sábado, 11 de julho de 2015

CAPÍTULO XLII – ASTRO-FILOSOFIA DISCUTE A EXPERIÊNCIA HOSPITALAR



            Nós humanos, tendemos a identificar as coisas em termos dos sentimentos experienciados no contato com elas. "Dor, sofrimento, dificuldade e tristeza" são as associações que tendemos a fazer quando vem à nossa atenção a ideia de "hospital". Com tais associações na mente e sentimento, enfatizadas com o passar dos anos, não surpreende que ansiedade, medo e terror aflorem em nós quando a experiência hospitalar se torna iminente. Reconhecemos e admitimos, de evidência de nossas condições, que precisamos de ajuda; nós desesperadamente queremos nos libertar da desarmonia e desconforto da doença e da lesão; mas, em nossa limitada compreensão da "verdade hospitalar", tendemos a intensificar nossas dificuldades. Nos tornamos tão preocupados com a dor e medo que anestesiamos nossa consciência de saúde e nossa fé na disponibilidade de poderes de cura. É verdade que as pessoas podem se libertar das desarmonias físicas, emocionais e mentais por uma ação interior, uma mudança na consciência de congestão em desarmonia para realização de saúde. Estas pessoas dão a prova viva que sarar é interior. A primordial e instintiva vontade de viver é a fonte básica do sarar, mesmo para aquelas pessoas que não estejam cientes de uma fé consciente na recuperação. Entretanto, a intensificação consciente da percepção da saúde e do sanar não apenas acelera a correção da condição particular mas ainda reestabelece a saúde em todos os planos de funcionamento. Todas essas formas de serviço que podem ser chamadas "caminhos do sanar" são na verdade meios pelos quais os humanos assistem uns aos outros para diminuir o medo e a desesperança e para intensificar seu reconhecimento da natureza do bem estar. Peixes, o signo da décima segunda casa da Grande Mandala, é a chave.
            Há duas mandalas astrológicas, extratos da Grande Mandala Astrológica (a roda com doze casas, Áries como signo Ascendente, trinta graus para cada signo zodiacal correspondendo a cada casa), que pode ser estudada em consideração do porquê os humanos passarem por experiências hospitalares. A primeira descreve as causas evolucionárias. Isto é representado ao indicarmos os símbolos dos signos mutáveis nas cúspides das casas nove, seis, três e doze, com o símbolo de Sagitário na nona cúspide desenhado maior que os outros três e todas as quatro cúspides conectadas por uma sequência de linhas retas e os dois diâmetros intersetores. Este desenho resulta no quadrado mutável e suas linhas de força internas complementares. O desenho do quadrado deve começar na cúspide de Sagitário pois esse signo é "o signo de fogo representante" da cruz mutável; como tal, ele simboliza a apercepção da verdade. O quarto signo em sequência horária de Sagitário é Peixes, representando o elemento água e o sujeito deste discurso. Uma representação mais condensada desta sequência será vista em uma linha vertical dos quatro signos mutáveis com Sagitário na base, Virgem a seguir, Gêmeos a seguir e Peixes no topo; uma linha vertical ao lado, com a cabeça da seta no topo próximo a Peixes mostrará como (pois isto é uma "mandala quadrada") "descuidos em Sagitário levam a condições negativas em Peixes"; em outras palavras, a falta de percepção da verdade leva à condição cármica da décima segunda casa, Peixes. Em termos da "interpretação dos aspectos quadratura e oposição", esta mandala revela que hospitais são lugares de limitação, constrição e enterro apenas para a consciência que recusa as oportunidades de reconhecer a verdade; as condições que tornam a hospitalização necessária são sempre os resultados da expressão de inverdades no passado. Mas, Verdade é um atributo do Ser eterno; ela está sempre acessível, sempre a serviço e onipotente a ajudar. Portanto, a necessidade cármica que denominamos "experiência hospitalar" pode ser vista como uma oportunidade de perceber a verdade de ser na maior intensidade possível.
            Se nesta mandala do quadrado mutável Sagitário representa descuidos passados no conhecimento e expressão da Verdade, então Peixes - no topo da sequência - representa a manifestação daquele descuido em termos da necessidade de expiação. Nós expiamos por meio do processo de refocalização da consciência e a externalização desta refocalização é a experiência de retardamento ao sermos encarcerados no hospital. O hospital é um local de limitação, encarceramento, tristeza, dor e problemas apenas para a pessoa que se recusa a expandir a consciência de si mesma em relação à sua experiência. Para uma pessoa que verdadeiramente busca a verdade, o hospital é um local de oportunidade para renovar. A experiência dolorosa focaliza o grande questionamento interior do "Por que?" Quando o "por que?" da pessoa é sincero, a Verdade sempre e inevitavelmente recarrega sua consciência e esclarece o significado da experiência. Auto piedade, preocupações absurdas e amargura mantêm a pessoa alinhada ao "quadrado mutável" - e todas as suas implicações. O desejo sincero de vivenciar a saúde inspira a pessoa em sofrimento a buscar a verdadeira compreensão das causas de sua condição.
            A experiência hospitalar de uma pessoa também provê de oportunidade similar cada um de seus próximos queridos, aos quais é dada a oportunidade de se expandir e impessoalizar em relação aos planos emocional e mental. Ao sentirmos pena de forma impensada enfatizamos os elementos dolorosos da experiência de nosso próximo amado, pois focalizamos nossa atenção no aspecto doloroso exterior e não no significado verdadeiro da experiência como indicativa da oportunidade para o crescimento, harmonização e realização. Sagitário, como a "raiz" dessa representação do quadrado mutável, sentencia que há uma compreensão de princípios a ser percebida na experiência; quando se resiste e se ressente à oportunidade, o encarceramento na dificuldade se intensifica; quando ela é aceita, aliada à dissolução da auto piedade e auto justificação, o fluxo da Verdade esclarece a consciência além de fortalecer a fé e aprofundar a capacidade de simpatia pura. Então a pessoa compreende de forma mais clara e verdadeira as dificuldades dos próximos, e os poderes de auxiliar corretamente são expandidos e reforçados.
            O caminho da evolução humana pode ser atravessado de duas "formas" principais. Uma é o modo do misticismo; este é o "Caminho do Coração" da simpatia, inspiração, instrumentação, devoção impessoal, oração e dedicação. Ele é basicamente simbolizado por Peixes regido por Netuno e signo de exaltação de Vênus. O outro é o modo do ocultismo, o poder radiante e o Caminho da Mente. Ele identifica o caminho dos cientistas, inventores, artistas criativos, mágicos e alquimistas. Todos humanos que servem através de atividades de cura se inclinam a um destes modos, mas ambos os modos são essenciais para a identificação de um Curador Mestre.
            O caminho místico da atividade de cura é bem ilustrado por pessoas como Bernardette Soubirous, através de quem a instrumentação inspirada da Gruta de Lourdes se estabeleceu; O Padre Flanagan, que estabeleceu a Cidade dos garotos, e todas as pessoas que rezam pela cura da humanidade também ilustram o modo místico. Cientistas pesquisadores, inventores, administradores, cirurgiões e dentistas ilustram o modo ocultista. Florence Nightingale, exemplo primário do modo ocultista, foi um exemplo maravilhoso da combinação de ambos os modos.
            No tipo de curador que mais proximamente se associa à correção da doença do paciente se encontrará uma pista importante como causa cármica da doença. O curador surge como representação personalizada da expansão de consciência que o paciente precisa fazer - verdadeiramente para corrigir a causa de sua doença. A habilidade de um cirurgião (ocultista) pode corrigir o aspecto externo da condição, mas a suavidade devotada e amorosa da enfermeira (mística) pode ser o poder que mais plenamente inspire o paciente a renovar sua consciência sobre a verdade da saúde; uma enfermeira descuidada, indiferente e sem simpatia pode desencorajar o paciente e aumentar sua preocupação quanto ao seu problema. Seu cirurgião, entretanto, pode inspirá-lo pelo seu comando de conhecimento e habilidade, e esta forma de inspiração pode estimular no paciente um desejo mais profundo que nunca de saber a verdade de sua condição. É sinceramente sentido pelo autor que o curador como ocultista é basicamente simbolizado por Netuno sendo exaltado em Leão, o signo do Sol e símbolo arquetípico do poder.
            A segunda mandala da experiência hospitalar é a mandala do trígono de água: um triângulo equilátero formado por uma linha reta conectando as cúspides das casas doze, oito e quatro com os símbolos de Peixes, Câncer e Escorpião apropriadamente colocados; o símbolo de Peixes desenhado maior que os símbolos dos outros dois signos e o símbolo de Netuno colocado na casa doze. Prepare três dessa. Na primeira, indique o diâmetro Peixes-Virgem; na segunda indique o diâmetro Escorpião-Touro; na terceira indique o diâmetro Câncer-Capricórnio. Estas mandalas ilustram a plenitude do significado de cada um do signos de água em relação à experiência de hospital pela aplicação do Princípio da Polaridade. Os símbolos para os três signos de água arrumados em uma vertical com Peixes no topo, Escorpião segundo e Câncer na base claramente representarão a sequência apropriada para esta discussão.
            Primeira mandala - Peixes-Virgem: Este é o diâmetro da consciência da saúde, cuja depleção torna a terapia ou o hospital - experiências necessárias. Virgem é saúde enquanto potência básica que torna a atividade de serviço possível; Peixes é a redenção necessária daquela potência. A pessoa cuja consciência de sua potência física ou habilidade é menor que sua plenitude natural não pode expressar a plenitude de sua atividade de serviço, mesmo que ela faça esforços heroicos a despeito de sua limitação. Aqueles esforços feitos enquanto expressão de sua vontade são, contudo redenção a partir de dentro, mas se a terapia puder servir como expansão ou desdobramento de habilidades, então a pessoa "pediu pela ajuda de Peixes" - ela adentra o hospital, "cessa" sua atividade prévia por um momento, aceita a limitação em suas atividades e ao mesmo tempo aceita a oportunidade de mais plenamente melhorar sua condição física e sua capacidade para o serviço. O edifício hospitalar que ela entra para ajuda e regeneração é a exteriorização dos poderes da graça divina obscurecidos. Pense sobre isso.
            Ninguém é imune à Lei de Causa e Efeito, mas apesar de todo indivíduo dever encarar e resolver seus resíduos cármicos, os poderes da Graça Divina, inerentes em toda atividade humana, auxiliam na resolução das dificuldades. A presença da Graça Divina no coração humano se evidencia em cada hospital, desde as pequenas tendas em campos de combate às gigantes e complexas instituições das cidades metropolitanas; todos hospitais, do menor ao maior, são continuamente cobertos e recarregados pelas atividades de cura a partir de dimensões mais elevadas. Os mais inspirados e dedicados de nossos curadores são aqueles que são consciente ou inconscientemente mais sensíveis aos estímulos diretivos dessa Assistência Superior. Os humanos que veem apenas na superfície das coisas, interpretam hospitais como lugares de dor, sofrimento e escuridão. O oposto exato é verdadeiro: Hospitais são focalizações dos poderes curativos da luz e do amor. Quando a humanidade em sofrimento percebe isso, toda atitude em relação à sua necessária experiência hospitalar passa por uma drástica e luminosa mudança. Fé, gratidão, esperança e encorajamento neutralizam os efeitos constritivos da dor, e ambos consciência e corpo se expandem para um ajuste mais eficiente aos tratamentos sanadores. O poder da Graça Divina transforma o hospital de local onde se encontra um carma de dor, tristeza e limitação em outro onde a redenção e a compensação possam ser experimentados.
            Se a primeira mandala, encabeçada por Peixes, é o “que e onde” da experiência hospitalar, então o diâmetro Escorpião-Touro indica os meios pelos quais o serviço hospitalar é realizado e cumprido. Esotericamente, Escorpião-Touro é o diâmetro da administração, o princípio espiritual que se destila a partir da consciência humana através das experiências de “custódia e direitos”. Aquilo que é “agenciado” no serviço e experiência hospitalar é poder regenerativo. Ele se origina em dimensões elevadas e invisíveis, sendo direcionado pelos Servidores Invisíveis e canalizado em cada instituição de cura pelos servidores humanos aos necessitados. Os Servidores Invisíveis trabalham dedicadamente por longos períodos de tempo para direcionar a focalização de poder para as necessidades humanas e o signo de Escorpião simboliza muito claramente a consciência dedicada e habilidades disciplinadas de todos os verdadeiros curadores humanos.
            Florence Nightingale, cujo trabalho infatigável se estendeu por noventa anos é um exemplo humano maravilhoso de serviços persistentes dos Curadores Invisíveis. Curadores se disciplinam para a qualificação, mas nenhum deles “possui” o poder curador – em sua administração de seu equipamento pessoal ele age como um “agente” daquilo que é projetado a partir de Fontes Invisíveis para o uso neste plano. Toda liberação de poder é subsequente é subsequente à focalização do Poder; o curador que de modo equilibrado e harmonioso conserva seus recursos pessoais é aquele que pode mais efetivamente liberar o poder que flui através dele aos seus pacientes; esses recursos se referem aos aspectos físico, emocional, mental e espiritual de seu ser. Portanto, Escorpião-Touro se refere ao material de poder que torna a cura regenerativa possível através da focalização e liberação; se refere ao Princípio da Administração que opera através da consciência dos curadores visíveis e invisíveis; se refere à Fonte onipresente de poder, a providência do Deus Pai-Mãe para a preservação e regeneração das formas em evolução e microcosmos. Aquele que serve como “curador”, em serviço dedicado, “dá as mãos” aos Líderes Invisíveis e serve como seu instrumento encarnado “terreno”.
            A terceira representação dessa mandala, enfatizada por Câncer, polarizada por Capricórnio, ilustra “aquilo” que inspira ou estimula o humano a palmilhar o Caminho do Serviço de Cura. É o poder parental da pura simpatia. Foi dito uma vez que “o primeiro hospital foi construído quando um humano rezou de forma desapegada e na plenitude da fé para a cura de outro colega humano”. Aquela forma de oração quando externada no plano físico é a construção hospitalar que engloba, assim como o útero envolve o embrião em crescimento, a emergência expansiva da consciência de saúde. Câncer, o símbolo materno, ilustra as qualidades de simpatia, suavidade, clemência e compaixão que inspira os humanos a auxiliar na cura de outros; Capricórnio é o símbolo paterno e ilustra a providência da forma material organizada para a proteção e inclusão das atividades de cura, correspondendo à casa material que o pai provê para a proteção de seus filhos. “Embrião no útero” e “paciente no hospital” correspondem-se mutuamente no sentido que cada um tem a oportunidade de renovar desdobramentos em suas consciências de vida a partir da experiência.
            A relação entre administradores hospitalares e servidores aos pacientes tem muitos pontos de similaridade com a relação dos pais com seus filhos. Todos os terapeutas são “pais” para a renovação da consciência de Vida de seus pacientes através de suas atividades em melhorias na saúde e a melhoria na saúde é sempre uma forma de libertação. Aquele que busca a libertação das causas das desarmonias físicas deve renovar, regenerar e revitalizar sua consciência; aquele que busca verdadeiramente servir a senda da cura deve acrescentar isso ao seu conhecimento estratégico e técnica aprendendo sobre a importância de auxiliar outros a regenerar suas consciências. Curar é algo espiritual; aqueles que curam mais verdadeiramente são aqueles que servem para revelar a onipotência, onipresença e onisciência do Espírito Interior. A oração é a “técnica” para esta revelação; oração e conhecimento estratégico unificam os poderes místico-ocultistas no curador. Simpatia, humildade, dedicação às verdades factuais e espirituais, disciplina pessoal equilibrada e fé tornam possível a qualquer curador “aterrar” as forças regenerativas dos reinos superiores para uso no hospital onde ele ou ela servem.
            Em conclusão, estas três representações da mandala do trígono de água podem ser usadas para estudar a experiência da prisão. Em sua essência natural e propósito, prisões são hospitais. Em ambos, os resíduos cármicos devem ser confrontados e resolvidos; o mesmo Poder e Função serve a ambos; o objetivo primário de ambas as formas de serviço é: reparação, e “reparação” significa consciência aumentada de sintonia, a unificação harmoniosa do corpo, emoção, mente e alma com o Espírito.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

CAPÍTULO XLI – LUZ COMO PROSPERIDADE




            A palavra “afluência” é derivada de duas palavras Latinas: “a” significa “para” ou “em direção”, e “fluere” significando “fluir”. Nós comumente a utilizamos para nos referir a condições caracterizadas por abundância, prosperidade, plenitude de suprimento e riqueza, mas uma consideração da derivação da palavra nos dá uma pista para seu significado esotérico. Ela não é basicamente uma descrição de condições senão uma qualidade de consciência pela qual a abundância é percebida e manifesta. Em outras palavras, a consciência humana – a “luz pela qual o humano percebe a Luz” – contém um potencial de funcionar “afluentemente” de forma que, correspondentemente, condições de abundância possam fluir em direção a e interiormente aos ambientes e afazeres humanos. Como o desejo de vivenciar a saúde é uma das muitas conquistas humanas para perceber a Luz, assim é o desejo de vivenciar afluência; é importante considerar como um ser humano pode gerar o tipo de consciência que torna a abundância evidente em sua vida.
            Se a consciência de “fome” é indicativa de uma necessidade profundamente sentida, então a “pobreza” é uma combinação daquela necessidade com uma convicção de que a necessidade pode não, não será ou deverá não ser satisfeita. A pobreza é o oposto da afluência – ela representa uma condição “limite” da consciência que se exterioriza pela deficiência ou falta relativa de coisas essenciais ou desejadas. Não nos sentimos “pobres” por não ter algo ao que nos sentimos indiferentes; “sentir-se pobre” é sentir-se privado daquilo pelo que temos um forte sentimento de desejo ou necessidade. O complexo de pobreza é uma forma de padrão mental, de qualidade congesta, pelo qual um humano se priva de realizações de afluência; esta privação é uma convicção de deficiência que caracteriza seu viver geral ou se manifesta em algum fator específico ou área de sua vida. O complexo de pobreza é sempre um retorno cármico de mau uso ou abuso dos meios e oportunidades em vidas passadas. Ele é essencialmente construído sobre o medo residual ou culpa trazida – como reação no subconsciente – de ações passadas caracterizadas pelo desperdício, destrutividade, desonestidade ou desonra. Pelo desperdício minamos nossa consciência de uso correto; pela destrutividade ativamos um poder de repulsão no subconsciente que “nega” nosso desejo de atrair aquilo que agora queremos ou requeremos; pela desonestidade ou desonra nós privamos outros daquilo que é deles por direito e o resíduo subconsciente, que se apresenta como complexo de pobreza, é a enervante “sem vida” essência do medo e culpa. Tenha curta ou longa duração, o “sentimento de pobreza” é sempre um indicativo, entregue à mente consciente a partir da reação do subconsciente, de que uma drástica revisão da consciência se faz necessária. Aquela revisão deve ser estabelecida na mente subconsciente antes que as condições melhoradas apareçam nos assuntos exteriores. Em outras palavras, o sentimento da pessoa sobre a vida e ela mesma deve ser mudado por um processo de “abertura” de forma que ela, por expressão de sua consciência, possa “fluir mais livremente na vida” e consequentemente as manifestações da abundância da vida possam “fluir mais livremente em seus assuntos pessoais”. A água é talvez o símbolo mais perfeito do princípio da afluência da vida; lembre que ela deve ser liberada a partir de seu estado de suspensão enquanto nuvem, neve e gelo antes que possa fluir doadora de vida como rios. É o poder do calor que libera o potencial da água de seu estado estático enquanto gelo e neve; correspondentemente, alguma forma de calor espiritual deve ser estabelecida na subconsciência humana como meio de revitalizar sua aparência em si e em suas condições. Como esta conquista renovadora é feita? Consideremos o que a Grande Mandala Astrológica (o círculo com doze casas circundado pelo cinturão zodiacal com Áries no Ascendente) tem a nos dizer:
            Olhe primeiro para os dois signos que focalizam os dois braços do diâmetro vertical: Câncer, água cardinal, está na extremidade inferior; Capricórnio, terra cardinal, está na extremidade superior; o eixo vertical total é a linha de geração ou parental. A Lua, regente de Câncer, é o símbolo arquetípico da mãe; Saturno, regente de Capricórnio, é o símbolo arquetípico do pai. Esotericamente, estes dois signos e a linha que eles formam como “emanação” a partir do centro do mapa, se referem ao atributo gerador do ser humano quanto a seu próprio destino pela maneira que ele exercita sua consciência, de encarnação a encarnação. O humano qualifica a linha evolucionária de sua existência pelo que ele estabelece em sua mente subconsciente (Câncer) e pelas formas que ele exterioriza o estabelecido (Capricórnio). Pela sua participação no poder criativo do pensamento, cada humano é a mãe e o pai da qualidade de sua própria linha evolucionária. Pelos seus poderes de reação no sentimento, ele se apercebe do que ele estabeleceu em sua mente subconsciente; por seus poderes de expressão (pensamento, palavra e atos) ele corporifica aquilo que estabeleceu em seu território subconsciente. A “convicção de pobreza” é uma “escuridão no subconsciente” – significa que a pessoa, no passado, identificou-se com a escassez por algum tipo de ação representante do mau uso ou abuso de oportunidades e meios. Em suma, por suas falhas nessas questões, ele “alberga” a condição presente ou situação por ele “identificada como pobreza”. A pobreza não é uma realidade da vida, senão uma interpretação individual de condições baseadas em reação cármica. Pense por um instante: A vida é “pobreza-penúria”? Nosso planeta é “pobreza-penúria”? Todo ser humano tem o mesmo tipo de complexo de pobreza que outro ser humano? Todos têm que sofrer do complexo de pobreza eternamente? A resposta a todas essas questões é não. Consideremos uma pista astrológica esotérica muito importante e interessante para os meios pelos quais o complexo de pobreza pode ser descristalizado de modo que as energias bloqueadas possam ser liberadas afluentemente.
            A pista é encontrada nas exaltações planetárias – poderes anímicos de percepção espiritual, destilados a partir da regeneração consciente em vidas passadas – assim como se apresentam na Grande Mandala Astrológica: Júpiter, regente de Sagitário, exaltado em Câncer; Lua, regente de Câncer, exaltada em Touro; Vênus o princípio do Equilíbrio – através da troca, rege Touro e Libra; Saturno, regente de Capricórnio, exaltado em Libra; Marte, regente de Áries, exaltado em Capricórnio. Primeiro Júpiter exaltado em Câncer, como apreciação do poder de “doação”:
            Se desejarmos superar um complexo de pobreza, temos que expressar nossa sinceridade naquele ponto fazendo algo de natureza afluente para manifestar a condição desejada em termos de experiência humana. Aquela forma de expressão é o que chamamos “dar”. A sentença “é mais abençoado dar que receber” é muito mais que “provérbio antigo”. Ela contém uma diretiva metafísica profunda e oculta: o ato de dar é uma benção para a mente subconsciente de quem dá. Se você estiver convencido, em seu subconsciente congesto que um estado desejado ou requerido “não é para você”, mas você faz algo para tornar possível a outra pessoa realizá-lo, você toma o primeiro e mais importante passo em descristalizar seu próprio complexo de pobreza. Caso seu complexo de pobreza fosse “total”, você nem pensaria em tentar fazer aquilo evidente para outra pessoa. O fato de você dar daquela coisa imprime na mente subconsciente que você está ciente da disponibilidade da coisa. Com aquela ação, realizada em sincera atitude de auxílio, você começa liberar as energias subconscientes, pois dar é afluência em ação. Você se abre então às possibilidades de reconhecer a coisa desejada ou necessária em suas próprias relações e ambiente. Consequentemente, o resultado é que você criou mais luz em sua mente subconsciente e aquela criação a partir de então se torna um imã que passa a atrair coisas consistentes com seus desejos ou necessidades. Com o sentimento de iluminação, resultante da “liberação” decorrente de sua ação de doar e da maior consciência de doação, a exaltação de Marte em Capricórnio o torna mais consciente do que você deve fazer, como disciplina pessoal e desenvolvimento, de modo a tornar aquele empreendimento alcançado uma “associação permanente” de sua consciência anímica. Em outras palavras a nova abertura o leva a um espaço novo de aventura espiritual, cujo objetivo é a organização integral, para uso permanente, do novo atributo espiritual. Um ato de doação e auxílio sincero inicia o processo de afluência; mas Marte exaltado – esforço construtivo persistente – deve ser usado de modo a dissolver completamente o complexo de pobreza presente há muitos anos e que a energia relacionada ao mesmo seja completamente traduzida em consciência de Luz. Isso significa que mais auto-honestidade precisa ser alcançada; coragem e autoconfiança precisam ser desenvolvidas; mais esforço metódico e consistente precisa ser usado nas condições e atividades presentes; todas as tendências e inclinações a segurar outros – mentalmente, emocionalmente ou fisicamente – em qualquer tipo de ligação excessiva precisará ser abandonado. Lembre-se, você quer liberdade de seu complexo de pobreza, portanto deve dar aos outros a dádiva da liberdade; para fazer isso você terá que deixar certos tipos de medo, mas a intrepidez é em si um atributo de afluência. Como poderia a água fluir se houvesse medo de se mover, e se houvesse medo de derreter no gelo e neve? Temos que ser entusiásticos em derreter e dissolver as congestões secretas quando buscamos a consciência – e evidências – da afluência. Os poderes da Verdade, Coragem, Fé, Amor, Alegria e Liberdade são as “qualidades termais” pelas quais o espírito derrete as constrições paralisantes estabelecidas pelo “ego pessoal” em sua expressão de interpretações degeneradas.
            Se a abundância financeira é seu símbolo de afluência desejado ou requisitado, então os dois pontos que estão exaltados nos signos de Vênus nos dá algumas pistas. A pessoa que exercita o cuidado das questões materiais de forma caótica e desorganizada - não importa quanto dinheiro tenha - está operando longe da afluência, pois este tipo de funcionamento é evidência concreta de fraquezas no trabalho. A exaltação da Lua em Touro - o signo da segunda casa - pode ser dita como portadora da palavra chave: Eu estabeleço afluência pelo cuidado correto - agora. Em casa, em estabelecimentos de negócios, em atividades profissionais ou assuntos comerciais, os humanos não podem ser desorganizados em seus padrões de trocas financeiras e esperar continuar registrando afluência. Nós impomos fardos aos outros se perpetuarmos desordens em questões pessoais e cedo ou tarde teremos que corrigir o desequilíbrio. O signo de Touro é polarizado pelo signo fixo de água Escorpião que se refere à consciência sexual. É fato estabelecido, por investigação psicológica e metafísica, que a consciência do dinheiro tem como contraparte a consciência sexual. Ambas são aspectos do desejo por manutenção e perpetuação. Assim, congestões nas atitudes em relação ao dinheiro e ou sexo, têm efeito retroativo em seu oposto. Nesses dias de "aceleração evolucionária" os humanos têm muitas chances de resolver muito carma de vidas passadas, sendo sexo e dinheiro os desejos responsáveis por muitas das expressões negativas de nossas vidas passadas.
            Considere isso à luz dos programas de forte taxação com os quais estamos lidando. Também à luz do que é revelado nesses dias em relação aos aspectos sexuais da natureza humana – as condições cármicas da consciência geradora que estão sendo reveladas em tantas formas complexas. Portanto, uma “consciência monetária sobrecarregada de pobreza” pode bem ter suas raízes em condições psicogenéticas de tipo constritivo e todas essas condições requerem maior afirmação da consciência de amor ou de boa vontade em relação a outros humanos. Saturno, regente de Capricórnio, está exaltado em Libra, a sétima casa da Grande Mandala. Esta é a insígnia, de forma astrológica simples, da Regra de Ouro – o cumprimento perfeito da experiência através da consciência harmonizada do relacionamento humano e a consciência de justiça espiritual que aquela forma de conquista inclui. Afluência é a providência da Vida para nosso sustento. Aquela “providência” está estabelecida para nosso uso, mas se qualquer coisa em nossa consciência busque privar outra daquilo que é seu correto cumprimento, então bloqueamos nosso reconhecimento da afluência da Vida; limitamos nossa expressão; e a pobreza se faz presente.
            O símbolo tradicional do Sol – o ponto circunscrito pelo círculo – pode ser tomado para esta consideração, como símbolo de todos os potencias de afluência, o símbolo da inteira providência da Vida. A partir do que ele representa, emanam todas as coisas necessárias para nossa evolução emanam – assim como tudo representado em um horóscopo “emana” a partir do ponto central. O Sol, como regente do signo de fogo Leão, pode ser visto como o símbolo da afluência da luz espiritual – todo Amor, todo Sabedoria, todo Verdade, todo Beleza, todo Ideação que os humanos possam realizar e, da mesma forma, todas as representações materiais que interpretemos a partir de uma consciência espiritualizada. O poder em todos os graus possíveis é representado pelo Sol, e assim, ele representa todos os graus possíveis de poder que o humano pode alcançar. Poder é – é parte de nossa “missão de vida” alcançar seu reconhecimento em nosso interior.
            Como a pobreza é uma ilusão criada pela consciência humana relativamente não evoluída, não é estritamente verdadeiro, do ponto de vista filosófico, que "Saturno seja o símbolo da pobreza". Tal interpretação é uma injustiça a Saturno. Saturno nos fala a partir de nossos medos e culpas, das áreas não preenchidas de nossa experiência; quando essas áreas são preenchidas, a segurança se estabelece na consciência e consequentemente surge aquela sensação interior de desimpedimento geradora da afluência. Também as quadraturas no mapa representam áreas de tensão interior que podem ser interpretadas como "potencial de pobreza". A regeneração alquímica pela expressão dos atributos espirituais dos pontos planetários envolvidos "derreterá o gelo" da congestão interior. A pessoa que sofre de sensação de "pobreza educacional" deve primeiro curar sua mente subconsciente recarregando-a com um forte desejo de aprender; o desejo de aprender é o desejo de experienciar afluência no plano mental, e essa forma de afluência só pode ser experienciada quando se permite abrir a mente. Tendências ao preconceito, dogmatismo, teimosia e tirania mental devem ser afrouxadas e a humildade de um verdadeiro aprendiz deve se estabelecer no subconsciente. Se um curso não estiver disponível, então o aprendiz sincero abrirá sua mente à percepção de outros canais de estudo e aprendizado: bibliotecas, livrarias, palestras públicas estão disponíveis em abundância hoje em dia. Se um aprendizado específico for desejado, então a pessoa deverá indicar seu desejo sincero sendo determinada em organizar sua vida e afazeres para a realização do objetivo. As pessoas podem aprender muito pelo método barato de se tornar mais perceptível ao mundo a seu redor.
            A pobreza de amor, amizade e companhia é, talvez, a mais trágica de todas as evidências de congestão cármica. As pessoas que sofrem dessas privações devem atentar ao fato de que amor e amizade são estados de consciência - estabelecê-los na consciência torna possível sua expressão afluente nos relacionamentos. Também é importante reconhecer que muitas pessoas que buscam profundamente por alegria nos relacionamentos e por ideais de companheirismo não são amistosas consigo mesmas, a despeito de quão devotadas possam ser aos outros. O respeito e a apreciação por si, enquanto expressão de Vida Divina, e os potenciais pessoais de revelar aquilo que é bom e belo, podem ter que ser estabelecidos em lugar da auto depreciação, sentimentos de inferioridade e afins. A falta de harmonia em tais padrões de relacionamento como aqueles com um dos pais ou parente fraterno podem ter que ser transformados expandindo a consciência do relacionamento de formas mais universais. Mas, sempre devemos lembrar que o desejo de verdadeiramente compreender os outros deve - e pode - destravar as áreas bloqueadas de qualquer relacionamento humano. Devemos ser afluentes em nossa boa vontade para com os outros se quisermos conquistar afluência em nossa experiência.

terça-feira, 5 de maio de 2015

CAPÍTULO XL – LUZ COMO COMUNICAÇÃO

De um ponto de vista esotérico, como usualmente utilizamos a palavra, “comunicar” significa um processo pelo qual o conhecimento ou informação são transmitidos de uma mente à outra. Entretanto, um estudo e síntese de suas raízes derivativas revela seu significado esotérico, o que nos torna possível compreender mais verdadeiramente o significado real e uso correto desta função de transmissão sensorial, intelectual e espiritual. Sua derivação direta é da palavra latina comunicare que significa compartilhar. Nela encontramos duas palavras raízes básicas: "com" se refere a "juntos" e "un" se refere a "unicidade" ou "unidade". Assim vemos que "comunicação" é um meio pelo qual as diversas mentes e consciências são, em graus variados, unificadas pelo processo de compartilhamento. Este compartilhamento é um processo polarizado: o polo positivo é revelado em ações de radiação, expressão, informação, falar, escrever, projetar telepaticamente e projetar inspiracionalmente; o polo negativo se revela em ações de percepção, reação ao estímulo vibratório, percepção em todos os sentidos, aprendizado, compreensão e realização. Tudo que se estabelece na mente divina pode ser transmitido a - ou compartilhado com - mentes ou consciências diversificadas ou individualizadas. O objetivo evolucionário final é a realização da unidade das diversas mentes com a Mente Una de nosso Criador.
            Antes de considerar os significados ocultos, cármicos e evolucionários da comunicação entre humanos, devemos considerar a comunicação básica, primordial ou absoluta entre a Consciência Divina e a consciência humana - o "compartilhamento criativo da Luz". A Mente Divina se faz conhecível a nós - "fala conosco" - ao manifestar-se em estados infinitamente variantes de vibração objetiva - o mundo físico natural. Ela também nos proveu criativamente com centros e órgãos de sensopercepção no exercício dos quais podemos aprender a respeito de nossa origem a partir da observação da manifestação. Através da visão, nós percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como cor; através da audição, percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como tom; através do toque, percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como textura e densidade; através do paladar, percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como mistura química; através da olfação, percebemos e conhecemos a manifestação de Deus como emanação ou radiação química invisível e silenciosa. Ampliando, formas "transcendentais" de sensopercepção estão inclusas na clarividência, intuição, clariaudiência, claricognição, telepatia e inspiração. Por estas faculdades os aperceberes internos ao Humano são revelados em instâncias que transcendem as "limitações do Tempo-Espaço". Todas essas faculdades e poderes sensíveis e suprassensíveis tornam possíveis as muitas variações de ação comunicativa e troca entre o Divino e Seu microcosmos sub-humano, humano e super-humano "irmãos e irmãs". Aquele que sabe mais (desenvolveu mais consciência) compartilha com aquele que sabe menos (é menos evoluído em consciência e conhecimento); aquele que sabe menos (é menos desenvolvido em consciência e conhecimento) recebe e aprende daquele que sabe mais e é mais evoluído em consciência. A atração magnética das diferenças relativas em consciência e similaridades de necessidades cósmicas para realizar a unidade é o relacionamento de comunicação entre todas as coisas viventes. Comunicação é fraternidade em ação; comunicação Confiável, construtiva e possível de ser colocada a serviço é o amor fraterno em ação. Agora, para a astrologia:
            Antes que o humano possa se expressar a outra mente de modo comunicativo, ele deve passar por um "processo dentro de si" pelo qual formule aquilo que ele deseja transmitir. De forma sutil, mas perene, esta formulação é uma interação da mente subconsciente com as percepções conscientes. Antes que qualquer fato ou realização possam ser transmitidos, eles antes devem ser aprendidos e a faculdade particular para o aprendizado ser exercitada anteriormente ao momento presente. É a mente subconsciente - simbolizada astrologicamente pela Lua - que age como armazém de memórias, as impressões residuais estabelecidas pelos exercícios passados da consciência. É a mente consciente - simbolizada astrologicamente por Mercúrio - que conhece e se expressa de acordo com as necessidades presentes. Pela qualidade adesiva e retentiva da mente subconsciente o Homem permanece ligado àquilo que ele foi e expressou no passado e suas cognições e interpretações do presente são estabelecidas sobre o que ele evoca como memória ou memória-sentimento de seu passado. Portanto, vemos que um indivíduo sempre se comunica consigo antes de transmitir ou expressar sua consciência para outra pessoa. Um exemplo simples: alguém pergunta a você que horas são - ele precisa daquele fator de informação; antes que possa responder, você precisa "receber a comunicação - por meio visual - daquilo que seu relógio informa". Ao formular uma cognição você se torna capacitado para transmitir aquele fato como ação comunicativa para a outra pessoa. Mas, mesmo antes disso, você precisou aprender como ler o relógio em algum momento passado. Assim - você "desenhou em seu passado" para cumprir as necessidades de comunicação de seu amigo no presente. E assim vai eternamente: o passado é o "pábulo" sobre o qual o presente desenha para construir o futuro. No horóscopo individual, a correlação entre a Lua e Mercúrio mostra a "mistura" alquímica da memória-sentimento, estabelecida pelo exercício da consciência no passado com a percepção pelos sentidos e intelecto exercitadas pela consciência no presente. Também a correlação de Lua-Mercúrio com Júpiter mostra o processo alquímico pelo qual o indivíduo está destilando o apercebimento da verdade - uma cognição do fato que está acima e isento de todo erro pessoal subconsciente de interpretação por dor, prazer, preconceito, antipatia ou favoritismo. A correlação Lua-Mercúrio com Urano mostra a evolução alquímica das faculdades da intuição e previsão; com Netuno, se mostra a "gestação" das faculdades clarividentes e clariaudientes (a evidência de coisas não vistas e não ouvidas) assim como o estabelecimento evolucionário do poder da fé e de se comunicar pela oração.
            O que segue deve ser compreendido como um ensaio básico da natureza da comunicação. Agora, para propósitos astropsicológicos práticos, nos concentraremos no símbolo arquetípico básico da comunicação e da faculdade comunicativa - o planeta Mercúrio, regente de Gêmeos e Virgem.
            Crie uma cópia da "mandala de Gêmeos": a sequência zodiacal colocada ao redor de um círculo com Gêmeos como signo Ascendente. Note que o eixo Touro-Escorpião, do desejo-poder e do poder regenerativo, ocupa o diâmetro da sexta e décima segunda casas. Touro se refere ao centro laríngeo, o mecanismo pelo qual as criaturas vocais criam o tom; lembre-se que tudo que escutamos é percebido como um aspecto da vibração tonal. Escorpião se refere àquela faculdade de gerar, ou "evocar", material para outro corpo físico. Através de Touro, geramos ou "evocamos" material tonal para a incorporação, para a manifestação perceptível, de ideias, pensamentos, sentimentos, emoções, conhecimento, compreensão e realização; no plano da sensopercepção é o poder e faculdade de gerar tom que "obscurece" (relação da décima segunda casa com o Ascendente) toda a ação comunicativa. É o poder de Mercúrio para formular tons como palavras faladas ou cantadas pela interação entre a respiração dos pulmões e a mobilidade dos lábios e línguas; é também o poder de Mercúrio de usar as mãos para escrever ou desenhar figuras simbólicas imitativas da palavra falada, como palavras escritas ou diagramas e de tons enquanto notação musical. Na mandala geminiana, o signo da Lua, Câncer, está na segunda cúspide. Aqui se vê que a consciência humana de nacionalidade "assessora" a evolução desta faculdade para expressar e se comunicar pela linguagem. A aderência cristalizada a uma nacionalidade provoca conhecimento limitado e uso de linguagem sistematizada - tal pessoa pode se comunicar, na escrita (ou leitura) e fala apenas com aqueles que conhecem sua linguagem particular. Mas no plano do uso presente do intelecto, aquela aderência pode ser descristalizada pelo aprendizado de outra língua, ou outras línguas. Por meio dessa extensão descristalizante a pessoa poderá se comunicar com um correspondente maior número da pessoas, seu "campo de interação humana" aumenta, sua apreciação do pensamento e modo de viver dos outros se aprofunda e consequentemente, no plano dos reconhecimentos espirituais ele se encontra experienciando um grau maior de sintonia com outros humanos. As diferentes linguagens proporcionam barreiras comunicativas apenas para aqueles que se recusam sair das aderências cristalizantes a determinada linguagem; para aqueles que "saem", as barreiras se desintegram no mesmo grau. Nisso, vemos novamente uma ilustração concreta do fato que a comunicação é fraternidade expressa; no mesmo grau que mais e mais meios de comunicação sejam aprendidos, a espiritualização do relacionamento fraterno e simpatia serão realizados, apreciados e expressados.
            No presente em que se presencia o aparecimento do rádio, televisão, aeronaves supersônicas e todos os mecanismos pelos quais as limitações têmporo-espacial são cientificamente transcendidas, um paralelo se vê no campo dos empreendimentos espirituais humanos. Muitas pessoas, de todas as nações, estão também buscando explorar as causas dos impedimentos no funcionamento humano individual. São pessoas que estão dando um ímpeto poderosamente regenerativo à evolução humana pelo serviço dedicado às questões humanas, redimindo muito carma negativo construído em suas vidas individuais passadas devotando-se a "auxiliar outras pessoas a se ajudarem" a sair de estados de anormalidade cármica, subnormalidade e disfunções das funções saudáveis normais. No que diz respeito à comunicação, espera-se que as seguintes observações sirvam para aprofundar a compreensão interior das causas cármicas que minam as faculdades comunicativas no corpo humano; o primeiro ponto a ser considerado é a epigênese:
            Epigênese se refere à faculdade do humano de construir a qualidade de seu veículo em correspondência com a qualidade e estados de sua consciência. (Epi-gênese deriva de duas palavras raiz que significam "construir sobre"). Trata-se da faculdade criativa possuída e - consciente ou inconscientemente - exercitada por todos os humanos desde a aurora de seu procedimento evolucionário como humanos. Pela epigênese, o Homem revela seu gosto criativo a seu próprio Creador; é a "raiz" subjacente ao florescimento, nos tempos vindouros, de sua verdadeira atividade criativa enquanto consciência Divina. O princípio, ou lei, de causa e efeito operando sobre a faculdade da epigênese em humanos explica todas as qualidades condicionadas de manifestações física, emocional e mental no veículo humano - congestionadas, desviadas, aleijadas ou harmonizadas, potentes e eficientes. Na presente consideração da faculdade comunicativa e propósito, encontramos que a mandala de Gêmeos tem muito a nos dizer sobre a causação cármica dos impedimentos e defeitos na fala que se apresentam nos corpos humanos ao nascimento ou que "aparecem" durante a encarnação como resultado de um potencial vibratório congesto sendo estimulado pela ação do tempo. Tais condições como mudez congênita, palato em fenda, língua anormalmente grossa, gagueiras e condições traumáticas que lesam o mecanismo vocal, língua ou lábios, etc., são as principais que revelam exteriormente que as pessoas aflitas causaram algum impedimento na comunicação no passado. A memória subconsciente retida da ação destrutiva ou congestiva influencia e o corpo físico presente reproduz, por epigênese, o potencial negativo como "retorno cármico" de modo que a pessoa possa explorar o aspecto negativo da consciência do "outro lado da cerca" e assim aprender um pouco mais sobre as verdades da faculdade comunicativa e seu uso correto para desenvolvimento e evolução futuros. Muitos e muitos tipos de ação e influência no passado podem causar defeitos comunicativos na vida presente, mas a mandala de Gêmeos nos mostra as pistas ocultas básicas para a causação da maioria destas condições deficitárias - e experiências dolorosas:
            A posição do eixo Touro-Escorpião, coincidindo com as cúspides da sexta e décima segunda casas é o primeiro ponto a considerar. Este é o eixo da consciência de poder enquanto “desejo”, ou colocado de outro modo, a consciência individualizada do desejo. Tendo em mente que o desejo é uma potência da consciência que pode variar em qualidade, desde as maiores luxúrias humanas, ganância e retaliação às mais sublimes formas de aspirações espiritualizadas, percebemos que o uso correto desta potência – conforme mostrado nesta mandala – é uma forma de serviço contributivo (Escorpião na cúspide da sexta casa) e construtor da consciência de saúde. Exemplo disso é a expressão de amor mútuo através do exercício do mecanismo sexual; outro é a conservação disciplinada das energias vital e magnética para uso em atividades e trabalhos construtivos. Assim como para Escorpião na sexta casa; sua polaridade maior no plano físico é o signo oposto de Touro, na décima segunda cúspide desta mandala, que é o símbolo da criatividade dos tons liberados através da palavra falada – a incorporação audível de sentimentos, pensamentos, ideias, opiniões e realizações.
Pense sobre isso: uma pequena palavra – um “sim” ou “não” – falada em certo tom de voz, comunicando a outra pessoa uma decisão específica, sentimento, realização ou reconhecimento pode mudar o curso de uma vida humana caso a pessoa reaja ao que escuta nesta palavra. Uma pequena palavra, pronunciada como julgamento para afetar outra vida ou destino, pode ser falada de modo a mente subconsciente do orador “prender e sustentar” uma impressão de malícia ou destrutividade em grau tão forte que o retorno cármico a partir daquela expressão pode vir a se manifestar em experiência dolorosa várias vidas mais tarde. Por medo uma palavra necessária pode ser guardada; o poder inerente à palavra não falada será retido como potencial para bloqueio em um tempo futuro; o conteúdo de dor relacionado à descristalização subsequente necessária será proporcional ao bem que poderia ter resultado caso a palavra boa original tivesse sido falada.

Para o insight ou conhecimento das causas cármicas relativas às dificuldades e impedimentos de comunicação, temos que estar dispostos a flexibilizar nosso ponto de vista e reconhecer que a causa desses efeitos, manifesta no presente por epigênese, pode ter se estabelecido há muito tempo no subconsciente do sofredor. Usar o poder criativo da palavra falada para canalizar forças destrutivas e falsas é assegurar experiências futuras de bloqueios na comunicação. No caso da repetição continuada em suas formas extremas, o veículo mental se degenera em tal grau de astúcia, que condições como “idiotia” e “debilidades mentais” resultam como retorno cármico, especialmente se a crueldade deliberada foi a motivação emocional original. A presente experiência de muitos tais sofredores está sendo ajudada pelo poder do amor expresso no cuidado e considerações dadas por aqueles em busca de assisti-los – e esse amor é também um retorno cármico estabelecido decorrente de ações bem intencionadas e gentilezas no passado. Assim, nesses tempos, vemos – pela observação do fato que os humanos estão buscando ajudar e reabilitar mesmo os casos mais trágicos de escuridão, impedimento e degeneração relativa – que as únicas barreiras para a comunicação são aquelas que o próprio homem ergue; o Criador nos revestiu com potenciais mentais e espirituais além da faculdade de assegurar nossa eventual comunicabilidade com todos os planos de vida. No senso universal ou absoluto, não há barreiras para a comunicação. Todas as mentes individuais funcionam sob a lei e pela liberação e refinamento de potenciais no escopo inclusivo da mente única – que é a luz única, a consciência única – as linhas sempre irradiantes da comunicação de “um com todos e de todos com o Um” perpétua e perfeitamente sustentadas. Pelo uso correto de nossos fatores Mercuriais nós reproduzimos a sempre abertura de nossas linhas de comunicação com parceiros humanos nesse plano.

domingo, 5 de abril de 2015

CAPÍTULO XXXIX – A LUZ COMO TERAPIA

            A palavra terapia é derivada do grego e significa "sanar". O verbo "sanar" é derivado de uma palavra teutônica que significa, entre outras coisas, "reconciliar". "Reconciliar" vem diretamente das palavras de origem latina "re" (novamente) e "con" (com) - juntos estas significam reunir. Assim, terapia significa mais que "um processo de consertar uma parte do corpo". Significa "reunir harmoniosamente a parte afetada com o resto do organismo". Toda terapia serve ao propósito de restabelecer a consciência da unificação física, mental, psicológica e espiritual. Jesus Cristo disse "Meu Pai e Eu somos UM", "Seja perfeito como seu Pai no Céu é perfeito" e "Amem-se uns aos outros". Nestas e outras sentenças similares se encontra a declaração da unidade de cada um com todos e de todos com um - a saúde, harmonia e beleza da unidade na diversidade. Se a palavra "saúde" é compreendida como o funcionamento vital e harmonioso das partes dos corpos físico, emocional e mental, então a consciência de amor é a saúde das relações humanas, pois é na consciência do Amor que a realização da experiência ocorre e os relacionamentos são as agências da experiência.
            A necessidade de realizar ou reconhecer (re-conhecer - saber novamente) a unidade é perfeitamente ilustrada naquelas atividades que caracterizam o sanar. Se a doença, malformação e anormalidades fossem características do ser humano verdadeiro, estas condições seriam aceitas e suportadas sem tentativas de corrigi-las. De fato, se assim fosse, nunca ocorreria a alguém corrigi-las. Mas o Homem, que é do espírito uno de seu Criador, busca realizar a unidade que é seu estado verdadeiro. Aquela unidade é objetificada como, ou refletida no inter-relacionamento harmonioso de todas as suas partes entre si. A "busca por saúde" é o grande passo, rumo à consciência, para reconhecer e realizar a Luz Branca da unidade.
            Há uma grande divergência em "estilo" entre o trabalho do astrólogo espiritualmente focado e o do terapeuta. O primeiro estuda um diagrama abstrato em um pedaço de papel e o último estuda o corpo humano vivo e respirante. Seus respectivos "materiais de estudo" são polos separados, mas é de importância fundamental para os estudantes de astrologia perceber que estes dois métodos de estudos humanos são fraternos - o astrólogo e o terapeuta são "irmãos espirituais". Ambos devem exercitar a faculdade de análise, dos símbolos ou das partes e faculdades corporais, que é a base da arte diagnóstica. Ambos estes "irmãos" devem conhecer a significância individualizada de cada símbolo de cada parte corporal e este conhecimento é destilado pelo estudo focado e especializado. Na experiência do astrólogo, o exercício concentrado da intuição, através da meditação é também um dos mais importantes fatores. Aquilo que representa o conhecimento essencial adquirido pela análise é a somatória da perfeição inerente à parte individualizada e a essência do relacionamento entre a perfeição da parte e a perfeição inerente ao todo - horóscopo ou corpo. Assim vemos que o trabalho da análise tem como contrapartida e é completado pelo trabalho da síntese. Síntese, nesse sentido, pode ser pensada como sendo aquela forma de estudo a partir da qual o verdadeiro conhecimento do microcosmos - fatores astrológicos ou partes corporais - é correlacionado ao verdadeiro conhecimento do macrocosmo - o horóscopo inteiro ou o todo composto pelos corpos físico, emocional e mental. Ambas estas formas de pesquisa contém a mesma qualidade de exercício de consciência. "Exercício de consciência" significa "usando os poderes da luz" (enquanto percepção sensorial para adquirir conhecimento factual através de observação e estudo), e "usando os poderes da Luz" (a realização intuitiva e espiritualizada Verdade e motivações de serviço dedicado à melhoria e iluminação humanas). Saúde é, enquanto forma de manifestar e identificar a unidade do espírito. Sanar por qualquer meio - terapia objetiva ou iluminação educacional - é uma ação pela qual a consciência da saúde é intensificada. Isto, em essência, compreende o serviço de ambos, astrólogo e terapeuta.
            A astrologia é, primeira e principalmente, um estudo de símbolos da consciência evolutiva da humanidade. Portanto, o leitor astrológico que aspira a realização de um serviço de terapia deve familiarizar-se com a questão da epigênese. Esta palavra, derivada de duas raízes gregas, significa “construir sobre”. Em sua aplicação oculta ou esotérica, se refere à faculdade humana de construir a qualidade de seus veículos na dependência da qualidade de sua consciência. “Assim como o homem pensa, assim ele é” representa esta faculdade, que é a faculdade criativa expressa por todos humanos desde os primórdios de seu desdobramento evolucionário. De encarnação a encarnação, nos desdobramentos espirais da consciência, os veículos humanos são formulados nos planos etéricos, como matrizes do físico, pelo condicionamento da consciência individual e necessidades cármicas. Como nenhum humano pode usar a consciência por outro – em termos absolutos – isso significa que nós, individualmente, determinamos a qualidade futura dos veículos pelo exercício da consciência. Como tendemos, subconscientemente ou instintivamente, a nos identificar e às outras pessoas como “corpos”, consideremos o horóscopo como sendo a figura de um corpo: o círculo pode ser tomado como representando a pele, o "lado de fora do corpo físico"; os pontos planetários são os órgãos vitais, centros de percepção e todos os demais conteúdos corporais. Todos os corpos humanos são expressões densas de um plano ou ideia e a despeito de um humano poder parecer ao nascimento desprovido de sensopercepção ou estrutura orgânica e função, é importante reconhecer que todos os horóscopos humanos têm o mesmo número e tipo de fatores simbólicos. A ausência de um membro corporal ou órgão do sentido por toda uma encarnação não priva qualquer humano de seu conteúdo total dos fatores horoscópicos.
            Correspondentemente, se durante o curso da encarnação, a pessoa vivencia uma lesão de alguma parte corporal ou cessação de uma sensopercepção, seu horóscopo ainda permanece inteiro - ele não tem um planeta ou signo retirado. Isto significa que, como humano vivente e funcionante, seus potenciais permanecem intactos. A deficiência veicular desde o nascimento ou por acidente durante a encarnação representa o obscurecimento temporário da consciência, de forma específica, de potenciais. Experienciar deficiências crônicas ou incidentais é o resultado cármico de ter expressado uma consciência no passado que de algum modo contribuiu para outra falta ou limitação. Ao fazê-lo, o perpetrador do ato identificou-se com o obscurecimento e como consequência inevitável, para explorar plenamente aquele fator, deve experienciar o obscurecimento na experiência encarnatória. Se a vontade para sobreviver e desenvolver for suficientemente forte, a pessoa fará maiores esforços para compensar a deficiência corporal; a alma em desenvolvimento buscará compreender a causa de sua deficiência em acréscimo a seus esforços de perpetuar a sobrevivência física. É este último tipo de humanos que o astrólogo deve servir como terapeuta, pois no estudo do horóscopo, enquanto registro de consciência, ele pode auxiliar a pessoa aflita a compreender como regenerar seus padrões de consciência, mente e emoção.
            O caminho da "astroterapia" é provavelmente o caminho mais longo que pode ser palmilhado pelo astrólogo, pois cada passo nessa trilha deve ser realizado primeiramente em sua própria consciência. Assim como "a beleza está nos olhos de quem enxerga", o ideal de saúde deve ser estabelecido, degrau por degrau, na mente, emoção e percepção do intérprete astrológico. O astrólogo que através de qualquer fixidez ou congestão de atitude for incapaz de ativar programas de regeneração interiores deve na mesma medida direcionar suas energias e atenção para algum outro aspecto da questão, senão será parado em seu caminho logo em seu começo. O desejo de auxiliar outra pessoa a realizar mais saúde (alcançar maior realização de pleno bem estar saudável) pode ser alcançado apenas na medida em que o astrólogo carrega sua própria consciência com mais sanidade na forma de regeneração experienciada e com as subsequentes realizações das verdades espirituais oferecidas pelo simbolismo do horóscopo que ele estuda. A prova de seu desejo é atestada na medida em que ele busca mais claramente compreender as causas subjacentes às “evidências não saudáveis” em seu próprio mapa. Se ele não puder “encarar suas próprias causações cármicas”, como ele poderia perceber aquelas de outras pessoas? A vontade para a verdade é a Luz básica que deve ser acesa em seu próprio mapa; com aquela aplicação, com motivação sincera e idealismo, ele se qualifica para auxiliar os outros. O material técnico para a astrodiagnose – a correlação dos símbolos com partes e condições corporais – deve ser aprendida em primeiro lugar. A astroterapia começa quando o astrólogo ensina ao próximo como ele deve iniciar a utilização de sua consciência de modo específico e regenerativo para descristalizar e transmutar os "obscurecimentos" mostrados no mapa. O astrólogo, por ele ou por outra pessoa, usa a astroterapia quando se apercebe do seguinte, oferecido como sugestões básicas:
            O Sol: percepção de que a consciência de poder deve ser exercida pelo uso e aplicação corretos do Poder; O Poder é para o bom uso, não para a gratificação egóica; o impulso para sobreviver não deve se basear em uma luta competitiva com outros humanos, senão ser aspiração da realização da eternidade e da unidade da vida; o Sol simboliza a consciência da saúde através da auto-maestria.
            A Lua: perceber o significado e importância do mecanismo da mente instintiva enquanto armazém das memórias de vidas passadas; medos, tensões, e animosidades estimulados pela reação a relacionamentos domésticos, parentais, nacionais e raciais devem ser harmonizados e transmutados por (1) compreensão mais clara das leis da atração magnética cármica e (2) brecar a expressão de medos e tensões naqueles relacionamentos substituindo-a por atitudes mais cooperativas, construtivas, amorosas, amigáveis e sábias.
            Mercúrio: pare de usar o (grande) poder da palavra falada e escrita como veículo de expressão ao criticismo destrutivo, malícia, inverdade e preconceito; comece a usar os poderes transmutados do pensamento claro, sem ruídos, para avaliar mais verdadeiramente, para expressar encorajamento e julgamento construtivo, para abrir a mente com a disposição para aprender e considerar sugestões de auxílio; responder com entusiasmo e alegria às oportunidades de aprender e compreender; é sua prerrogativa treinar sua mente em qualquer direção que deseje e usá-la para perceber verdades; também é seu direito saber que apenas você pode expressar sua consciência - com sua luz ou escuridão - em palavras, e se você desejar atingir um nível superior de saúde mental você pode fazê-lo usando o poder da palavra para expressar aquilo que é verdadeiro e amoroso.
            Vênus: você não tem que ser indolente, preguiçoso e negativamente passivo; você tem recursos de energia para usar e pode aprender a expressar aquelas energias de forma a tornar a vida mais bela e inspiradora; você pode desenvolver seu senso de beleza disciplinando suas respostas emocionais de forma que suas expressões de consciência contribuam para a harmonização de seus relacionamentos com outros humanos; você pode se tornar mais cooperativo com, e apreciativo de, outras pessoas e automaticamente aprender a fazê-lo quando permitir sua consciência tornar-se mais perceptiva ao bom e ao belo que elas representam.
            Marte: quando a energia representada por este símbolo é usada para gerar potência e efetividade para ações construtivas e regenerativas, a crueldade, malícia, retaliações por medo e impulsos afins são diminuídos; o organismo físico retém as suas qualidades vital e magnética através da conservação motivada construtivamente e com tal disciplina interior, as realizações de capacidades, autoconfiança, e objetivos significativos são desenvolvidos.
            Saturno: tendências à cristalização e desvitalização são contrabalançadas quando a consciência do cumprimento alegre e amoroso das responsabilidades legítimas ocupa o lugar da sensação de dificuldade. No horóscopo individual, Saturno indica – por posição e aspectos – um ponto de grande necessidade de balanço através de preenchimento adicional; o desbalanço implícito tem sua fonte na negligência e no não cumprimento em uma vida passada daquele departamento particular de experiência. O valor terapêutico de Saturno reside na consciência da justiça imutável da lei espiritual evolutiva; culpa e complexos de remorso, com seus efeitos corrosivos e cristalizantes correspondentes sobre o corpo, podem ser soltos através do reconhecimento de que agora é a hora de fazer o que é correto, e ao fazê-lo, a obrigação cármica é assimilada na consciência, passando a se manifestar em atitudes saudáveis e razoáveis.
            Júpiter: como aquela de Marte, responde por um tipo de energia que precisa de controle e disciplina; em suas implicações negativas é o símbolo de voracidade e falsa compensação; sinceridade de motivo, palavra e propósito é a espiritualização da consciência representada por Júpiter, pois o poder da mente e coração sinceros é o antídoto contra a falsidade interna que predispõe ao desenvolvimento da insaciabilidade e compensações distorcidas. Júpiter simboliza a realização da verdade no homem e a aspiração rumo a julgamentos verdadeiros. Na consciência, a nobreza da verdadeira sinceridade deve suplantar a nobreza ilusória da falsa pretensão, engrandecimento e prosperidade.

            Netuno e Urano: os símbolos das percepções suprassensíveis e das áreas transcendentes da consciência; Netuno é o poder espiritual da , Urano o do amor impessoal; Netuno é o poder de visualizar internamente e idealizar – a pessoa que tem fé na existência da saúde pode visualizá-la por si mesmo. Urano é o impulso para a liberação e aquele que puder liberar-se das condições aprisionantes deve contribuir amorosamente para a liberação dos outros. Use estas interpretações como “alimento para o pensamento” e saiba que elas são apenas alguns exemplos que ilustram a “terapia da consciência humana pelo poder da Luz”.