quinta-feira, 10 de abril de 2014

CAPÍTULO XXVII – OS ASPECTOS DA CRUZ T E DA GRANDE CRUZ

            Estes dois aspectos são tidos por muitos leitores da astrologia como tendo um contexto consideravelmente negativo para os nativos que os representam. É fato que lições de vida de grande importância e significado evolutivo são indicadas por estes padrões. Também é verdade que o leitor de astrologia deve aprender a abordá-los de modo impessoal e não emocional, com calma filosófica, caso sua proposta seja interpretá-lo de modo a prestar um serviço.
            Qualquer proposta astrológica que tende a enfatizar a interpretação da experiência como sendo má, azarada, calamitosa ou trágica não pode ser verdadeiramente iluminadora; entretanto, este tipo de abordagem ocupa a mente de muitos leitores quando buscam interpretar até mesmo uma simples quadratura. Assim, a fusão do aspecto de oposição com quadraturas múltiplas, conforme se observa na Cruz T e na grande Cruz, representa para eles “algo tenebroso ao grau extremo”, uma qualidade de carma tão terrível que está quase ou além de qualquer possibilidade de resolução durante todo escopo da vida presente.
            Com justiça, nós astro-leitores devemos nos tornar mais conhecedores e reconhecedores dos princípios fundamentais da vida de modo que chamados a ler mapas que contenham estes padrões de tensões múltiplas, possamos exercitar a percepção correta e, portanto iluminar mais que exercitar a ignorância e o medo, que podem aumentar a tensão e a desesperança na consciência da pessoa em questão. Estes aspectos complexos podem ser vistos de vários pontos de vista do princípio que revela os segredos do destino como indicativos do estado e progresso evolucionários. Nossa responsabilidade e serviço estão focados na expansão da percepção do princípio.
            Para o percurso deste material, é sugerido que você prepare várias cópias do mapa de doze casas com os signos zodiacais arranjados em sequência a partir de Áries como signo ascendente; e também uma lista dos signos zodiacais de acordo com as “Cruzes” como segue:
            Cardinal: Áries e Libra, Capricórnio e Câncer; Fixo: Leão e Aquário, Touro e Escorpião; Mutável: Sagitário e Gêmeos, Virgem e Peixes.
            A sequência no sentido horário dos quadrados subsequentes: Áries: Câncer e Capricórnio; Libra: Capricórnio e Câncer; Capricórnio: Áries e Libra; Câncer: Libra e Áries; Leão: Escorpião e Touro; Aquário: Touro e Escorpião; Touro: Leão e Aquário; Escorpião: Aquário e Leão; Sagitário: Peixes e Virgem; Gêmeos: Virgem e Peixes; Virgem: Sagitário e Gêmeos; Peixes: Gêmeos e Sagitário.
            Consideração do “escopo planetário”: o escopo planetário mínimo para a Cruz T são três pontos planetários, dois dos quais estão em oposição um ao outro, ambos sendo quadrados pelo terceiro. O escopo planetário mínimo para a Grande Cruz são quatro pontos, sendo dois pares de oposições formando uma sequência de quatro quadraturas. O máximo escopo para ambos são todos os dez pontos planetários que podem estar inter-relacionados por órbitas próximas ou por órbitas “extendidas”. No caso de muitos aspectos Cruz T e Grande Cruz, de quatro ou mais planetas, a diferença numérica entre o primeiro planeta que aplica o aspecto e o último, pode chegar a doze ou treze graus; a extensão da órbita é válida porque os planetas estão inter-relacionados no mesmo aspecto.
            Considerando a qualidade do aspecto: A Cruz T e a Grande Cruz podem ser vistas como “puras” se seus pontos planetários ocuparem signos da mesma cruz – cardinal, fixo ou mutável; “mistas” se os planetas, ainda em uma órbita válida, ocuparem signos de uma mistura das cruzes. Alguns exemplos:
            Cruz T, mínima, pura: Vênus em 9 de Leão oposta a Júpiter em 9 de aquário, ambos quadrados pela Lua em Touro (ou Escorpião).
            Cruz T, mínima, mista: Vênus em 26 de Leão oposta a Júpiter em 28 de Aquário, ambas quadradas pela Lua em 2 de Sagitário (ou Gêmeos); Vênus e Júpiter estão em signos fixos e a Lua em mutável.
            Cruz T, múltipla (quatro a nove pontos), pura: Saturno 6 Libra, Júpiter 9 de Áries, Urano 14 de Câncer, Netuno 17 de Libra; a órbita de aspecto, de Saturno a Netuno é de onze graus.
            Cruz T, múltipla, mista: Plutão em 28 graus de Gêmeos, Marte 3 de Capricórnio, Vênus em 2 de Áries, Lua 8 de Áries: órbita de aspecto de dez graus, Plutão em mutável, os outros em cardinais.
            Grande Cruz, mínima, pura: Sol em 4 Peixes, Urano 2 de Virgem, Lua 7 de Sagitário, Júpiter 1 de Gêmeos – todas órbitas próximas, signos mutáveis.
            Grande Cruz, múltipla (nove pontos), mista: Urano 22 Capricórnio, Lua 23 de Câncer, Netuno 24 de Câncer, Mercúrio 19 de Libra, Marte 21 de Libra, Vênus 22 de Libra, Júpiter 26 de Libra, Sol 2 de Escorpião, Saturno 3 de Touro; órbita de aspecto 14 graus, Mercúrio a Saturno; mistura de cardinais e fixos.
            A experimentação com variedades de padrões de Cruz T e Grande Cruz usando vários signos ascendentes desenvolverá fluência no reconhecimento delas no estudo dos mapas. Comece com as “puras-mínimas” e progrida, por expansão, para mais complexas e variadas.
            Em relação à compreensão das razões e propósitos dos aspectos da Cruz T e da Grande Cruz, tenha sempre em mente a sentença do Princípio de Vida: a liberação de poder depende e sucede a focalização do poder. Por exemplo, a liberação do poder em atividade é focalizada pela Vontade para preencher um Propósito; liberação de poder como Amor é focalizada pelo contato no relacionamento e a ativação resultante da consciência mútua ou individual do Amor; liberação de poder como Ensinamento é focalizada pela necessidade do professor em dar expressão àquilo que ele aprendeu e a necessidade do estudante ao que está sendo expresso. Este princípio pode ser percebido pela pessoa que discerne, em todo aspecto da vida, experiência e planos de funcionamento.
            A implicação quase fatídica da dificuldade delineada pela Cruz T e pela Grande Cruz se deve ao fato delas representarem uma necessidade interna ou subjetiva de um método de focalização para a correção de tendências ao desperdício praticadas durante várias vidas passadas. Em outras palavras, estes padrões desenham um recolhimento carmicamente condicionado de forças que dizem ao leitor astrológico que aqueles princípios que governam o destino humano não permitirão que a pessoa portadora do aspecto continue com esta proposta de desperdício relativo em atitude e atividade. A presente encarnação é, portanto representada como a oportunidade carmicamente programada, através da relativa limitação do escopo, de trazer ordem à consciência a partir de um foco na experiência concentrada. Mapas que contém a Cruz T e a Grande Cruz portam padrões de vida que sempre revelam certa “circunscrição” ou “cerceamento” da experiência em formas especializadas; muitos e muitos anos e em alguns casos a vida toda são utilizados para a experiência pessoal em alguma fase ou atividade, relacionamento ou problema. Na medida em que a pessoa puder compreender e concordar com a necessidade daquela fase, como oportunidade de para disciplina, treinando integração, ou redenção, ela fará uso de seu padrão de Cruz T ou Grande Cruz.
            Mas na mesma medida em que resista, se ressinta e se rebele contra ela, as dificuldades implicadas no cerceamento e circunscrição se intensificarão. Devemos ter em mente que nenhum aspecto planetário tem como propósito a frustração ou a limitação. Somos nós que criamos o sentimento presente de frustração por não termos experienciado a vida de forma equilibrada no passado.
            Para trazer ordem ao caos nós criamos Institutos de Vida; pelo princípio da polaridade, medidas de reação na forma de nos concentramos e focalizarmos de maneira mais específicas de modo que a contínua repetição nos capacite a engendrar processos de alquimia consciente e inconsciente; para vencer a fraqueza pelo desenvolvimento da força, para transpor a ignorância pelo cultivo do conhecimento e da compreensão, para polir e refinar as cruezas das degenerações passadas e, portanto destilar a consciência dos poderes anímicos e espirituais.
            Nós determinamos as medidas e os passos de nosso desenvolvimento, mas as forças e Princípios de Vida, como mostrados em nosso padrão de aspectos planetários, proveem a substância para nossos processos de desdobramento em ambientes, relacionamentos e atividades nas quais e através das quais nós nos concentramos e focalizamos para fases específicas de preenchimento e crescimento.
            Do ponto de vista objetivo do leitor astrológico quando estuda um registro de Cruz T ou Grande Cruz, ele vê um humano que toma sua “experiência de Cruz” dentre um desses níveis: (1) desafio sem saída e sem esperança; (2) antagonismo, resistência irada e fricção; (3) fazer uso construtivo da experiência para ganhar treinamento, refinamento e crescimento. Isto é oferecido como uma pista na direção da síntese de valores espirituais no mapa. Na dependência da visão escolhida pela pessoa o astro-leitor saberá a melhor forma de aproximação para a interpretação dos padrões tensionais.
            Um dos pontos mais importantes no estudo da Cruz T é encontrando quando se pensa nela como uma combinação de linhas de força. Na imaginação, coloque-se no centro de uma cópia da grande mandala; ao redor de seus pulsos estão amarradas três cordas cujas extremidades estão nas mãos de três pessoas que se encontram sobre as cúspides de Áries, Libra e Câncer; estas três pessoas estão tentando puxá-lo na direção delas – para longe de sua posição no centro; você está tentando manter sua posição e para fazê-lo você deve resistir às três direções de tensão. Áries e Libra, opostos entre si, representam o aspecto da oposição da Cruz T. Câncer em quadratura a ambos é o ápice da Cruz T; se a pessoa em Câncer soltar sua corda o cabo de guerra fica entre Áries e Libra, mas enquanto Câncer também tentar puxá-lo, você tem que tentar reagir à sua puxada. Você faz isso exercendo sua contraforça na direção do que seria o ponto de Capricórnio - oposição a Câncer.
            Portanto, o ponto de oposição ao ápice da Cruz T é tão importante de ser estudado como os demais três, pois ele representa psicologicamente e espiritualmente falando, a qualidade que você deve exercitar e desenvolver quando os conflitos e fricção representados pelos três pontos da Cruz T ameaçarem puxar você para fora de seu centro; ele representa as qualidades e poderes espirituais que seu Eu Superior está buscando para torná-lo consciente a fim de que desenvolva integração e balanço internos. No estudo de um mapa que contenha o aspecto Cruz T, pense cuidadosamente ao signo em oposição ao ápice e as condições indicadas pelo seu regente planetário. No estudo dos tempos (trânsitos maiores, progressões, etc.) observe cuidadosamente aqueles períodos quando ocorre atividade sobre o ponto oposto ao ápice, pois estes momentos sempre trazem oportunidades significativas de testes para manter e desenvolver postura interior e serenidade pela polarização espiritual das tendências negativas despertadas pelo estímulo dos planetas da Cruz T.
            Planetas são pessoas: os padrões e tendências de sua consciência são ativados ou estimulados pelo seu contato com outras pessoas – esta ativação torna possível o que chamamos de experiência. Entre as pessoas mais importantes na vida de alguém que tem uma Cruz T em seu mapa, estão aqueles que colocam planetas no signo oposto ao planeta no ápice da Cruz T. Os planetas deles podem estar não regenerados, regenerados ou variavelmente aspectados, mas em qualquer desfecho em algum grau, eles representam aquilo que a pessoa com a Cruz T está buscando encontrar dentro de si mesma para alcançar maior integridade psicológica e espiritual. Se a qualidade correspondente na outra pessoa não está regenerada, ele será um teste muito significativo para a pessoa com a Cruz T; se regenerado, ele será – potencialmente ao menos – um auxiliar, um inspirador, um bom exemplo, um ideal. Se esta qualidade estiver variável, então estude a tendência mais pronunciada pelo estudo do trânsito do encontro entre as duas pessoas; tente determinar se a tendência não regenerada ou regenerada estava mais em evidência no momento em que elas iniciaram o relacionamento. Você pode descobrir que as melhores tendências da pessoa variável foram estimuladas naquela época, indicando que seu propósito sobre a pessoa com a Cruz T é basicamente de auxílio e elevação. Colocar em uso o poder espiritual e a qualidade indicados pelo signo oposto ao ápice da Cruz T é magia branca criativa pois representa um altíssimo grau de alquimia espiritual sobre a consciência.
            Para o estudo e análise da Grande Cruz, sugere-se que seja feita uma mandala deferente para a mesma e a estude de forma separada do mapa natal em primeiro momento, guardando em mente que as linhas de força a partir do centro do horóscopo ou da mandala, indicam duas oposições polares entre si e quatro quadraturas que interagem entre si. Então por clareza e eliminação de confusão no pensamento, crie uma mandala para cada planeta da Grande Cruz que inclua todos os aspectos natais em relação àquele planeta particular. Desse modo você pode dissecar todas as evidências de alquimia e potencial regenerativo que podem ser utilizadas pela pessoa para obter crescimento espiritual a partir das experiências indicadas pela Grande Cruz. A Grande Cruz é realmente um pequeno horóscopo dentro do natal – uma concentração de forças de consciência que, se usada construtivamente e criativamente, podem tornar a encarnação presente um passo ascensional muito importante na espiral evolutiva. Sua palavra chave básica pode ser: concentração evolutiva necessária de consciência e habilidades para o uso construtivo. O mau implicado na Grande Cruz é uma interpretação individual apenas; seu propósito é aumentar o bem do indivíduo através da focalização.
            Concluindo há algumas abordagens especiais que poderiam ser levadas em consideração. O aumento da percepção dos poderes da fé em leis espirituais e paciência – o uso correto do Tempo – será particularmente de auxílio para uma pessoa que tenha Saturno na configuração de uma Cruz T ou Grande Cruz; ele deve ser encorajado a praticar a espiritualidade construtiva, pontos de vista de longo prazo em relação às suas experiências, pois suas necessidades para esta disciplina são especialmente urgentes para seu tempo de vida.

            Se a lua estiver configurada em qualquer destes padrões de aspectos, o conhecimento científico concernente ao propósito e à ação da mente instintiva será de benefício particular; porque está pessoa assumiu um grande compromisso para esta vida, em limpar resíduos negativos de vidas passadas. Se o regente planetário estiver configurado, isso evidencia que a pessoa experienciará considerável refocalização através de dificuldades físicas; informações concernentes às relações do oculto ou espiritual das leis com as condições físicas podem oferecer as respostas para suas maiores necessidades espirituais. Se Urano for o fator, o exercício no ajuste inteligente a mudanças está indicado como parte da assinatura espiritual – especialmente se Urano estiver quadrando ou opondo Saturno e Saturno tiver a influência predominante no mapa de maneira geral. A inclusão de Júpiter nestes padrões indica que a sinceridade na motivação deve ser exercitada para neutralizar ou alquimizar as tendências de falsa modéstia e compensações infrutíferas. A inclusão de Mercúrio indica que a disciplina mental e a clareza devem ser destiladas da concentração na experiência assim como na melhoria nos métodos de comunicação. A inclusão do Sol nestes padrões é especialmente significativa; a proposta básica da concentração da experiência é para – evolutivamente – voltar a atenção da pessoa em direção a Deus, para realizar sua verdadeira Fonte de Vida e Ser.

sexta-feira, 7 de março de 2014

CAPÍTULO XXVI – OS “BONS” ASPECTOS



            A função dos aspectos de sextil e trígono é revelar graus relativos de consciência regenerada da humanidade. Eles são nossos pontos de iluminação; nossos “impulsos em direção ao Bom maior” (sextil) e “realização do Bom manifesto” (trígono). O sextil é o processo pelo qual o trígono é criado.
            O astrólogo filosoficamente inspirado nunca pensa ou se refere ao sextil e ao trígono como aspectos de “sorte”, porque ele sabe que cada fator em um horóscopo é um efeito de uma causa específica; a causa original foi, obviamente, uma expressão em ação de um nível particular de consciência no passado. Ele reconhece que todo sextil em um mapa representa certo trabalho de regeneração que, iniciado no passado, foi trazido a tal ponto de eficiência que ele agora se apresenta como um dínamo para a realização de mais e maiores poderes regenerativos nesta encarnação. Ele reconhece que cada trígono é um registro de equilíbrio no relacionamento entre dois fatores planetários; um trígono é sempre o resultado de regeneração da consciência – ele nunca é um afortunado “acidente de hereditariedade” de forma alguma ou em qualquer nível de desenvolvimento.
            Para muitos, o sextil é considerado um aspecto “menor” ou “pequeno”; talvez esta interpretação seja feita devido ao aspecto envolver apenas 60 graus – metade de um trígono. Quando estudamos o símbolo do sextil somos alertados ao fato que o sextil é tão “maior” quanto qualquer aspecto; quando reconhecemos sua significância como figura das fases dinâmicas da evolução, percebemos que ele é um dos mais importantes dentre todos os símbolos astrológicos, sendo aquele pelo qual o astrólogo, ao compreendê-lo, pode oferecer maior auxílio aos que estão procurando melhor percepção de suas próprias fontes de Luz.
            A forma geométrica essencial do símbolo do aspecto sextil é hexagonal – uma figura de seis lados iguais que repousa, assim como a quadratura e o trígono, sobre uma base horizontal. Os pontos de partida cíclicos da quadratura e do trígono são o ponto médio e a cúspide da segunda casa, respectivamente; o sextil “começa” no Ascendente – o primeiro fator que revela a qualidade dinâmica essencial e significância do aspecto. Assim como o trígono, progressos pelo hexágono é feito a partir de diagonais nos pontos de virada; uma diagonal composta de horizontal e vertical implica na abstração de “para cima e para frente sempre” – o símbolo da evolução espiritualizada.
            A primeira diagonal do hexágono corta através da primeira e segunda casas e estabelece contato com a cúspide da terceira casa. Em outras palavras, ele passa por um atalho através do potencial de desejo da segunda casa e diretamente conecta o “EU SOU” do ascendente com o “Eu Penso” da terceira casa. Seguindo adiante no hexágono vemos que as outras cinco linhas cortam através das casas que abstratamente relacionadas com os signos de água e de terra e que o símbolo todo tem, assim como seus pontos estruturais, as casas relacionadas aos signos de fogo (Espírito) e de as (Mente). (Estas casas são também identificáveis pelos dois pares de “relações paralelas” – primeira e sétima, terceira e nona – mais as duas casas do potencial de poder do Amor – a quinta, e sua polaridade espiritualizada, a décima primeira). O símbolo nos diz que o aspecto do sextil representa os recursos propulsores dinâmicos e positivos da consciência humana – ele corta através dos níveis do desejo e do instinto – colocando em expressão aqueles fatores da consciência que neutralizam os miasmas nos recursos subconscientes dos sentimentos intensos.
            Os símbolos da quadratura e dos trígonos são “fechados”, representando um estado de consciência no qual algo definido foi alcançado. A quadratura é não regeneração que se tornou “encarceramento” – ela deve ser forçosamente afrouxada por agências regenerativas de modo que a evolução possa continuar; o trígono é um nível específico de florescimento – um nível de sincronização interior e equilíbrio. Ele será no tempo certo descristalizado assim como a flor é descristalizada em seu próprio tempo, de forma que os novos processos de vida da planta possam progredir. Os dois planetas envolvidos no aspecto do trígono estão destinados a entrar em relação de trígono com outros planetas no futuro, de forma que a qualidade “estática” da sua relação presente se tornará, no tempo certo, sujeita às forças evolucionárias para a criação de novos padrões de experiências a partir dos quais novos trígonos resultem.
             Na experiência humana vemos esta descristalização de trígonos representadas quando consideramos aquelas coisas que representam felicidade, harmonia e contentamento para uma criança de 6 anos e que não trazem satisfação para um homem de 40. Aquilo que pode representar o florescimento de uma cultura de aborígenes na floresta pode parecer infantil para uma pessoa que está se manifestando como membro de uma sociedade verdadeiramente cultural. “Qualquer planeta em trígono com outro planeta” representa essencialmente, um florescimento de consciência; mas, as manifestações dos trígonos são relativas ao desenvolvimento evolucionário.
            Quando consideramos o símbolo do sextil, estamos olhando para uma figura de “linhas de força”. Este símbolo, diferente de outros símbolos de aspectos, abre uma figura de radiações a partir do centro. Uma vez que é aberto, há uma implicação de indefinição de forma. Ele é de fato processo em progresso ao invés de algo alcançado. As seis linhas – cúspides das casas de ar e fogo – representam uma carga de nova luz e calor a partir do centro; não do centro em si, mas daquilo que emana dele.
            O aspecto de sextil é o princípio de alavancagem e contraforça. Ele tem que ter algo para trabalhar contra e, em relação aos níveis de consciência humanos, a coisa contra a qual ele trabalha contra é sempre um estado não regenerado. Nós não podemos permanecer em um estado específico indefinidamente; fazê-lo seria assegurar estagnação. (Traduza “estagnação” significando “morte”). O aspecto de sextil é o mecanismo pelo qual o Progresso Cósmico se expressa através de nós para descristalizar congestões tornando possíveis as grandes mudanças alquímicas de transmutação e liberação regenerada de potenciais.
            Dois planetas em aspecto de quadratura denotam um estado de inércia através da não regeneração; estas forças devem, se a Vida for expressão progressiva através de uma pessoa, ser descristalizadas de forma que as energias da alma possam ser redistribuídas tornando possível um relacionamento harmonioso eventual como um trígono. Um planeta que faz sextil com um dos dois planetas da quadratura é a agência alquímica – contraforça contra a inércia da quadratura. A troca vibracional entre estes planetas é o potencial de descristalização para redirecionamento das energias do planeta quadrado. É como um produto químico colocado na água que torna o processo da lavagem mais fácil e bem acabado, ou o líquido que amolece a gordura de um cano, de forma que o cano pode mais facilmente drenar a água a ser descartada. Quando os dois planetas de uma oposição estão respectivamente trinados e sextilados por um terceiro planeta, é o planeta do sextil que está sendo trabalhado pela agência regenerativa. Se você tiver a opostunidade de estudar um mapa em que um planeta apresenta apenas faz sextil com outros planetas, dê atenção muito especial a este planeta; pois seu cultivo depende muito do desenvolvimento espiritual da pessoa; este planeta provê uma siginificativa contraforça contra muito do que pode estar se apresentando como não regeneração.
            Dois planetas que se apresentam em um sextil não aspectado contam uma história que em sua inter-relação evolucionária foram permitidos a sair para um bom começo – uma indicação de percepção direta da expressão regenerativa e uma bela promessa de florescimento para um relacionamento de trígono não está longe no futuro. Entretanto, o trabalho regenerativo deve ser expresso continuamente para fazer este florescimento possível; complicações por padrões não regenerados podem resultar em “trabalho arruinado”. Ajude esta pessoa a compreender os princípios destes dois planetas de modo que possa saber como fazer trabalhar estas expressões particulares como neutralizadores para outras vibrações do tipo não regenerado, e desenvolver seus potenciais em relações de reciprocidade. Devemos dar atenção muito cuidadosa ao estudo dos sextis e semi-sextis que encontrarmos em qualquer mapa; nós reconhecemos que eles são os trabalhos da consciência regenerada para descristalizar e redistribuir padrões energéticos que se tornaram estagnados na não regeneração.
            O símbolo do trígono, quando relacionado ao mapa abstrato, coincide com as cúspides das casas 2,6 e 10 – um triângulo equilátero que repousa sobre a base horizontal. Simétrico como o trígono de água, o trígono de terra também representa, pela sua horizontalidade, uma paz – um “descanso perfeito”. Neste símbolo vemos a consciência humana aproveitando os frutos do esforço construtivo; após uma fase de redirecionamento, o pleno florescimento é realizado e desfrutado – seja em momentos durante a encarnação ou durante um ciclo de encarnação.
            Alguns astrólogos correlacionam o símbolo do trígono com o significado essencial do planeta Júpiter – devido, supõem-se, à “alegria” ou “boa fortuna” pela qual eles identificam aquela vibração benevolente. Júpiter, com todo devido respeito a suas inúmeras virtudes, é uma vibração dinâmica; o trígono é equilibrado, uma indicação de harmonia interior, o florescimento da consciência espiritualizada, uma percepção do Eu Superior – todos, resultados de esforços transmutativos.
            Aplique o triângulo com base horizontal ao mapa de doze casas e perceba que, ciclicamente, ele começa na cúspide da segunda casa; ele viaja através da cúspide da sexta casa e a seguir, diretamente para a cúspide da décima casa. O mapa é a representação da evolução da consciência humana através de padrões de experiência e, portanto o significado interior do trígono deve ser encontrado na consideração das casas que ele abstratamente representa, e a partir daí ser deduzida a vibração planetária com a qual mais proximamente ele corresponde. Uma vez que o trígono representa resultado regenerado, vamos aplicar palavras chave regeneradas às três casas envolvidas:
            Segunda casa: “posse e desejo de posses” foram transmutados para consciência da troca correta de dinheiro e bens materiais, serviço perfeito e a resultante regeneração dos relacionamentos entre pessoas que aprenderam a dirigir as trocas financeiras através do sentimento correto entre as partes.
            Sexta casa: A consciência de “Trabalho” é regenerada para uma expressão de Serviço Amoroso como liberação dos potenciais da quinta casa; como extensão da regeneração da segunda casa, pessoas que trabalham e pessoas para as quais se trabalha estão em relação de equilíbrio e simpatia mútuos; as trocas monetárias e de commodities estão balanceadas pelas trocas em valor de trabalho; a consciência correta da troca monetária se correlaciona com a melhor expressão do potencial de trabalho. “Capital versus Trabalho” é transmutado para “Capital e Trabalho” harmoniosamente integrados como base – a linha horizontal – para a estrutura vertical ao terceiro ponto que é:
            A décima casa: a conquista de uma Sociedade perfeita, incluindo e englobando as melhores expressões de todas as classes e níveis evolutivos da humanidade. Uma vez que as casas de terra sucedem as casas de fogo, configura-se a figura de que a sociedade perfeita é a manifestação dos poderes de autoconsciência, amor e sabedoria de todas as pessoas. O aspecto do trígono em um horóscopo individual representa uma percepção alcançada de algum nível ou fase, da relação correta do indivíduo como o mundo em seu aspecto mais amplo; o símbolo em si, como abstração do Grande Horóscopo, representa o florescimento espiritual, cultural e econômico da humanidade, como uma entidade (hierarquia), em seu caminho evolucionário.
            Civilizações crescem, florescem e fenecem; indivíduos crescem para, passam através e transcendem “pontos de descanso” em sua experiência individual, mas o trígono é o ápice, a “conquista perfeita” – o florescer do melhor na consciência individual ou coletiva. Sua correlação planetária não é Júpiter, mas Vênus, o arquétipo da essência feminina da consciência – Harmonia, Amor e Beleza destilados das lutas e crescimentos de todas as pessoas; mel destilado do néctar das flores; a perfeição da linha, estrutura e cor do corpo humano cultivado; o brilho e as irradiações da joia meticulosamente cortada: cultura que representa o melhor das realizações da humanidade.
            Através de seus trígonos você está consciente da sua consciência de Deus – você está “sintonizado” com o seu melhor: a amplitude, beleza e harmonia das suas condições exteriores são o reflexo de sua consciência regenerada. Faça mais que simplesmente usufruir seus trígonos – compartilhe-os com todas as pessoas que você contatar mantendo sua “consciência trina” viva e expressiva sempre. Deste modo você não apenas compartilha seus tesouros, mas pelo poder das vibrações simpáticas, você “ativa” outras pessoas para uma maior consciência de seu Bom interior, estimulando os bons aspectos em seus mapas.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CAPÍTULO XXV – OS “MAUS” ASPECTOS

            Houve um tempo que o escritor compartilhava a compreensão comum a muitos estudantes de astrologia de que a quadratura e a oposição sendo “maus aspectos” significariam a mesma coisa; e ainda que os “bons aspectos” trígono e sextil eram pensados da mesma forma. Veio um tempo em que o escritor percebeu que se a quadratura e a oposição, assim como o sextil e o trígono representassem a mesma coisa, então teriam o mesmo símbolo para representar ambos os pares de aspectos. Deve ser claro na mente dos estudantes que cada símbolo utilizado na astrologia tem seu significado único e particular e que nenhum para de símbolos pode significar a mesma coisa. Não há exceção a esta observação. Estes símbolos são figurações de profundas realizações espirituais dadas à Humanidade pelos Grandes, tempos atrás.
            Se o progresso da roda do ascendente à décima segunda casa representa a evolução cíclica, a colocação dos planetas por signo e casa a focalização da consciência para a expressão durante a encarnação, então os aspectos representam o mecanismo do espírito em ação – o como desta expressão sem fim. As ciências mecânicas requerem um conhecimento dos pesos, alavancas, balanços e contrabalanços, gravidade, propulsão e assim por diante; em outras palavras, os princípios de como o mecanismo funciona para alcançar certo resultado. Um horóscopo, obtido a partir de sua apresentação geométrica, contém figuras da manifestação destes princípios na encarnação humana como expressões da consciência, e cada símbolo utilizado nesta ciência particular representa uma essência ou uma função daquela essência.
            A abordagem dinâmica da psicologia humana provou que uma mudança de ponto de vista frequentemente torna possível a determinação da causa de um problema e revela a direção necessária a ser tomada. Nós, como estudantes de astrologia, tendemos a cristalizar nosso ponto de vista dos aspectos quadratura e oposição e determinar, mentalmente, que eles são maus aspectos. As palavras “bom” e “mau” têm sido parte de nossa imagem mental desde que fomos capazes de interpretar qualquer coisa; se buscarmos uma abordagem construtivista da astrologia psicológica, devemos mudar nosso ponto de vista e atitude em relação aos significados destes símbolos particulares de expressão de energias.
            É um ponto debatido esta referência a “maus” aspectos. Será que pessoas desinformadas astrologicamente, passando por problemas pessoais, podem realmente ser ajudadas se suas mentes e sentimentos são impressos por referências aos “maus” aspectos em seus mapas? Não há como escapar – todos temos reações subconscientes e instintivas a palavras como “mau” – elas acendem nossas imagens interiores ou memórias dos padrões experienciais do feio, sofrido, amedrontador e do difícil. O astrólogo que diz: “Ah, isto é muito sério – você tem um mau aspecto entre Saturno e Marte” se arrisca a provocar um estado de depressão no cliente. Há algo tão ameaçador nesta sentença que, por gentileza e misericórdia, não devemos apresentar estas interpretações a pessoas que vem a nós para auxílio.
            Astrólogos que se fixaram na “maldade” dos aspectos de quadratura e oposição são aqueles que não se perguntaram sobre o significado real destes símbolos. Por “significado real” se quer dizer significado espiritual ou filosófico. Desde que devemos identificar estes símbolos de forma a transmitir nossos pensamentos, mudemos nossa abordagem verbal para algo que o cliente possa reagir mais favoravelmente.
            Sugere-se que a palavra “atritivo” substitua a palavra “mau”. Todos compreendem que atritivo significa resistência, e que esta palavra não incomoda tanto as pessoas. Além disso, como no caso de um fósforo que por fricção (atrito) se acende, o resultado é luz e calor. Assim é conosco em nosso interior e nossos aspectos de quadratura e oposições. Certos níveis de nossa consciência se atrita com outros níveis; o resultado é uma ignição de consciência a partir da dor reativa, que serve para apontar a necessidade de um redirecionamento de consciência. Desde que todos os padrões planetários do horóscopo estão englobados no mapa, vemos que a humanidade interpreta a experiência a partir de dentro – na consciência – não de fora. Em outras palavras, a fonte de nossas interpretações-experiências não são as experiências em si, mas nosso próprio centro de consciência e reação.
            Consideremos os símbolos da quadratura e da oposição em termos de sua figura abstrata essencial. Use um mapa em branco com as doze casas para cada. Para a quadratura, conecte os pontos médios das casas fixas (2,5,8,11) por linhas retas; o resultado é um quadrado repousando sobre uma base horizontal que começa, ciclicamente, na segunda casa. Este é o símbolo que utilizamos para o aspecto da quadratura entre quaisquer dois planetas no horóscopo.
            As casas envolvidas nesta figura são as “casas de recurso”, os inexauríveis recursos de intensos desejos, sentimentos, amor e capacidades. Estas quatro casas e seus signos abstratamente relacionados (Touro, Leão, Escorpião e Aquário), incluem nossos mais profundos potenciais de reação. Todo estudante de astrologia sabe que há dois outros quadrados, o cardinal e o mutável; mas é o quadrado fixo que é utilizado para portar essa abstração da “maldade” – dificuldades e dores, tristezas, limitações e todas as maneiras de negativismo. Este símbolo nos diz, quando ele relaciona quaisquer planetas em quaisquer dois signos ou casas, que a presente necessidade de regeneração entre estes dois pontos é muito grande. Note que no desenho do quadrado, quando chegamos ao final da horizontal inferior – na quinta casa – nós fazemos um ângulo reto, não diagonal para a direita ou esquerda, mas diretamente para cima, de modo a progredir mais no caminho espiritual. Assim é com as outras viradas – ângulos retos em cada canto. Assim o aspecto de quadratura é visto como sendo descomprometido em suas demandas de consciência; por esta razão o aspecto de quadratura é tido como sendo o “mais difícil”, o “pior” ou o “mais maligno” dentre as relações planetárias. Somos taxados mais severamente em nosso desenvolvimento nesses pontos. Por quê?
            O horóscopo, como um todo, é uma composição da consciência da pessoa dos princípios cósmicos – em seu nível evolutivo particular. Portanto se segue que dois planetas quaisquer em um mapa não são “maus planetas”; simplesmente significa que a pessoa está em um estado de consciência de relativa insensibilidade ao princípio. A sensibilidade individual pode ser muito variável e esta variedade é mostrada pelos aspectos atritivos múltiplos a cada planeta do mapa: o planeta pode estar quadrado por Marte e oposto pela Lua, mas em trígono com Vênus e em Sextil com Plutão. Estamos destinados a experienciar padrões de reação a cada planeta em relação a cada outro planeta de modo a completar nosso destino vibracional como seres humanos; nada menos que isso.
            Como nossas experiências são, em uma análise final, desencadeadas pelos nossos contatos com outras pessoas e devido a nos projetarmos nas relações de acordo com nossa consciência, ocorre que as projeções não regeneradas criam padrões de destino que nos retornam na forma de experiências de uma qualidade dolorosa ou “má” qualidade. Sofremos através desses alertas pois somos feitos para perceber, pelas nossas reações às outras pessoas e experiências, nosso próprio estado não regenerado. O Eu superior nos “grita”: “Estude isso e aprenda com isso; nao faça isso para outra pessoa, você o fez muito frequentemente no passado; eu insisto que você redirecione sua reação quanto a esta particular experiência de relacionamento, pois se não o fizer continuará a dirigir erroneamente sua energia e escurecer sua consciência mais do que nunca”. Assim, o padrão que aparece como quadratura no horóscopo entre dois planetas representa a necessidade, nesta encarnação, de uma drástica revisão na consciência. A palavra “atritiva” prova seu valor aqui devido aos fogos da estarem mais intensamente acesos nestes pontos e através da dor-reação – a luz mais brilhante é dirigida para os cantos mais escuros. O Eu superior está buscando reestabelecer a sincronização harmoniosa com sua consciência tornando possível sua percepção dos resultados indesejáveis do contínuo mal direcionamento de suas energias, mostrando a você a necessidade de fazer uma reviravolta em seu caminho.
            Os aspectos da quadratura e da oposição têm um fascinante “denominador comum”. Aplique o símbolo da oposição à segunda roda em branco, utilizando as cúspides das casas 2 e 8 como diâmetros; desenhe círculos ao redor destes diâmetros, que claro, sejam tangentes um ao outro no centro do mapa. Os diâmetros dos dois pequenos círculos formam juntos, um diâmetro do próprio círculo e este diâmetro conecta os pontos médios das casas 2 e 8; ciclicamente falando, o ponto de partida deste símbolo é o mesmo que o ponto de partida do quadrado fixo. O recurso de desejo da segunda e oitava casas é comum a ambos os símbolos, e o processo espiritual fundamental e oculto implícito é regeneração.
            Uma peculiaridade do aspecto de oposição é que ele “polariza” o mapa. O ponto mais baixo do símbolo está no quadrante “individualista” do hemisfério inferior; o ponto mais alto, na oitava casa, é a “extensão” do mais baixo. A segunda casa é “lidar com o material”; este é elevado à sua oitava superior através da transmutação da natureza de desejos nas relações com as pessoas: o Poder do Amor em efetuar a redenção da consciência. Deve haver alguma razão muito importante para os dois círculos pequenos, deste símbolo, serem conectados por uma diagonal de 45o ao invés de uma horizontal ou vertical. Uma horizontal é toda direita e esquerda; uma vertical é toda para cima e para baixo. Entretanto, a diagonal deste símbolo é para cima e para frente, uma composição de vertical e horizontal, o conceito essencial de todo processo e proposta evolucionários.
            A opinião consensual é de que o aspecto da oposição implica em uma necessidade de escolher entre uma coisa e outra. Alguns astrólogos interpretam isso como significando que deveríamos escolher um planeta para funcionar, mesmo em detrimento do outro. Outros dizem que deveríamos realizar um esforço para utilizar ambas as vibrações planetárias ao mesmo tempo, da melhor forma que pudermos. A primeira destas abordagens é basicamente insustentável; não podemos deixar de lado nenhum de nossos fatores astrológicos – nós vivemos com e expressamos todos através de todo o curso da encarnação. A segunda abordagem se aproxima muito mais das atuais necessidades do aspecto, pois ela nos instrui a utilizar ambos os fatores planetários. Entretanto, o Eu superior nos fala através do próprio significado do aspecto. Você vai expressar estes dois planetas não regeneradamente ou regeneradamente? O ponto não é qual dos dois planetas você vai expressar, mas qual das duas oitavas de consciência você vai expressar – aquela que você tem estado, tende a permanecer e que deveria agora estar saindo dela, ou aquela para a qual você está evoluindo, aquela que te remete para dentro ou para fora? Aquela que é autopreservação ou autodesenvolvimento? Aquela que resulta na parada da realização ou aquela que abre as portas de sua consciência à percepção da beleza, verdade e bondade? Este é o significado esotérico do aspecto da oposição e pelo qual podemos compreender por que a palavra chave percepção é usada para identificar seus propósitos.
            Assim como em cima, é embaixo. Quando o Sol e a Lua entram em conjunção a cada 28 dias uma nova “inspiração” é tomada pelo corpo vibracional da humanidade; duas semanas mais tarde esta “inspiração” é “exalada” na Lua Cheia. Esta ação é a grande vida oscilatória e rítmica de nossa existência oculta e o padrão – concepção e expressão – é experimentado por todos os nossos órgãos vibracionais em relação não apenas com os planetas, mas – e isso é importante – também os signos de sua dignidade. Assim como cada órgão de nossos corpos físicos tem sua própria forma padrão de crescimento, função, e realização, também cada planeta o tem em relação com o corpo todo de consciência.
            Um planeta no signo de sua dignidade “retornou à sua base” após uma passagem através do zodíaco; sua essência acumulada, destilada das suas experiências através de muitas encarnações passadas está agora com força total e pronta para iniciar um novo ciclo a partir das bases evolucionárias dele e sua. Um planeta no que chamamos signo de seu “detrimento” não é um planeta “mau”; ele está a meio caminho ao redor de sua própria órbita evolutiva, fazendo oposição com o signo de sua dignidade – o mais longe de “casa” que ele pode. Um mapa contendo planetas em signos de seu “detrimento” revela que a pessoa, em consciência, está naquele ponto crítico em seu ciclo evolutivo presente, e qualquer aspecto atritivo àquele planeta representa uma via para suas maiores potencialidades regenerativas. Esta encarnação, com planetas em detrimento, é muito significativa por que a pessoa se aperceberá de suas deficiências interiores de maneira muito aguda.
            Se um planeta em detrimento se apresenta como o regente do mapa (regente do signo Ascendente) então a criticidade desta encarnação se intensifica. O regente do mapa é o símbolo planetário da consciência do EU SOU: no signo de detrimento – oposto a sua própria dignidade – o mapa pode realmente contar uma história de grande conflito espiritual uma vez que os aspectos atritivos a um regente “detrimentado” torna possível que a pessoa se identifique com a escuridão. Ele tende a interpretar seus próprios potenciais da personalidade através de sua consciência não regenerada e vivendo daquela forma, pode arriscar um acentuado “retrocesso” em sua evolução. Os aspectos regenerados do mapa com o regente aí posicionado servem para torná-lo inconscientemente voltado “em direção à luz” e vivendo por estes padrões, ele assegura uma virada para cima em seu desenvolvimento, não apenas para esta encarnação, mas para todas as seguintes.
            Assim como o nascimento físico é o resultado da concepção e a Lua Cheia é o resultado da lunação previa a ela, também um aspecto de oposição entre dois planetas é a percepção que resulta da conjunção destes dois planetas em algum momento de encarnações passadas da pessoa. Não há efeitos sem causas, e desde que o padrão cósmico se manifesta em todos os planos, devemos saber ao estudar o aspecto de oposição que nesta encarnação a pessoa está se apercebendo destes dois poderes vibracionais particulares, ou qualidades, em sua própria natureza de forma muito importante e significativa. Reconheça que as tensões interiores podem ser muito grandes mesmo com apenas um aspecto de oposição no mapa. Os padrões de experiência representados pelos planetas envolvidos – por regência ou por ocupação – demandam e tornam urgente a expressão da natureza regenerada e espiritualizada da pessoa. Repetir as qualidades atritivas não regeneradas manterá a pessoa na “escuridão” não apenas nesta encarnação, mas talvez por vários “capítulos” a virem – e os testes serão no futuro ainda mais severos.
            A criticidade deste aspecto é claramente demonstrada quando o aspecto da oposição é ativada por eclipses, luas progredidas, ou aspectos planetários progredidos fazendo quadraturas simultâneas aos dois planetas. Nesta estimulação do aspecto, o resíduo não regenerado na consciência da pessoa – em qualquer idade – “sai da casinha” e ela experimenta um teste de suas capacidades regenerativas que pode ser bastante severo. Por outro lado, quando a oposição é ativada por um planeta em trígono e o outro em sextil, então o que de regeneração já se estabeleceu pode ser utilizada para lidar com a experiência manifesta. A ativação “favorável” do aspecto de oposição sempre implica, em algum grau, um teste, mas “mais do melhor da consciência” estará mais prontamente acessível.
            No que se segue é vista a razão pela qual o aspecto de oposição é universalmente considerado “não tão mau” como a quadratura; porque mesmo que os dois planetas envolvidos não tenham outros aspectos, o padrão como um todo é ativado quatro vezes pela combinação de trígonos e sextis em relação às duas vezes que ele é quadrado. Muito mais “elasticidade” é aproveitada e os impulsos de regeneração são muito mais numerosos no longo prazo.
            Um final feliz: tanto a oposição como a quadratura podem ser “salva-vidas” de grande benefício quando feitas por um Saturno em um mapa sem nada de terra. A pessoa com este mapa precisa lastro, precisa controle e direção, precisa de canalizadores para suas energias. Tal Saturno simplesmente diz – e isso prova que a quadratura e a oposição não são essencialmente más – “Eu observarei que você mantenha seus pés no chão, de modo que sua vida possa ser vivida com propósito e construtivamente; você terá responsabilidades a cumprir, ambições a alcançar, e qualidades a regenerar e redirecionar; minha vibração, apesar de parecer te colocar para baixo às vezes, é realmente sua maior benção porque ela o manterá alinhado às correntes da experiência em desdobramento”.

            A vida não nos pune através de quadraturas e oposições; ela ensina nossas mais necessárias lições através delas,

 desde que desejemos nos aperceber de nossas necessárias transformações.