terça-feira, 16 de setembro de 2014

CAPÍTULO XXXII – O HORÓSCOPO ABSTRAÍDO

Livre tradução de: http://rosanista.users4.50megs.com/library01/siaeng40.htm



        Esta abordagem de “abstrair” um horóscopo é apresentada na esperança de que ajudará os estudantes a tornar claro e focar sua compreensão dos elementos que compreendem a estrutura e delineação do horóscopo. Sabemos que o horóscopo é uma figura simbólica da consciência humana como ela se expressa na dimensão trina da encarnação; trata-se também de uma figura dos princípios cósmicos assim que se manifestam através da entidade chamada Humanidade. Estes princípios quando compostos são a Vida do Universo – eles se manifestam em todos os mundos e planos.

            A astrologia delineia a “Irmandade de Humanidade” de modo que todos os elementos horoscópicos são comuns a todos os horóscopos humanos; todos tem Sol, Lua, oito planetas e assim por diante. Todo horóscopo é construído pelos mesmos padrões de cálculos planetários, que são essencialmente os elementos siderais e zodiacais traduzidos em relação ao espaço e tempo da encarnação. Em outras palavras, somos todos feitos da mesma substância vibratória; diferindo apenas em particularidades individuais como variações do grande horóscopo abstraído, o padrão básico horoscópico.

            A estrutura desde padrão é um círculo ativado por dois diâmetros - um vertical, o outro horizontal; estas linhas compõem dois pares de dois semicírculos cada e quatro quadrantes. Estes quadrantes, por sua vez, são ativados pela divisão em três partes iguais; assim a “Vida” do círculo é vista como sendo duodécupla (com doze aspectos); estas doze casas, com trinta graus cada, são os departamentos de experiências pelas quais e nas quais a evolução humana é gerada. Este desenho estrutural é estático; ele não muda, pois constitui a base sobre a qual e através da qual a vida vibratória de horóscopo se estabelece.

            A essência vibratória do grande horóscopo abstraído é encontrada pela colocação dos símbolos zodiacais fora do círculo de modo que o zero de cada signo caia sobre uma das doze cúspides; zero de Áries coincide com a cúspide da primeira casa, zero de Touro com a segunda, zero de Gêmeos com a terceira e assim por diante. A sequência de signos é invariável – Leão sempre segue Câncer, Capricórnio sempre segue Sagitário etc.

            A magnitude do escopo mostrado por este padrão é vista quando reconhecemos a razão pela colocação dos símbolos dos signos zodiacais do lado de fora da roda, eles são os níveis e reinos cósmicos e universais que não são “apenas sistema solar”, mas que dizem respeito às realizações das expressões de vida em evolução. Elas atuam sobre a Humanidade a partir do Grande Campo Exterior; somos suas agências ou instrumentos de expressão neste particular estado planetário. Colocar os símbolos zodiacais no interior da roda implicaria que a consciência de Deus não está relacionada com os Princípios da Vida do universo em seu contexto maior; os princípios expressos representariam algo relativo apenas à expressão humana da vida.

            A expressão, em termos humanos, destes signos zodiacais é encontrada na colocação dos signos planetários no interior do mapa. A vida interior da consciência humana está assim representada pelos padrões dos planetas em relação uns com os outros e com a ativação cíclica rítmica destes padrões. O cinturão de signos zodiacais é análogo aos corpos etéricos que formam a matriz de nosso corpo físico; a estrutura de casas do mapa é análoga ao corpo físico em si; os planetas no interior do mapa em composição são análogos à vida celular e orgânica do corpo enquanto expressão de Vida específica. Então se a humanidade (entidade humana) é uma expressão de Vida específica, ela é um arquétipo; nós, como entidades humanas individuais, somos expressões de “variações do arquétipo”. Nosso estado individual como variação de nosso arquétipo em um dado momento da nossa evolução é uma variação específica do horóscopo natal que arquiteta esta encarnação; nosso horóscopo natal, por sua vez, é a expressão momentânea de elementos abstratos que compõem todo o desenho vibratório – o Grande Horóscopo Abstraído – que é o Horóscopo da Humanidade. Ele é feito por uma roda com as casas numeradas; os signos colocados apropriadamente, começando com zero de Áries na primeira cúspide e os símbolos dos planetas colocados nas casas e signos de sua dignidade.

            Fica aqui a sugestão para todo Astro-Filósofo que leia este material que mantenha em mãos uma ordenada e bem feita cópia do Grande Horóscopo Abstrato para meditação diária. Uma impressão continuamente renovada dos significados vibratórios e evolucionários de cada fator neste desenho provê uma lembrança contínua dos propósitos espirituais do estudo astro-filosófico. Esta meditação impressiona a mente com: padrão e forma; sequência; arquétipo; unidade que se expressa pela diversidade; polaridade e sexualidade vibracional. Ela também causa uma profunda impressão na consciência do coração, pois abre a consciência do Astro-Filósofo que a segue e pratica com uma “elevação” que tem grande efeito regenerativo. O Grande Horóscopo Abstraído não faz referência em relação a aspectos bom, mau ou indiferente. Ele não tem nada a dizer sobre bom ou mau carma, dias de sorte ou azar, homens e mulheres, inimigos declarados ou ocultos e assim por diante. Ele é simplesmente um retrato vibracional da Humanidade revelando seu Ser Ideal em símbolos. A evolução é representada no mapa astrológico traçando-se uma linha da cúspide da primeira casa – o Ascendente – em sentido anti-horário através do mapa e de volta ao ascendente. Como utilizamos uma superfície plana no desenho do horóscopo, esta linha aparece como um círculo – retornando aparentemente no mesmo ponto em que começou. Devemos perceber que se uma vida está evoluindo, a figura deve representar para cima, para frente e sempre; consequentemente reconhecemos que a superfície plana do mapa é em si a abstração de um conceito tridimensional. A superfície plana representada pelo mapa astrológico é a secção transversal de uma esfera cortada em sua região central; ela representa o espaço, não apenas o norte, sul, leste e oeste do nascimento na superfície da terra, mas também o acima e o abaixo do local do nascimento. Esta é a representação física; a ação do mapa está descrita no símbolo abstrato da espiral; esta espiral não é mostrada na superfície bidimensional do mapa, mas os Astro-Filósofos sabem que a linha que inicia no ascendente, viajando através do mapa e retornando ao ascendente, é realmente a jornada através de um ciclo evolucionário no qual o desdobramento espiritual ocorre; quando a linha circular retorna ao ascendente, ela atingiu um nível mais alto e inicia o próximo ciclo a partir daquele ponto. O ponto de início de cada ciclo deveria ser desenhado acima da superfície do papel na qual o mapa está desenhado de modo a representar o conceito tridimensional da subida cíclica a níveis superiores. Uma vez que uma superfície plana e bidimensional é nossa forma de representação simbólica, nós não criamos um símbolo tridimensional; o símbolo tridimensional é contido abstratamente na circularidade contínua através do mapa bidimensional. O “astrólogo comum” pode se satisfazer pensando bidimensionalmente; o Astro-Filósofo interpreta o horóscopo dinamicamente, em termos de processos de vida representados pelos símbolos astrológicos. Esta “espiralidade” será fortemente impressa na sua mente se você tentar o seguinte experimento simples: coloque a ponta de seu lápis no ponto em que a linha do ascendente toca a circunferência do mapa; deixe que o lápis viaje ao redor da circunferência do mapa de forma que nas cúspides das casas 4, 7 e 10 ele seja elevado um pouco acima da superfície do papel; quando ele retornar ao ascendente após circular o mapa, o ponto do lápis será, por exemplo, cerca de três centímetros acima do papel; eleve o papel de modo que ele toque o lápis. Se fosse possível segurar o papel nesta posição, você poderia circular novamente o mapa e elevá-lo mais três centímetros e assim por diante. Esta é uma representação tridimensional do mapa e ela representa para nossas mentes o processo evolucionário que é abstratamente proporcionado pelo mapa bidimensional.

            O espiralar ao redor do mapa não apenas representa a viagem da consciência humana através dos capítulos da experiência nos diferentes níveis, mas também o padrão abstrato de cada viagem dos planetas do signo de sua dignidade através dos doze signos do zodíaco; o signo da dignidade de cada planeta – em relação ao planeta – é análogo ao Ascendente em relação ao mapa; cada um é um ponto de partida para uma viagem cíclica em experiência e consciência. O Ascendente (ponto de partida) do mapa também é análogo à conjunção de dois planetas, que conforme indicado por este aspecto, estão iniciando um ciclo de padrões de relacionamentos um com o outro. Vemos assim que o círculo do mapa é em si a abstração do movimento orbital que ocorre no mapa nas inter-relações feitas pelos planetas entre si, com estrutura do mapa e com o cinturão zodiacal do lado de fora.

O primeiro passo na abstração de seu horóscopo natal é criar um círculo com trinta graus para cada signo para cada casa, começando com Áries no Ascendente. (Este é, claro, a colocação dos signos do Grande Horóscopo Abstrato). Então, antes de colocar os graus, coloque seu Sol, Lua e planetas na sequência correta, de acordo com os posicionamentos de seu mapa, neste mapa – todos os planetas de Áries estarão na primeira casa, todos os de Virgem na sexta, todos os planetas de Aquário na décima primeira casa, etc. Nenhum aspecto entre os planetas foi indicado até aqui. Estude este mapa em termos de como os planetas estão agrupados por quadrantes e triplicidades; como eles se relacionam com os semicírculos superior e inferior e com os semicírculos ocidental e oriental; como eles se relacionam com os signos de sua dignidade, a fim de determinar quão longe eles viajaram em sua própria jornada através dos signos. Por exemplo, a lua em Libra está em seu signo próprio de quarta casa – sua dignidade, Câncer é um, Leão é dois, Virgem é três e Libra é quatro. Ela tem nesta posição uma relação de quarta casa em relação à sua própria dignidade. Vênus em Capricórnio está em seu próprio signo de quarta casa a partir de sua dignidade em Libra e seu próprio signo de nona casa a partir de sua dignidade em Touro. Mercúrio em Áries está em seu próprio signo de oitava casa de sua dignidade em Virgem e em seu signo de décima primeira casa em Gêmeos. Interprete estas colocações cíclicas por palavras chaves de acordo com a casa do signo representado. Liste todos os seus planetas desta forma – crie ordem e padrão em sua síntese sempre.

O próximo passo é criar outro mapa similar; mas este com os números relativos aos graus dos signos nas cúspides e graus e minutos dos planetas em seu mapa. (Em um horóscopo sem signos interceptados, apenas vire o mapa de modo que a cúspide de Áries se torne o ascendente e você obterá a mesma figura; entretanto, o segundo mapa permite que você escreva seus símbolos e graus de modo que eles sejam facilmente legíveis). Um horóscopo com signos interceptados simplesmente tem zero destes signos nas cúspides apropriadas. A questão é que a colocação dos signos em seu horóscopo abstrato deve coincidir – em padrão – ao Grande Horóscopo Abstraído; toda casa deve estar coberta pelo seu devido signo. A segunda roda agora representa:

            Seu horóscopo privado das complexidades da encarnação; é sua consciência vibratória – independente de seu sexo (gênero) e todas as complicações relacionadas a isto. Esta abstração do seu horóscopo natal conta a história de sua perspectiva vibracional nos capítulos básicos da experiência humana e cada casa é interpretada pelas palavras-chave básicas do planeta que a rege abstratamente.

            Assim, a segunda e sétima casas de todos os horóscopos abstraídos são regidas por Vênus – o princípio do equilíbrio e troca perfeitos; Marte como regente de Áries, é o regente de todos os horóscopos abstratos – a palavra chave básica da interpretação é autoconsciência, o ponto inicial de todos os ciclos de experiência. E assim por diante com os demais; a Lua é a mãe, Saturno é o pai, Marte é o nativo, Vênus é seu complemento; o Sol, como regente da quinta casa pelo signo de Leão, é força de vontade e poder do amor; Urano como regente da décima segunda através de Aquário é amor impessoal e o princípio da descristalização – análogo ao aspecto de sextil entre os planetas; Netuno, como regente da décima segunda, através de Peixes, é o princípio da redenção através da encarnação; no horóscopo abstrato sua colocação enfatiza onde devemos nos sintonizar com os poderes espirituais e representações ideais, de forma a liberar as imagens de egoísmo acumuladas através das encarnações prévias; Júpiter é o professor, a consciência religiosa ou filosófica, o princípio de melhoramento através da progressiva compreensão; Plutão é a focalização dos recursos profundos da natureza do desejo, as necessidades sexuais e a fonte essencial de toda regeneração a ser feita através da ação construtiva pelo redirecionamento da vibração marciana; Mercúrio como regente da terceira casa a partir de Gêmeos é o símbolo essencial da fraternidade básica ou elementar – também a consciência das faculdades intelectuais; como regente da sexta casa ele é fraternidade estendida ao nível de irmãos trabalhadores; ele representa, através da regência de Virgem, sua habilidade e ou consciência de trabalhar e servir com trabalho ou expressando a liberação da vibração leonina da quinta casa do amor criativo. O composto do padrão parental é mostrado, é claro, pela relação e posições de Lua-Saturno, os regentes da quarta e décima casas no mapa abstrato – os dois planetas representam a sua consciência parental essencial.

            Ao aplicar os achados do mapa abstrato ao seu mapa natal, você percebe os processos ocultos de sua consciência mergulhando na matéria, e seus padrões traduzidos para suas necessidades experienciais encarnatórias. Seu mapa abstrato mostra o que você expressa na encarnação; seu mapa natal mostra como sua consciência interpreta a encarnação e através de que recursos de relacionamento e experiência esta consciência poderá se desdobrar e se aperfeiçoar.

“Planetas São Pessoas”: ao cultivar suas percepções interiores das pessoas em sua vida, aplique os regentes de seus mapas natais ao seu e veja como elas aparecem em sua encarnação; então relacione aqueles pontos ao seu horóscopo abstrato e observe a sua consciência interior daquelas pessoas. Qualquer pessoa, homem ou mulher, que seja identificada pelo seu Saturno é um fator da imagem paterna em sua consciência; planetas das pessoas que aspectam seu Saturno mostram que elas são em algum grau, subvariações de sua imagem paterna. E assim por diante, com os regentes e planetas de outras pessoas que aspectam seus demais planetas. Você ganhará ou poderá ganhar uma notável elasticidade em sua consciência astrológica, estudando e meditando sobre seu horóscopo abstrato. Isto tem um maravilhoso e impessoal efeito sobre sua mente e sentimentos, tornando-o consciente dos padrões vibracionais que as complexidades do mapa natal apenas, obscurece. Como resultado deste estudo e meditação, você alcançará outra conquista: a vida humana como a expressão de princípios estéticos de padrão, desenho, ritmo, cor, linha – em suma, todos os elementos essenciais comuns às representações artísticas. Você perceber-se-á, essencialmente, um fator dinâmico no drama, dança e canção da vida.


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

CAPÍTULO XXXI – RELAÇÃO-ESTRUTURA BÁSICOS



Como alimento para o pensamento, sugerimos considerar esta sentença, como introdução para uma discussão de padrões de relacionamento: Há apenas duas qualidades de relacionamento: (1) Medição – “Espaço-Tempo” (que não diz respeito a este estudo); (2) Vibração – que é nosso escopo. Dentre as qualidades vibratórias há dois tipos básicos: (1) Aquela do macrocosmo e microcosmo entre si; (2) a fraternidade de microcosmos entre si.

O primeiro tipo é considerado assim, pois o Desconhecido não tem fraternidade com nada mais; ele engloba tudo que é – “tudo que é” é sua expressão. Entretanto, em cada oitava inferior, o Desconhecido se expressa em miríades de tipos de microcosmos, cada um dos quais fraternais aos outros e cada um dos quais é “macrocosmo” para as oitavas inferiores a eles; por exemplo, “seus próprios microcosmos”.

Nós consideraremos um “alinhamento” hipotético de modo a enquadrar esta miríade de microcosmos. Primeiro, o Desconhecido em si mesmo. Sua figura será um ponto – de teoricamente nenhuma dimensão – colocado exatamente no centro de uma folha de papel. Não temos forma mais simples de representar a Fonte de Tudo. Então, o ponto central é envolvido pela circunferência de um círculo perfeito. O círculo em questão é visto como a representação da perfeita existência do Desconhecido: Vida e Natureza; Criatividade e Manifestação; Positivo e Negativo; Causa e Efeito. A polaridade pode então ser pensada como a “Ação da Vida”, o “Ser” do Desconhecido. É a dimensão macrocósmica; todas as outras dimensões são seus microcosmos. É a bi-unidade essencial pela qual a unidade expressa seus potenciais.

A mandala, até aqui, representa com máxima clareza e simplicidade o TODO da Vida composto. Agora, consideraremos a mandala em sua figuração essencial do “Macorcosmo-ao-Microcosmo”.

A partir do ponto central, desenhe um raio horizontal para a esquerda. Este raio é a expressão do Desconhecido, de seus potenciais à oitava extrema da manifestação física. Este raio representa, pelo seu ponto na circunferência, o “mais longe da Fonte que o Desconhecido pode se projetar”. A partir daquele ponto, a viagem ao redor da circunferência do círculo (no sentido anti-horário) é a delineação dos processos evolucionários pela liberação de potencial. O raio, em resumo, é “a mandala do microcosmo” – o composto de todas as possíveis expressões do Desconhecido.

(Há apenas um raio em cada círculo, todos os outros raios são emanações deste. Prove isso criando um círculo com o compasso; no instante que você coloca o ponto do grafite no papel você estabeleceu o raio do círculo. O círculo está criado (emanado) pelo movimento do compasso através do “tecido” do espaço-tempo para completar a figura; você não usou nenhum outro raio, mas aquele com o qual você iniciou).

Não temos como saber qual a extensão da primeira oitava de expressão do Desconhecido. Mas, como devemos usar palavras específicas para transmitir ideias, simplesmente pensaremos esta oitava como “O Universo”. Então, nos remetendo à mandala, o ponto do raio é visto como sendo o corpo do Desconhecido – a totalidade do círculo representará a realização de todos os potenciais inerentes ao Desconhecido.

Como esta mandala é arquetípica, podemos e a usaremos como o símbolo da expressão da Vida em todas as oitavas inferiores, a primeira das quais designaremos como “arqui-galáxia”. O raio do círculo agora representa o composto dos potenciais de cada arqui-galáxia individual – que é “fraternal” com todas as demais arqui-galáxias. O microcosmos da arqui-galáxia nós o pensaremos como “galáxia” e o raio é então o potencial de cada galáxia, todas as galáxias sendo fraternais umas com as outras. Então, consideramos o raio como o potencial de, diríamos todos os sistemas solares, pelo seu padrão arquetípico, sendo fraternais uns aos outros; então a composição de todos os corpos planetários que são microcósmicos ao Logos solar de cada sistema solar. Todos os planetas de cada sistema sendo fraternos mutuamente.

Agora, como estamos primariamente considerando seres humanos, o raio é visto como representando os potenciais inerentes à ideia logóica que denominamos “Humanidade” – a oitava superior do potencial evolucionário neste planeta em particular. O raio é agora visto como representando todos os seres humanos se manifestando no interior do envelope etérico ao redor da Terra e também em sua superfície. Todos os outros raios que possam ser representados no círculo são uma emanação do arqui-ponto da consciência que nos referimos como “Eu Sou” – o reconhecimento do ser como uma expressão da ideia perfeita na mente de nosso Deus Pai-Mãe.

A “fraternidade dos microcosmos” está agora representada por esta mandala como o arqui-símbolo da humanidade encarnada; seu desenho é o mesmo para todos os seres humanos, que, por Lei, encarnam na bi-una dimensão da medida (espaço-tempo) e polaridade (vibração masculino-feminina). Cada um destes fatores é interdependente com o outro: a encarnação não se faz – nem pode ser feita – sem ambos.

Até aqui, temos o potencial de preenchimento vibratório de cada ser humano como a expressão de seu macrocosmo – o Ascendente de seu horóscopo.

A ideia que chamamos humanidade carrega o padrão vibratório bi-uno de relacionamento deste modo; O relacionamento entre macro e microcosmos é evidenciado no relacionamento de pais e filhos. Em outras palavras por polaridade: o relacionamento mútuo de pai/mãe com filho/filha. Este padrão é “tipo um” como a estrutura de relacionamento arquetípica de todos os seres humanos entre si; todos os outros relacionamentos são derivações fraternais desta.

Como o sexo físico é uma especialização do composto que chamamos de “gênero”, reconhecemos que cada ser humano, é em suas funções naturais interiores a dimensão universal da bipolaridade. Todo homem e mulher compõem as qualidades vibratórias masculino/feminino. Ser “masculino” é impregnar, projetar, expressar, estimular; ser feminina é ser impregnada, servir como objeto para projeção, incorporar a expressão, ser estimulada, refletir aquilo que foi lançado adiante.

Agora ampliaremos nossa mandala para representar, astrologicamente, este “padrão de relacionamento arquetípico”.

Prolongue o raio para a direita, criando o diâmetro horizontal; desenhe o diâmetro vertical, criando a “cruz da encarnação”. Coloque o símbolo de Áries no ponto do Ascendente, Libra em seu oposto, Câncer na parte inferior da roda e Capricórnio no topo. Temos agora o círculo quadrado pelos signos cardinais – os novos pontos de direção; os raios são as quatro formas básicas de dizer “Eu Sou”; os diâmetros são as duas formas básicas de dizermos “Nós Somos”; e o desenho estrutural total descreve o composto “daquilo que gera e daquilo que é gerado” a quádrupla representação da polaridade em ação na ideia da expressão da vida, “Humanidade”.

Desenhe uma linha vertical e concentre-se nela por um instante como o símbolo essencial da ação geradora da polaridade. Ela é a ação de produzir, a função parental composta, o processo de construção da forma pelo qual os pais fundem suas substâncias e energias masculina e feminina como contribuição para o Ego encarnante; as especializações do “masculino e feminino” compõem a expressão dinâmica da polaridade.

Agora desenhe uma linha horizontal de aproximadamente o mesmo comprimento da vertical; esta linha é o objetivo da vertical, o “polo negativo” da linha parental, aquela que foi produzida pelos pais, que foi forma dada (encarnada) pelos pais. Desde que cada “gerado” é bipolar, nós agora reconhecemos que os extremos desta linha horizontal representam o masculino e feminino – tanto um como outro – do horóscopo; cada um é a contraparte genérica do outro (como pai e mãe são contrapartes genéricas mútuas). A horizontal é então o filho/filha do pai/mãe.

Para considerar a qualidade genérica dos doze signos zodiacais: medite em um “espectro genérico” sobre as quatro qualidades básicas que designamos como: (1) masculino-macho; (2) feminino-macho; (3) masculino-fêmea; (4) feminino-fêmea. Este agrupamento combina, efetivamente, os dois aspectos do sexo com os dois aspectos das qualidades vibratórias genéricas – a “dupla expressão da dupla polaridade”.

Voltando à mandala com o signos cardinais reconhecemos que estes quatro signos representam o “início” de um dos quatro fatores no “espectro genérico”; cada um “inicia” um quadrante do mapa e um dos trígonos elementais. Cada um é, então, o aspecto Ser de seu elemento particular, os outros dois aspectos de cada trígono representam os ideais de Amor e Sabedoria. O “trígono” dos elementos representam os objetivos essenciais de nossos desdobramentos, a recuperação de nossos “Paraísos perdidos” através das transmutações e irradiações idealizadas de nossos potenciais genéricos.

Portanto, os dois signos cardinais que se referem à qualidade básica masculina são Áries e Capricórnio. Os outros dois descrevem a qualidade feminina básica da polaridade – Câncer e Libra.

Crie quatro mandalas representando os trígonos dos elementos. Como estes trígonos são os símbolos dos atributos de “Ser, Amor e Sabedoria”, eles representam a idealidade das quatro variações genéricas. Os signos de fogo e ar são do gênero masculino e os de terra e água são femininos.

Agora, mais duas mandalas, cada uma com a combinação dos seis signos masculinos e os seis signos femininos, respectivamente. A mandala masculina contém duas verticais, a feminina contém duas horizontais. Quando conectamos os pontos da mandala masculina ao centro por linhas retas temos o símbolo da alquimia – o símbolo do aspecto de sextil: a descristalização dinâmica das energias congestas através de expressões transmutadas. As horizontais da mandala feminina indicam uma “qualidade estática” – “algo sobre o qual algo mais pode descansar”; uma figura clara do estabelecimento da sociedade ideal com base no parentesco ideal. Em que outra base a sociedade (em suas expressões mais elevadas) repousaria senão nas expressões de Amor-Sabedoria daqueles que a cuidam como parentes pessoal ou impessoalmente? O símbolo do sextil que está envolvido na mandala masculina porta o potencial dinâmico de todo homem e mulher para regenerar seus padrões vibratórios e liberar seus potenciais evolucionariamente em elevadas oitavas de consciência.

Marte, o regente de Áries, o “gerado masculino”, encontra sua exaltação no signo de Saturno, Capricórnio: o cumprimento do princípio impregnativo masculino na paternidade. “Paternidade” é a versão masculina de “gerar na forma”. Não podemos permanecer “tomadores de vida” para sempre – devemos nos tornar “dadores de vida” se quisermos nos realizar plenamente. A exaltação planetária não é simplesmente outra forma de dizer vibratoriamente maturidade?

Touro, o princípio de “cuidar da Forma”, é o segundo, ou aspecto amor do trígono de Terra iniciado por Capricórnio. “Ganhar o pão” tem sido a principal forma pela qual o masculino expressa seu potencial de amor há tempos. Sua responsabilidade, como pai, era ganhar e trabalhar de forma que seus “amados” e seus “gerados” pudessem ser sustentados materialmente. Desde que as mulheres passaram ao exercício livre de suas qualidades positivas, desde que este processo de repolarização surgiu no último século, reconhecemos que o homem tem maiores oitavas a cumprir como pai; a psicologia refuta o antigo dito de que criar crianças é principalmente função da mãe; sabemos hoje, do nosso reconhecimento dos princípios parentais, que o Amor-Sabedoria do pai é tão importante e necessário para a plenitude da relação parental. Sagitário, o terceiro signo de fogo e aspecto Sabedoria do trígono masculino-macho, é o signo da décima segunda casa de Capricórnio: o aspecto sabedoria do masculino é visto então como a redenção a partir da qual o homem exercita seus potenciais espirituais no padrão experiencial da paternidade. “Fazer dinheiro” já foi considerado o único fator pelo qual o homem expressa seu amor pelos seus filhos; “fazer mentes, fazer corações, fazer espírito e compreensão” é visto como sendo o ideal do pai como fator na experiência de suas crianças.

Vênus, como regente de Libra e complemento de Marte-Áries, é o “gerado feminino” do pai-mãe Saturno-Lua. Sua plenitude na maternidade é mostrada por Câncer como seu signo de décima casa – assim como Capricórnio é para Marte; mas no padrão feminino as exaltações ocorrem de modo diverso do masculino. (Incidentalmente, em um horóscopo de mulher sua Vênus nos dá a pista vibratória básica sobre como ela tende a sentir-se como esposa. Em um mapa masculino, Marte designará como o homem se sente interiormente como marido).

O signo de Vênus, Libra, é o ponto de exaltação do símbolo do pai, Saturno, e Libra é a própria décima casa do signo de Saturno. A “maturidade” da vibração do pai é encontrada na delicadeza da vibração de Vênus mais a qualidade de balanço implicada pela vibração harmonizadora do “amável” planeta. O pai como macho deve reconhecer o valor da vibração feminina cultivada como uma “equalização” de sua própria qualidade; quando seu próprio potencial feminino é utilizado em sua experiência parental, ele percebe com compreensão os requisitos femininos “dela de quem ele foi gerado”; utilizar apenas suas qualidades masculinas de sentimento e percepção representaria também uma “complementação” com o feminino gerado; haveria uma falta de percepção balanceada.

A Lua encontra sua maturidade vibracional no outro signo de Vênus, Touro, a décima primeira casa de Câncer. O padrão de “décimo primeiro signo” transmite a qualidade de Aquário (o décimo primeiro signo do zodíaco) e as palavras chave “individualidade” e “liberação” representam a exaltação do princípio materno quando ela reconhece e aprecia a individualidade daquele que ela gerou e libera o gerado para sua própria e única realização. “Mãe” que se excede na nutrição e na proteção do gerado não reconhece a necessidade única deste ser quanto ao seu desabrochar, desenvolvimento e exercício de seus potenciais. Mas, com a apreciação da perspectiva de individualidade do ser gerado, ela cumpre sua tarefa natural, de guiar e proteger pela liberação amorosa do ser, a fim de favorecê-lo a encontrar seus próprios níveis de idealismo e realização. Quando Saturno encontra a maturidade emocional através da influência refinada de Libra, Júpiter – como regente do signo de redenção de Saturno, Sagitário – encontra sua maturidade na qualidade de resposta simpática de seu signo de exaltação, Câncer, o signo mãe. Aqui a natureza masculina expressa seu potencial para proteção afetuosa e simpatia por – e em direção ao – ser gerado. A sabedoria interior do pai é aqui amplificada e envolta pela consciência emocional sensível e responsiva ao potencial maternal, e sua masculinidade essencial é complementada pela sua própria necessidade de expressar o composto de sua sabedoria e sentimento.

Vênus encontra sua maturidade em uma oitava que é muito mais alta que meramente um complemento ou reflexão da vibração ariana de Marte. Sua exaltação em Peixes – a Sabedoria inspirada – aspecto do trígono de água que se inicia pelo princípio da maternidade, a Lua, através do signo de Câncer. Peixes é a casa de Netuno, o princípio do ideal em si, a “super-mãe”, a “toda envolvente, toda protetora, toda redentora” oitava do princípio maternal. Peixes, o signo da décima segunda casa do cinturão zodiacal é o resíduo dos ideais não cumpridos que torna necessária a nova encarnação. É o símbolo da redenção da humanidade pela mais alta oitava de sua consciência, e como a dignidade cardinal de Vênus é a casa da complementação e o signo do equilíbrio, Libra, vemos que o perfeito cumprimento dos padrões humanos de relacionamento e a expressão ideal das qualidades genéricas de nossa natureza vibratória constituem a redenção do mundo. Quando percebemos o perfeito potencial dos elementos masculino e do feminino em cada ser humano, significa que nós purgamos nossa consciência de figuras sombrias de pecados, crimes, doenças, medo e feiura. Vênus, pela sua maturidade em Peixes, é a realização perfeita da perfeita reflexão do Deus pai-mãe em cada ser humano.

Os processos evolucionários trazem todos os seres humanos para a fraternidade cedo ou tarde, com pessoas funcionando em todos os outros padrões; o “filho” se torna “marido e pai” – fraterno com todos os outros maridos e pais; o tipo de pai que ele tem agora representa sua “referência de paternidade” no passado; o tipo de pai que ele reencarnará na próxima vez dependerá em como ele cumpre com seu padrão de responsabilidade nesta vida. Em suma, nós, cada um de nós, carregamos no interior um ideal de cada padrão básico de relacionamento; cada um é seu próprio e sua própria marido/mulher, pai/mãe, irmão/irmã e filho/filha. Nossas experiências nos ciclos de encarnação acontecem com o propósito de tornar real – realizar – estas figuras ideais expressando nossa qualidade ideal de poderes genéricos; a finalidade em vista é a realização do ideal humano – a manifestação da ideia humana perfeita.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

PORQUE SOFREMOS?



“Porque sofremos?” é pergunta que move o humano interessado em vida. Assim como motor, serve de lanterna para a consciência aos que desconfiam que a vida possa ser algo maior que aparenta em sua breve existência terrena.

Huberto Rohden explorou o tema com maestria na imprescindível obra “Porque sofremos?” disponível no seguinte link: PORQUE SOFREMOS?

Recentemente o tema foi abordado em uma série de palestras. Tendo em vista sua relevância assim como a correlação astrológica proposta pelos expositores, fiquem registradas as reflexões, como exercício de saúde, desde que visitados com coração: