma para os signos fixos e outra para os signos mutáveis. Isto é feito traçando-se três círculos; cada um com os símbolos de uma dessas três classes tal como aparecem na sequência zodiacal; os pontos dos signos são ligados por linhas retas, o que nos dá três variações de uma quadratura.
Os signos cardeais são os pontos decisivos quando circundamos a roda partindo do ponto Ascendente; eles representam os quatro pontos básicos das mudanças de estação no decorrer do ano e também representam os quatro pontos básicos da estrutura do relacionamento humano; o masculino-feminino dos pais (Capricórnio/Câncer) e os masculino/feminino daquilo que é gerado pelos pais (Áries/Libra). As pessoas com um signo cardeal no Ascendente (a menos que haja interceptações e o signo Ascendente também esteja na cúspide da décima segunda casa) vieram desta vez para tomar uma “nova direção” em sua evolução – seu signo Ascendente abre um novo quadrante do zodíaco, o quadrante das três primeiras casas. (Aqueles cujos signos Ascendentes cardeais abrangem também as cúspides da décima segunda casa estão simplesmente continuando aquilo que foi inaugurado como ponto decisivo na encarnação anterior).
Cada um dos quatro signos cardeais é o aspecto “Vontade”, do elemento ao qual pertence: Áries - Fogo; Câncer - Água; Libra - Ar e Capricórnio - Terra. Áries e Capricórnio são os “signos masculinos”, dentre os quais Áries é masculino e Capricórnio feminino; Câncer e Libra são os “signos femininos”, dos quais Libra é masculino e Câncer feminino.
Os signos fixos são - o “aspecto Amor” dos elementos – sendo cada um o quinto signo a partir do cardeal do seu elemento. Em paralelo: Áries-Leão; Capricórnio-Touro; Câncer-Escorpião; e Libra-Aquário. Como todo horóscopo é o resultado do exercício da consciência na encarnação passada, e nós realmente damos “voltas e mais voltas na roda” através de nossas encarnações, vemos que, sob um ponto de vista da evolução, Leão é o primeiro signo fixo, Escorpião o segundo, Aquário o terceiro e Touro o quarto. Em uma mandala com os doze signos em ordem – em volta da roda e a partir de Áries – trace quatro linhas retas, como segue:
            1) de Áries a Leão (cúspide da primeira casa à cúspide da quinta);
            2) de Câncer a Escorpião (cúspide da quarta casa à cúspide da oitava);
            3) de Libra a Aquário (cúspide da sétima à cúspide da décima primeira casa); 
            4) de Capricórnio a Touro (cúspide da décima à cúspide da segunda casa).
Deste modo vemos um “filme” da ligação entre uma encarnação e a próxima, uma vez que a linha que liga Capricórnio a Touro retrocede ao ciclo zodiacal através da décima, décima primeira, décima segunda e primeira casa. Na realidade nós não giramos repetidamente “em torno de um círculo”; nós nos desenvolvemos através de um processo em espiral que vai de uma “oitava” a outra oitava superior; cada “oitava” traz-nos cada vez mais perto do “retorno ao Centro”, que é o nosso “Éden perdido”; com efeito, nós somos, em consciência, reabsorvidos pela nossa Origem.
Os signos mutáveis representam o aspecto Sabedoria dos elementos, porque cada mutável é o nono signo a partir do seu cardeal inicial. Traçaremos agora no mandala acima mais quatro linhas retas, como segue:
            1) de Leão a Sagitário, cúspides da quinta e nona casa;
            2) de Escorpião a Peixes, cúspides da oitava e décima segunda casa;
            3) de Aquário a Gêmeos, cúspides da décima primeira e terceira casa;
            4) de Touro a Virgem, cúspides da segunda e sexta casa.
Temos agora a ilustração dos quatro elementos em seus aspectos de trígono, os aspectos de Vontade, Amor e Sabedoria das duas expressões de Polaridade, e as quatro “combinações” de Gênero. Aplique esta fórmula ao seu signo Ascendente para obter uma imagem clara da “qualidade trígono” e da “qualidade gênero” de seu signo.
Seu planeta regente é o significador do enfoque, e expressando a vibração do seu signo Ascendente e seu Princípio, representa a função básica que você vai cumprir nesta encarnação. Contudo, você tem outro regente que é o estelar “dispositor” do seu regente; podemos denominar este estelar de “regente vibratório” de sua Carta natal, já que sua qualidade de gênero é aquela através da qual seu regente planetário deve expressar-se (a menos, é claro, que o regente planetário esteja em seu próprio signo de dignificação – caso em que é “duplo” regente).
O requisito ambiental para o desenvolvimento e realização de seus potenciais de personalidade é indicado pela casa em que seu regente planetário está posicionado. As palavras chaves de cada casa devem ser dominadas pelo estudante de astrologia, caso este queira saber onde sua “essência” pessoal há de ser cumprida progressivamente. Não importa aonde vamos neste plano, levamos conosco nosso horóscopo inteiro, e dentro de nós mesmos, pela simples razão de que o horóscopo é a imagem da nossa consciência, e dela nunca podemos fugir. Podemos, todavia, permanecer firmados nos requisitos do nosso regente planetário se perceber que qualquer lugar ou ligação com qualquer grupo de pessoas, contém possibilidades de exercitar os potenciais do regente planetário. O ser humano deve utilizar o plano físico. Ele não deve ser usado por ele, mas ficará congestionado e limitado nele se não firmar sua consciência própria representada pela combinação de qualidades do signo Ascendente, seu regente planetário qualificado pelo seu “dispositor” e seu significado por posicionamento em determinada casa.
O desenho astrológico mostra-nos uma coisa estranha e maravilhosa – conhecida como “base psicológica”; a cúspide da quarta casa natal. Esta cúspide, sob o ponto de vista oculto, pode ser estudada pela Lei de Causa e Efeito como a significadora de uma condição que liga esta encarnação à encarnação passada – mostrando-nos assim como poderemos fortalecer nosso sentido de “continuidade” da corporificação passada para o presente.
Lembremos-nos primeiramente de que nós encarnamos sem nenhuma percepção consciente de nossa procedência; o supraconsciente detém todas as nossas lembranças do passado, e a “revivificação” dessas lembranças é que nos possibilita “contatar” conscientemente com certo nível de nosso ser vibratório que está intimamente ligado às nossas memórias de progresso, alcançado na encarnação passada. Vejamos agora a representação abstrata disso como um Princípio de Vida:
Uma mandala que contenha apenas as cúspides da décima segunda e primeira casa; coloque o símbolo de Peixes na décima segunda e o símbolo de Áries na primeira; ligue os dois pontos na circunferência por uma linha reta. Esta é a imagem essencial do resíduo de ideais não realizados que fez necessária a presente encarnação. Agora acrescente a vertical inferior – a cúspide da quarta casa – e coloque nessa cúspide o símbolo de Câncer; ligue este ponto, por linhas retas, às cúspides da décima segunda e primeira. A “linha de Áries” na presente encarnação é a involução ao ponto onde se estabelece identidade com a família e a herança vibratória – o senso de “ocupação do ninho” – e a identificação de relação com a qualidade vibratória dos pais (a quarta cúspide é, naturalmente, a metade da linhagem completa dos ancestrais que para completar estende-se até a vertical superior, ao signo de Capricórnio, a cúspide da décima casa).
A linha de Peixes no mandala acima é a matriz espiritualizada; uma das três linhas e dois dos três pontos da triplicidade de água de Câncer, Escorpião e Peixes. Por conseguinte, como o primeiro ponto “de subida” no ciclo desde o Ascendente é a cúspide da quarta casa, vemos que a matriz espiritualizada, derivada do melhor de nós próprios no passado, é representada diretamente no melhor de nossa herança vibratória. Conhecer somente o pior de nossos pais é, em termos humanos, tornar-se mais intensamente cônscios do pior em nós mesmos, porque nós encarnamos através deles pelas Leis de Causa e Efeito e de Simpatia Vibratória. Permanecermos fixados em nossos piores sentimentos acerca de nós mesmos, como “expressões” de nossos pais, é permanecermos congestionados no passado negativo. Não podemos conseguir progresso espiritual e vibratório a menos que reconheçamos nossos potenciais para progredir; alcançar tal progresso implica na necessidade de nos tornarmos cônscios de nossos recursos espiritualizados.
Agora traduza esta mandala para os termos de sua própria Carta natal – os signos nas cúspides de suas décima segunda e quarta casa. A não ser que haja a complicação de interceptações em certos arranjos, os signos nas décima segunda e quarta casas representarão dois aspectos de um dos quatro trígonos elementares. Uma análise detalhada – pelos valores genérico e espiritual – destes dois signos em relação ao regente da Carta dá-nos uma ideia de como o melhor do nosso passado deve prosseguir nesta encarnação como “pábulo” para a expressão progressiva e ascendente do regente planetário.
Gire sua Carta natal de tal maneira que a quarta cúspide se situe no Ascendente – um quarto de volta no sentido horário. A (aparente) décima segunda casa é na realidade a terceira casa da Carta natal e é a nona casa a partir da sétima casa natal – a “nona casa” representando o “aspecto Sabedoria”. Esta é a representação do recurso de sabedoria da última vez que você encarnou no sexo físico oposto ao de sua atual expressão. A terceira cada da Carta natal é o presente desenvolvimento intelectual, mas é também, conforme visto acima, uma chave para compreender algo do melhor de sua polaridade complementar porque reflete uma das “oitavas superiores” de você próprio expressando o sexo oposto. Sua habilidade para aprender agora está condicionada e qualificada por sua destilação de sabedoria nas encarnações passadas (aprender é, na maior parte, “recordar”), e o que você “aprendeu por experiência” (Sabedoria) no passado tem agora uma relação direta com suas habilidades mentais.
Vemos, portanto, que a quarta casa do horóscopo natal contém muita informação concernente ao melhor de nós mesmo traduzida do passado para o presente. Negamos a nós próprios se ignoramos este potencial; mas se utilizamos este potencial começamos a escalada para a maturidade psicológica.
As condições do horóscopo acima descritas referem-se à Carta individualizada – o “você mesmo” de seu retrato vibratório. Mas existe outra maneira de aprender a dizer “EU SOU”, e esta se encontra na consideração do fato de que, não importam quais possam ser o verdadeiro Ascendente e regente planetário, todo horóscopo tem o diâmetro Áries - Libra em algum lugar – e Áries através de sua regência pelo dinâmico e expressivo Marte – é a abstração de “EU SOU”. Em níveis primitivos de consciência o “EU SOU” da humanidade é afirmado em termos de atrito, resistência, contenda, autodefesa e destruição daquilo que é temido porque não é compreendido. O ser humano tem lutado por sua sobrevivência – tanto contra o mundo como contra outras pessoas e condições. Na realidade ele tem resistido à exposição de sua própria ignorância dos Princípios de Vida – ele nunca lutou contra outras pessoas, mas sim contra seus medos diante delas, posto que elas, suas “inimigas”, nunca foram mais que espelhos para os seus negativos. Quando amar verdadeiramente aquilo que ele realmente é, e quando seu amor for uma expressão desse amor, então seus “inimigos” desaparecerão e todas as pessoas serão reconhecidas como seus irmãos, irmãs e amigos.
Marte, através de sua regência a Áries é o regente abstrato do horóscopo da humanidade. Através desta vibração nós dizemos não apenas “EU SOU”, mas “EU ESTOU determinado a sobreviver e perpetuar minha existência”. O potencial de Marte em todo horóscopo é o “sangue vermelho” da consciência, a sensação vital de Existência em estimular, impregnar (em qualquer plano), em contender com degradações internas e externas, e, finalmente, através de suas destilações espirituais, ele é a coragem nascida da fé – a aspiração do espírito ao progresso e ao viver em oitavas eternamente ascendentes da consciência da Vida Una, do Amor Uno e da Sabedoria Una.
O significado da cúspide com Áries na sua Carta mostra que, não importa seu sexo físico, o pleno cumprimento dessa experiência requer o exercício da mais vital qualidade genérica masculina; você deve aprender a exercitar coragem, deve desenvolver autoconfiança, deve enfrentar seus temores, aprender a entender a origem deles em sua consciência e vencê-los através de transmutações e expressões construtivas; você deve desenvolver e exercitar a qualidade básica Marciana da iniciativa – referente à “arrancada” de Áries como primeiro signo do Horóscopo Abstrato; neste ponto você deve aprender – e eventualmente aprenderá – o que significa impelir a si mesmo sem esperar por sugestões, incitamentos ou encorajamentos dos outros; através da casa que está seu Áries na cúspide você é o “passarinho” que salta do ninho protetor e exercita sua capacidade de voar; uma vez no ar e fora de sua casa ele voa ou cai no chão; ninguém e nada pode mantê-lo no ar, exceto sua força e sua adaptação ao elemento que vai ser seu campo natural para viver e mover-se.
Como a cúspide de Áries pode estar em qualquer lugar na roda e o potencial de Marte pode ser pequeno ou grande em esfera de ação em qualquer Carta Natal, existe uma variedade infinita de possibilidades de “Marcialidade”. Na medida em que o seu Marte esteja “congestionado” por aspectos de quadratura ou oposição, e na medida em que os estelares em Áries (dispostos por Marte) estejam congestionados, você terá de aprender a exercitar a virtude da coragem como uma expressão de seu Amor-Sabedoria interno; para lutar, não por resistência a pessoas que você pensa serem “inimigas”, mas lutar sem resistências pelas expressões transmutadas de sua consciência; para firmar-se em suas convicções (se forem autênticas) como uma expressão de sua integridade e, sobretudo, respeitar o direito de outras pessoas de se expressarem consoante seu recurso vibratório. Um Marte sadio e integrado nunca tenta congestionar, inibir, limitar ou deter a realização de outrem, mas procura sempre encorajar com seu Amor-Sabedoria a ignição de seus melhores e mais belos potenciais em todos os planos. A pessoa que conhece o Amor-Coragem e a Sabedoria-Coragem conhece verdadeiramente o que significa o “EU SOU”; todos nós, cedo ou tarde, precisamos nos dar conta deste senso espiritualizado de identidade com nossa Origem – nosso Deus Pai-Mãe.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

CAPÍTULO XIX – O ASTRÓLOGO DISCUTE O ENSINAR



Júpiter, regente abstrato da nona casa, é o símbolo astrológico do mestre. Como o desenho facilita a compreensão de assuntos abstratos como este, sugerimos que o leitor faça quatro desenhos para melhor fixação deste tema e principalmente se quiser expô-lo aos demais.
O primeiro desenho será um círculo com as casas numeradas. Coloque o símbolo do signo de Sagitário e de Júpiter na nona casa. A observação deste desenho nos leva a considerar, como ponto de partida, no hemisfério superior do horóscopo, a expressão de consciência anímica, do esquema da vida, a nona casa que é a expressão transcendente de sua polaridade inferior: a terceira casa. Falar da nona casa, apenas, sem nos enraizarmos no exame da terceira, cujo regente é Mercúrio, que rege também o signo terceiro, Gêmeos, seria “permanecermos no ar”. Adicionemos, portanto, em nosso desenho, o signo de Gêmeos na terceira cúspide e coloque o símbolo de Mercúrio na terceira casa.
Com este acréscimo assimilamos no hemisfério inferior um ponto que enfoca que aponta o oposto e correspondente, no hemisfério superior. Este desenho simboliza um “caminho da evolução”, significando um aspecto da “consciência de separatividade” (3ª casa) que ascende para a fase da consciência anímica ou impessoal (9ª casa).
A primeira casa como temos dito em artigos anteriores, é o “EU SOU”, representa conhecimento consciente da individualização do SER. A segunda casa tem sua expressão identificadora na frase “EU TENHO”; é uma identificação emocional com a vida, por meio da consciência de conexão da POSSE. A terceira casa é a “ciência da vida”, pelo exercício da faculdade intelectual fria, nada emocional. Marte é o regente da primeira casa e Vênus o da segunda casa. São expressões emocionais. Mercúrio abstrato, regente da terceira casa, é mesmo nos níveis da primitividade, a primeira expressão de percepção consciente do impessoal e do não emocional.
Mercúrio representa nossa capacidade de “identificação racional”, não “emocional”. Por sua atividade damos nomes às coisas, tanto concretas como abstratas. Mercúrio nos capacita igualmente na identificação das coisas, em termos de mensuração, qualidade e função. Por ele nos identificamos com a Vida, com suas coisas concretas, formas de utilização e comunicação.
Deste ponto de vista, Mercúrio (regente da terceira casa do primeiro quadrante, ou “quadrante da nutrição” do círculo) é o símbolo do ato completo da aprendizagem. Mercúrio é ainda, a faculdade de transmitir fatos de uma mentalidade para outra pessoa, no recebimento de instrução ou de informações. É a linguagem expressa, pela voz, pelo gesto, pela visualização, pelos símbolos e pela escrita. É o relacionamento universal de todos entre si, dentro das atividades mentais diversas. É o símbolo de todos os estudantes e, como tal, esotericamente, a essência de todo relacionamento fraternal. Estamos todos, independente de afinidades próximas, em paralelo com cada um – fraternalmente – visto que todos somos aprendizes nas experiências da vida.
Outras ponderações acerca deste desenho nos evidenciarão que todo ensino tem suas raízes no aprendizado. Maior facilidade, neste campo, depende de mantermos alerta o interesse e a faculdade de aprender. As correntes de polaridade (na consciência) entre os hemisférios inferior e superior devem ser continuamente estimuladas para que as capacidades da metade superior floresçam. Nós nunca estamos separados de qualquer parte de nosso horóscopo; mesmo que possamos gastar vinte horas de cada dia na profissão de ensinar, jamais devemos negligenciar o aprendizado ou permitir que as correntes de nutrição sejam depletadas ou negligenciadas. Aprender é a ignição da consciência dos fatos e das identificações; podendo ser comparado à inspiração do ar no processo respiratório. Aquele que verdadeira e fortemente seja impulsionado a ensinar, manterá esta “faculdade da terceira casa” viva. Em outras palavras, nenhuma oportunidade de aprender deverá ser negligenciada. Parar esta “nutrição” é assegurar uma parada ou cristalização na habilidade de ensinar. (Neste ponto nos deparamos com uma lição de sinceridade e de humildade: professores ouçam!)
Se Mercúrio é o símbolo da “nutrição mental - inalação”, Júpiter, vital, radiante, dinâmico, é a abstração da “exalação”: transmissão do conhecimento ou ignição da consciência intelectual amplificada e enriquecida pela maturidade da compreensão espiritual. Conhecimento de fatos mais consciência dos princípios. Nessa conexão devemos adicionar outro fator ao nosso desenho inicial: o signo de Virgem na cúspide da sexta casa, criando uma cruz em T, dois braços da qual estão no hemisfério inferior, regidos por Mercúrio.
Aqui o símbolo abstrato do “irmão estudante” é expresso numa forma prolongada para representar a “fraternidade dos trabalhadores”. O trabalho, considerado espiritualmente, é mais que um trabalho físico, é o serviço que cada um pode prestar como contribuição ao melhoramento da vida de seus semelhantes.
Virgem, como signo de Terra, tem uma conotação prática diferente: “Eu trabalho para sustentar minha vida física e daqueles a quem amo”. Essa atitude em relação à tarefa de ensinar (eu aprendo alguma coisa útil para fazer dinheiro), representada na quadratura entre Gêmeos e Virgem, ameaça o desenvolvimento das capacidades de maestria, enquanto a pessoa permanecer identificada com estas considerações práticas atritivas. A redenção deste padrão de quadratura é encontrada no fato de que a sexta casa é a última do hemisfério inferior, sendo a modulação para o hemisfério superior da regeneração emocional e consciência espiritual. A 6ª casa sucede a 5ª, que é a casa do Poder-Amor. Quando a consciência de “trabalho para ganhar dinheiro” é transmutada em criatividade por amor, e expressa SERVIÇO em prol do melhoramento da vida de todos, obtemos a redenção da 6ª casa. Através das experiências de serviço amoroso, conquistamos a compreensão que faz com que o mero aprendizado dos livros pareça, em comparação, uma concha sem vida. Esta compreensão é aquilo que um verdadeiro professor irradia para seus estudantes.
Agora completemos nosso desenho, adicionando o símbolo de Peixes na cúspide da décima segunda casa e colocamos aí o símbolo de Netuno; a cruz dos signos mutáveis.
Através do primeiro braço (Gêmeos) temos Mercúrio, simbolizando o aprendiz; Sua exalação ou oposto é Júpiter, como abstração da nona casa. Mercúrio também está presente em Virgem, simbolizando aí o aprendiz através da experiência-serviço; A exalação da sexta casa é Netuno, a abstração da décima segunda.
Considerando mais concretamente, apontemos alguns dos problemas que são, cedo ou tarde, enfrentados pelos que sentem impulso de ensinar.
Desde que ensinar é expressão dinâmica da sabedoria, seu objetivo deve ser o de iluminar. Todo aquele que sente o impulso de iluminar, deve aceitar de princípio o desafio daqueles padrões de consciência que representam a escuridão: cristalização mental, formalismo rígido de opiniões e atitudes, preconceitos, o tipo de ignorância que forma a base da indiferença às necessidades impessoais ou espirituais dos estudantes. Este padrão de experiência serve como desafio à integridade e coragem do professor.
O impulso para desempenhar um serviço impessoal é sempre, mais cedo ou mais tarde, testado pela própria consciência pessoal em relação a fatores de ordem econômica. Encontrar o equilíbrio entre servir desinteressadamente e ter os recursos suficientes para viver, é uma prova das mais significativas na evolução de todo aquele que espiritualmente aspira atingir um nível mais elevado de serviço. Considerando, ainda, o desenho em cruz, formado pelos signos mutáveis, vemos que os aspectos de oposição têm suas raízes no hemisfério inferior com Mercúrio, através de Gêmeos e Virgem. Um Mercúrio não regenerado, em sua aliança com o primeiro setor do mapa é “praticidade”, “conveniência pessoal”, “literalidade” e “avaliação superficial”. Estas palavras chave pertencem a níveis de consciência que ainda não tocaram a impessoalidade. É o caso de pessoas que na profissão de professor, exprimem um Mercúrio não regenerado; que se apoiam no interesse próprio e atendem ao “que melhor paga”, “ao cargo que mais prestígio proporciona”, ao “que lhe dá mais erudição”, ao que o conduz a uma “mais breve aposentadoria”, à “maior pensão”, aos “ambientes agradáveis” e outras motivações semelhantes. Tais motivações ocorrem a indivíduos que passam ainda por níveis primitivos da consciência educativa, que devem ser regenerados pelos padrões do SERVIÇO-AMOR. Até que este ponto não seja atingido, a função de professor não pode ser verdadeiramente preenchida.
Astrologicamente o exposto acima pode ser traduzido assim: até que o interesse próprio não tenha sido transcendido, o ciclo inicial Mercúrio-Gêmeos não encontra seu cumprimento espiritualizado em Netuno-Peixes, passando através de Júpiter-Sagitário.
Quando Júpiter, como símbolo do professor, encontra-se no hemisfério superior do mapa, os testes do professor verdadeiramente motivado são muito mais interiores que exteriores. Seus problemas mais significativos são anímicos. Alguns destes testes surgem da necessidade de regenerar o que se pode chamar de qualidades de um Júpiter negativo, como:
Orgulho intelectual, pelo qual o professor se coloca em níveis egoístas, motivado pelo sentimento de sentir-se superior aos que ensina. Todo aquele que sinceramente luta para superar essa tendência, encontrará ajuda na compreensão de que jamais poderá ele ser repositório de todo o conhecimento, de todos os aspectos do que particularmente ensina. Ao contrário, ele é como um irmão mais velho daquele a quem ensina que pode ser de forma inata seu superior em sabedoria essencial. Deve reconhecer que apenas é um precursor em suscitar o desenvolvimento de seus pupilos, modulando a transição dos níveis de inocência em que estão para níveis de consciência relativos à própria sabedoria do aprendiz. Nunca deve olvidar os tropeços que ele próprio encontrou no caminho desse aprendizado, que é uma parte da experiência que comunica. Em outras palavras, o professor deve manter, em relação à tarefa de ensinar, uma atitude fluídica, comunicativa, expansiva, dinâmica, amorosa, serviçal, buscando sempre melhorar numa constante renovação de experiências e aprimoramento. Assim ele usa as palavras-chave de Júpiter para prevenir as cristalizações causadas pelo orgulho.
Outra expressão de Júpiter não regenerado, de vaidade e mesquinhez, é o desejo de reconhecimento e de elogios. Nesse nível, o professor procura continuamente sobressair-se entre os colegas para compensar a inveja que deles tenha, procura continuamente sobressair-se entre os colegas para compensar a inveja que deles tenha. Recebe com prazer a adulação dos alunos e estes logo se apercebem de seu ponto fraco, perdendo-lhe o respeito natural. Fala sempre de seu trabalho para assegurar-se da boa opinião dos outros. O centro desta falha reside no desejo de fazer figura, de levar muito em conta a opinião dos outros a seu respeito. Ora, tal ponto de vista leva em si mesmo a semente de desintegração da faculdade educativa, de vez que, a preocupação de concentrar em si mesmo os méritos do trabalho, entrava, prejudica o fluxo de iluminação, de amor, que deveria ser vertido para fora e para os demais.
O propósito da tarefa educativa não deve ser o auto-engradecimento, senão a iluminação da consciência dos alunos. O professor que conserva sua integridade como trabalhador consciente e amoroso, é o que pode ser chamado “hígido e humilde”, porque respeita e ama o seu trabalho, cultiva sua habilidade para que sua tarefa cresça em proficiência, é grato a todas as sugestões e acolhe-as de boa vontade, tirando-lhes o proveito que podem dar. Sua atitude para com seus colegas é de sincera apreciação ao trabalho, incentivo aos esforços honestos e não de competição, porque sabe que cada um, segundo sua natureza, tem seu modo de receber as coisas e uma contribuição original a fazer. Ajuda sempre que pode e está sempre disposto a aprender com os demais. Em outras palavras, ele utiliza a palavra-chave jupiteriana: “melhoramento” e mantém suas motivações espiritualizadas e regeneradas.
O verdadeiro professor jamais exerce poder sobre seus pupilos, nem lhes limita a justa liberdade. Em verdade os alunos são suscetíveis de influencia por parte do professor, mas este deve estar alerta para essa grande responsabilidade, de modo que seu exemplo, seu modo de pensar, de agir, seus conceitos todos, possam exprimir o melhor que ele tem e que ele desejaria a seus alunos. Se a motivação da atividade do professor é amorosa, ele encontra felicidade no progresso dos alunos. Com alegria acompanha o desabrochar das faculdades deles e seu emergir de um nível inferior a um nível superior de consciência. Seu impulso é o de sempre ajudá-los a crescer por dentro e de superar-se, e não de sujeitá-los, limitá-los meramente a seus próprios conceitos.
O resultado que ele pode obter como professor é o de erguer seus pupilos da condição em que se encontram, de modo que possam superá-lo e se tornarem instrumentos de realização de um ainda mais construtivo trabalho futuro, como seus sucessores. Deve despertar-lhes a devoção pelo serviço à humanidade, de modo que pelo convívio cheguem a nutrir essa vivência comum e acender no altar interno os sírios de seus altruísticos propósitos.
O símbolo do caminho do mestre, em sua forma mais sutil e espiritualizada, encontra-se no quarto quadrante da cruz mutável: Júpiter na 9ª a Netuno na 12ª casa. Este é o padrão de experiência do Irmão Maior - o iluminador de almas, a radiação da Sabedoria, da Filosofia, das Artes; é o universal concentrado num trabalho redentor. Nesse setor de desenvolvimento o conhecimento intelectual foi encompassado e transcendido. O pupilo aqui está envolvido com os princípios da vida e suas aspirações – não seus desejos e ambições – e é aceso pela inteligência iluminada e pela consciência espiritualizada do professor.
Mais um desenho: Áries na cúspide da primeira casa, Leão na cúspide da quinta casa e Sagitário na cúspide da nona casa. Marte na primeira casa, o Sol na quinta, e Júpiter na nona. Temos aí a Trindade dos signos de fogo. Marte diz: “EU SOU a manifestação do Uno”. O Sol diz: “EU SOU o poder irradiador do Amor”. Júpiter diz: “EU SOU a irradiação da sabedoria”.
Esse desenho triangular figura a consciência dinâmica, Júpiter, na qualidade de professor, simboliza aqui a paternidade espiritual: o pai a guiar o desenvolvimento e iluminação do conhecimento evolutivo de suas “crianças”. Em termos humanos, Júpiter é aqui visto representar as responsabilidades espirituais da paternidade, a responsabilidade de todos os pais em prover espiritual e fisicamente aqueles que, por seu intermédio, encarnaram.
Em níveis impessoais, Júpiter revela a paternidade espiritual, de todos os mestres, em relação a seus alunos, que, em níveis mentais, são suas crianças. Os pais deveriam ser professores; todos os verdadeiros professores comunicam a seus pupilos uma radiação de Poder-Amor que torna completo o cumprimento de seu SERVIÇO-ENSINAMENTO.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

CAPÍTULO XVIII - ASTROLOGIA DA LUZ BRANCA

Livre tradução de: http://www.rosicrucian.com/sia/siaeng23.htm


A essência do serviço espiritual de qualquer tipo é executada pela pessoa que transmuta as áreas negativas de sua própria subconsciência, fortalece e disciplina suas faculdades mentais; mantém viva sua consciência de coração pelo poder do amor, e procura sempre perceber o melhor nos outros. A percepção do bem real ou em potencial nos outros é um estímulo que, cedo ou tarde, possibilita a expressão desse bem. A essência do progresso evolutivo é a sempre crescente consciência do Bem; nós como indivíduos, contribuímos para o progresso da raça como um todo quando, pela consciência regenerada somos capazes de levar os outros a reconhecerem os seus mais altos potenciais para a realização de talentos e habilidades, saúde, amor e sucesso em qualquer campo de esforço.

O termo “luz branca” é uma expressão simbolizada dessa consciência. Branco é a composição de todas as refrações das cores; em sua forma mais pura, a cor branca se ergue como um símbolo da vibração da consciência que se centraliza em Deus. Suas refrações podem referir-se a, ou serem consideradas como qualidades anímicas, correspondendo espiritualmente às variações encontradas nos espectros das cores. Cada uma dessas cores manifesta o princípio da diversidade como uma expressão de unidade, em que cada qualidade tem seu âmbito vibratório desde os aspectos mais primitivos, irregenerados, até seus aspectos mais regenerados e altamente espiritualizados. Quanto maior o grau de pureza e luminosidade do composto branco, melhores as expressões vibratórias visuais como símbolo de consciência aperfeiçoada.

O astrólogo, quando estudando horóscopos de pessoas, na realidade estuda, analisa, sintetiza e interpreta padrões vibratórios de qualidades anímicas que representam todos os possíveis campos de desenvolvimento e seus reflexos, no mundo das formas, como padrões de experiência. A consciência artística do pintor, por exemplo, é refletida por aquilo que se encontra em suas telas; a do músico manifesta-se naquilo que sai do seu instrumento.

O astrólogo, também um artista-intérprete, expressa a sua consciência pela maneira como interpreta os horóscopos dos outros; os horóscopos são seus instrumentos – correspondentes ao pincel, às tintas e telas do pintor, e ao violino do músico. A consciência de bem do astrólogo corresponde ao composto de percepções artísticas do intérprete da consciência da estética. A inspiração é a ignição de todas as consciências que se harmoniza com a verdade e com a beleza; para o astrólogo essa ignição é possibilitada quando ele carrega sua consciência com o desejo de interpretar um horóscopo consoante o melhor de toda a sua potencialidade. Isto significa que ele faz de sua meta final de interpretação em alertar o indivíduo para o reconhecimento daquilo que há de melhor e de mais belo nos tons e cores anímicas do mesmo.

A impessoalidade do serviço do astrólogo torna imperativo que, quando esteja em seu trabalho, ele eleva sua consciência dos padrões inferior de sentimento e emoção pessoais. Sugerimos como técnica preparatória para o desenvolvimento dessa faculdade, meditar sobre a seguinte mandala; um círculo em branco, mas com um ponto exatamente no seu centro. Este mandala é a representação mais perfeitamente impessoal de um horóscopo que é possível fazer. Ele não transmite padrão de experiência, padrão de emoção, nem atrito, sofrimento ou dificuldade. O ponto no centro pode significar o propósito da tarefa do astrólogo. É de um só ponto, condensado e não diferenciado. Este ponto deve ser uma fonte de iluminação espiritual para o indivíduo, e quando a meditação sobre esse propósito é, por si, focalizada e concentrada, as inferiorizações pessoais se desvanecem na consciência do astrólogo. Deste modo o astrólogo se faz “luz branca”; seu próximo passo é “iluminar de branco” a pessoa do horóscopo que está estudando. Isto ele faz acrescentando ao mandala acima os diâmetros vertical e horizontal; o resultado é o retrato mais abstrato e impessoal que pode ser feito de um ser humano. Este mandala é uma figura composta da consciência espiritual – o ponto central; o estado de encarnação física é a cruz formada pelas linhas retas, e o envolvimento pelo círculo perfeito é o poder divino, o amor divino e a sabedoria divina. O mandala retrata um ser humano que está cônscio de sua origem espiritual e da espiritualidade da encarnação. Da meditação sobre este retrato, revela-se a consciência de luz branca do astrólogo para a pessoa do horóscopo.

O próximo passo do astrólogo no desenvolvimento da consciência de luz branca é acrescentar os outros diâmetros ao mandala acima, completando-se assim a roda do horóscopo de doze casas. O mandala apresenta agora a imagem da pessoa como sujeito aos mesmos padrões gerais de experiência e relacionamento comuns a todos os outros seres humanos. Estas doze “casas” são os “aposentos” em que vive a Humanidade durante a encarnação. Cada uma é tão necessária quanto às outras, cada uma tem seu significado particularizado na experiência, e cada uma é uma oficina para criação de maior bem em todos os planos de expressão e realização humanos.

O mandala, tal como se encontra agora, é o padrão essencial de todos os horóscopos. A meditação sobre ele, como uma representação da vida humana, pode ser feita por todos os astrólogos de tal maneira que a percepção do propósito evolutivo da vida humana possa tornar-se mais profunda e mais clara a cada dia. Todo horóscopo percebido como uma “expressão de variação” de seu mandala significa uma oportunidade muito melhor de ser interpretado sensitiva e intuitivamente; sem este preparo da “iluminação branca do padrão básico”, o astrólogo corre o risco de confusão mental diante de todos os fatores complexos de um horóscopo natal. Além do mais – e isto é importante – uma vez que os horóscopos representam pessoas, o astrólogo desenvolve automaticamente a reação de “iluminação branca” às pessoas, quando com estas contata em seu dia-a-dia. Isto é um desenvolvimento natural de sua meditação diária de luz branca sobre o mandala astrológico porque ele emite para as pessoas uma consciência que se focaliza cada vez mais nas perfeições.

Partindo do desenho abstrato, começamos agora a aplicar a técnica da luz branca às variações pessoais; pomos de lado o padrão universal e passamos a considerar os padrões particulares.

A velha advertência: “A caridade começa em casa” pode ser aqui repetida desta forma; o desenvolvimento da técnica luz branca começa com a meditação do astrólogo sobre a própria Carta. Ele, um ser humano, tem o mesmo padrão essencial de qualquer outro ser humano. Mas seus particulares diferem até certo ponto dos de qualquer outro.

O fato de ser astrólogo não o exime automaticamente dos padrões de sentimentos pessoais em forma de pré-julgamentos, ressentimentos, falso orgulho, inveja, etc.. Contudo, ser astrólogo impõe-lhe a responsabilidade de superar esses negativos tão cedo, e tão completamente, quanto possível. Seus negativos podem congelar-se e cristalizar exatamente como os de qualquer outra pessoa, portanto ele, o astrólogo deve voltar sua consciência impessoal para si mesmo, o ser humano interno. Isto é verdade; na medida em que o astrólogo permanece fixado em padrões de reação negativos ele limita suas habilidades para interpretar. Nesse estado ele transfere seus próprios negativos para padrões semelhantes que pode achar na Carta de outrem. Por exemplo: um astrólogo masculino tem-se fixado num padrão de aversão relativo a uma específica expressão feminina na vida humana. Para esta expressão existe um profundo sentimento subconsciente de desagrado ou de animosidade – resultado de sua reação à experiência de um problema algum dia no seu passado. Nunca libertou seu subconsciente desse sentimento fricativo. Agora perguntamos; como pode ele interpretar adequadamente e resolver psicológica ou espiritualmente uma condição análoga que encontra na Carta de outra pessoa? Existem astrólogos que, motivados por profundos impulsos de autodefesa e auto-justificação falham em interpretar corretamente certos padrões nas Cartas astrológicas o que outros podem ver num relance. Faz-se necessário, e urgentemente, um pouco de luz branca nesse ponto.

Nós, astrólogos, geralmente não encontramos dificuldade em “iluminar de branco” as doze casas da Carta. As casas erguem-se como representações de padrões básicos de experiência e, como tais, transmitem mais diretamente um significado impessoal. Mas, parece que alguns de nós temos para si que isso se deva a certos estelares e/ou aspectos planetários. Por quê? Porque os estelares são os enfoques da consciência, e alguns dos padrões que formam nas relações entre si retratam os atritos e testes dos padrões de consciência. Tendemos a considerar como ruim, mau ou infeliz qualquer padrão de experiência que estimule nossos níveis irregenerados de consciência, levando-nos assim a experimentar reações dolorosas. Aqueles que estimulam nossos níveis regenerados de consciência nós interpretamos como: benéficos, afortunados e felizes. O composto simbólico a que chamamos negro –, mau, doloroso ou ruim – deve ser trabalhado e transmutado naquilo a que chamamos branco. Por que então não aprendermos a perceber a brancura inerente a todas as qualidades e relações estelares? Isto busca a fase interpretativa da astrologia de luz branca.

A brancura de qualquer estelar é o princípio de vida simbolizado por esse estelar. A diversidade de expressão de qualquer estelar é apenas outro modo de dizer: a diversidade de expressão da consciência humana. De acordo com a sua falta de desenvolvimento você desconhece o sentido e significado deles. O propósito de iluminar de branco qualquer coisa é torná-la mais consciente de seu sentido espiritual.

Contudo, por mais claramente que você, como astrólogo, possa delinear e compreender a Carta natal de outra pessoa sugere-se que adote um plano pelo qual você se torne mais perceptivo de sua própria brancura. Este plano envolve meditação sobre vários mandalas extraídos de sua própria Carta; um mandala para cada um dos seus estelares. Estes mandalas não implicarão no uso de quaisquer números porque número implica em limitação, e a brancura é ilimitada. Não se permita usar uma única palavra-chave negativa, degradante nessas interpretações. Use somente palavras que transmitam níveis de consciência espiritualizada.

O mandala para a posição do seu Sol pode ser um círculo com as doze casas; o símbolo de Leão na cúspide de Leão; ponha o símbolo do Sol na casa e signo onde você o tem; coloque o símbolo do seu signo solar na cúspide própria dele. Esta é a imagem concentrada do seu Sol vista com luz branca. Sintetize em palavras-chave espirituais cada fator deste quadro – ele é a essência espiritualizada de sua consciência solar, de sua força de vontade e propósitos; é a radiação do amor criador.

Mandala do seu Vênus; uma roda como a mencionada acima com os símbolos de Touro e Libra nas cúspides próprias de sua Carta; ponha o símbolo de Vênus – símbolo abstrato da consciência feminina realizada, refinamentos da alma, consciência estética, capacidade de cooperação, etc. – na Carta e signo onde você o tem; ponha o símbolo do signo que contém a Vênus na cúspide apropriada para a sua Carta. E assim por diante – um mandala para cada um dos outros estelares.

A impressão transmitida por cada um dos seus mandalas estelares é a de uma cor pura uma luz brilhando sem interferências. Não existem implicadas complicações ou limitações à habilidade do estelar de irradiar no seu máximo.

Seu horóscopo de luz branca é o composto de todos os seus mandalas estelares; uma roda com seus signos nas cúspides, seus estelares colocados de acordo com as casas e signos em que você os tem. Utilizando os princípios mais espirituais como palavras chave, interprete agora sua Carta como um retrato do mais elevado e melhor que você é capaz de experimentar e realizar nesta encarnação. Sua Carta natal, deste modo, é um retrato astrológico do seu eu ideal.

O próximo passo é extrair um mandala de luz branca, pelo mesmo modo descrito acima, para cada um dos aspectos de quadratura e/ou oposição; chamaremos a estes padrões de mandalas dos aspectos. Não coloque os graus estelares no mandala de aspectos, mas medite com palavras-chave espirituais sobre os dois estelares envolvidos. Desde que cada estelar em um mandala de aspectos brilha com a mesma pura luz essencial com que brilha em seu próprio mandala, você está agora exercitando a faculdade de síntese no iluminar de luz branca um padrão duplo. Siga o mesmo plano na aplicação aos seus aspectos compostos (que envolvem três ou mais estelares).

Após os preparativos de a luz branca ter sido efetuado, as quadraturas e oposições na sua Carta natal serão vistas clara e verdadeiramente como o processo de experiência e reações à experiência pelo qual você regenera a sua vida em todos os planos. Concluindo, oferecemos este aforismo à sua consideração espiritual; a regeneração da consciência não é para o propósito de fazer trígonos para o futuro, mas sim para o propósito de desdobrar a consciência de Deus através da expressão de seus estelares de acordo com os princípios espiritualizados de luz branca deles.