sexta-feira, 1 de agosto de 2014

PORQUE SOFREMOS?



“Porque sofremos?” é pergunta que move o humano interessado em vida. Assim como motor, serve de lanterna para a consciência aos que desconfiam que a vida possa ser algo maior que aparenta em sua breve existência terrena.

Huberto Rohden explorou o tema com maestria na imprescindível obra “Porque sofremos?” disponível no seguinte link: PORQUE SOFREMOS?

Recentemente o tema foi abordado em uma série de palestras. Tendo em vista sua relevância assim como a correlação astrológica proposta pelos expositores, fiquem registradas as reflexões, como exercício de saúde, desde que visitados com coração:








domingo, 13 de julho de 2014

CAPÍTULO XXX – INTERCEPTAÇÕES

Livre tradução de: http://rosanista.users4.50megs.com/library01/siaeng38.htm


            Astrologia, em sua simplicidade, é complicação sobre complicação. Na mente de muitos estudantes, entretanto, o problema das interceptações se apresenta como complicação desanimadora. Este material é oferecido como alimento para o pensamento em uma tentativa de tornar claro o propósito e significado dos signos e planetas dispostos de modo que suas “áreas” vibratórias não toquem as cúspides das casas. “Interceptações” podem significar “pobres de nós” até que percebamos a possibilidade de um significado filosófico por trás desse padrão particular. Quando o fazemos, permanecemos em nosso caminho para encontrar uma abordagem organizada para sua interpretação.
            Primeiramente uma dissecção da estrutura horoscópica. Use um mapa com doze casas; conecte com linhas retas os pares de cúspides conforme a seguir:
            Quatro horizontais – paralelas ao diâmetro horizontal: cúspides das casas 11-9, 12-8, 2-6 e 3-5.
            Quatro verticais – paralelas ao diâmetro vertical: cúspides das casas 12-2, 11-3, 9-5 e 8-6.
            A mandala com esta aparência simboliza a simetria da estrutura astrológica. Estas linhas conectam os pontos da circunferência do mapa que estão equidistantes das linhas arquiestruturais dos diâmetros horizontal e vertical. Estas, por sua vez, formam o composto das linhas de força básicas aos conteúdos do mapa. Estes dois diâmetros simbolizam a cruz da encarnação. Agora crie um quadrado simétrico conectando estes “pontos cardinais” com linhas retas. Este quadrado é a abstração da estrutura relacional, nosso “campo de experiências” pelo qual desdobramos nossos potenciais encarnatórios. Crie outro quadrado conectando os pontos médios das casas 2-5-8 e 11. Este forma o símbolo do quadrado estático – símbolo arquetípico da congestão dos potenciais espirituais. Esta congestão é descristalizada pelo símbolo composto pelos diâmetros das casas 1-7, 3-9 e 5-11. Este símbolo – o aspecto de sextil – é um símbolo simétrico aberto que representa as “linhas de força” inerentes ao composto de dois triângulos equiláteros fechados; estes dois triângulos são formados pelas linhas retas que conectam as cúspides das casas (1) 1-5 e 9 e (2) 7,11 e 3.
            Todos esses desenhos são figuras balanceadas e simétricas inerentes à essência interior do mapa. Uma vez que são desenhos estruturais, aplicam-se a todos os horóscopos, pois a estrutura de qualquer horóscopo é uma divisão em doze do interior do mapa em secções iguais – casas – de trinta graus cada. O composto desses desenhos ilustra, por simetria, a igual importância de todas as casas. Nenhuma casa é mais importante que a outra; toda casa é um canal de liberação de potenciais e de desdobramento consciencial direcionado à realização dos ideais encarnatórios. Elas também servem, pela sua simetria, para ilustrar a igual importância de ambos os sexos, visto que a simetria destas figuras é continuamente evidente independente de qual ponto estrutural das quatro casas cardinais está posicionado no ascendente.
            Para completar a “simetricalidade”, adicionamos agora os símbolos dos signos zodiacais na parte externa do mapa, começando com Áries na cúspide da primeira casa e prosseguindo nas demais casas com a sequência regular. O resultado é a Grande Mandala Astrológica – a abstração a partir da qual todos os horóscopos derivam. A adição dos signos zodiacais integra vibração com estrutura. Agora reconhecemos que a aplicação de trinta graus aos trinta graus de cada casa representa um carregamento da estrutura com vida vibratória; assim como uma casa se torna um lar quando usada como habitação por pessoas e um violino se torna um instrumento musical quando é tocado.
            Em um horóscopo sem signos interceptados, o paralelo simétrico de signos e casas está evidente em toda parte. As três cruzes estruturais: cardinal, fixa e mutável, e os quatro trinos genéricos: fogo, terra, ar e água aparecem em sequência regular e em formação geométrica; os seis diâmetros estruturais estão em paralelo com as seis polaridades vibracionais, os quadrantes das casas estão em paralelo com os quadrantes zodiacais e a descrição planetária dos regentes planetários das doze casas é concisa e clara. O padrão de trino representado pelo elemento genérico vibracional que cobre as cúspides das casas 1-5 e 9 representa o recurso arquetípico da espiritualização criativa na presente encarnação. O “padrão de estrutura zodiacal” representado pela vibração dos signos sobre as cúspides das casas 1-4-7 e 10 representa o recurso arquetípico da consciência de relacionamento e de interpretação da experiência de relacionamento.
            Antes de prosseguir em detalhes sobre os padrões de interceptações, consideraremos o padrão de décima segunda casa – em relacionamento por sequência – de qualquer casa em um horóscopo.
            Lembremos que toda casa é a décima segunda casa da casa que se segue a ela; todo signo é o décimo segundo signo daquele que se segue a ele; nos horóscopos os signos se correlacionam às casas, assim, por exemplo:
Leão na cúspide da decimal segunda casa é o signo da decimal segunda casa do ascendente Virgem; Gêmeos na oitava casa é a décima segunda casa do signo de Câncer na cúspide da nona, etc.
A décima segunda casa é “aquilo a partir do que algo emana”. O Ascendente “emana” a partir da décima segunda casa assim como o diâmetro Ascendente-Cúspide da casa 7 emana a partir do diâmetro das cúspides das casas 4-10 ou assim como o trígono de Áries-Leão emana do trígono Sagitário-Áries ou ainda como a quadratura de Libra-Capricórnio emana da quadratura Câncer-Libra e assim por diante. Na grande mandala, o trígono de fogo de Áries-Leão-Sagitário, iniciado pelo Áries cardinal, emana do trígono de água Peixes-Câncer-Escorpião; sendo este último iniciado no passado pelo cardinal Câncer, “raiz” da linha vertical da “hereditariedade vibracional”. Este diâmetro vertical. Este diâmetro vertical – abstratamente Câncer-Capricórnio – do qual emanam Áries-Libra – é a representação simbólica astrológica do que a maioria das pessoas denomina “hereditariedade”.
Os processos da Vida como evolução são uma contínua emergência daquilo que foi (o passado) para aquilo que agora é (o presente) e assim por diante para aquilo que será (o futuro). Nada “apenas aparece”; aquilo que foi condicionado é; aquilo que está sendo condicionado será. A sequência de casas correlacionadas com a sequência de signos é a maneira astrológica de representar a sequência do eterno “tornar-se” da vida como uma contínua liberação de potenciais. Em outras palavras, o horóscopo é o símbolo estático da eterna rítmica (a simetria do tempo) emergência de potenciais de oitavas a oitavas em perpétuo desdobramento.
Assim, quando o desdobramento de um humano individual é desacoplado do tempo rítmico, ocorre um defeito na sincronização do signo com a casa. Qualquer que seja a razão cármica ou condicionamento de consciência, a ênfase de um nível de desdobramento à custa de outro gera o aparecimento de signos interceptados no mapa natal como representação de um defeito estrutura-vibração.
Para ilustrar: use qualquer mapa à disposição que tenha um diâmetro interceptado. Aplique a abordagem explicada a seguir conectando os “pontos” que representam a estrutura de cruzes e trígonos. Em algum lugar na extensão da linha você verá um defeito na simetria destes desenhos, pois em algum lugar um ponto da cruz ou do trígono não coincidirá com uma cúspide de casa. Assim, o conteúdo vibracional do mapa é retirado de sua simetria e o conteúdo sequência do mapa é retirado de seu ritmo. Há vários graus de complexidade e dificuldade em interpretar “mapas interceptados” assim como algumas outras situações. Vejamos se podemos organizar uma abordagem padrão, começando pela mais fácil:
Tipo 1-A: O horóscopo tem as cúspides da primeira, quarta, sétima e décima casas cobertos por uma cruz vibracional perfeita – cardinal, fixa ou mutável. Neste padrão, o composto “gerador” (quarta-décima) e o composto “gerado” (primeira-sétima) coincidem com os quatro quadrantes do zodíaco e a clareza de uma estrutura básica de relação-estrutura é representada.
Tipo 1-B: Os requisitos acima estão ausentes no mapa genérico básico. Esta é uma variação do mapa natal pela qual o signo contendo o regente planetário natal é usado como Ascendente. Esta variação focaliza o poder do regente vibratório do mapa – o planeta que rege aquele signo.
Tipo 2 – três possibilidades:
A – Um trino genérico perfeito cobre as cúspides da primeira, quinta e nona casas;
B – Um trino genérico perfeito cobre as cúspides da sétima, décima primeira e terceira casas;
C – Um trino genérico perfeito focalizando estruturalmente nas cúspides da quarta ou décima casas.
Em todas essas classificações, o problema dos signos interceptados é comparativamente minimizado, pois os símbolos arquetípicos da cruz e ou do trino estão sincronizados com os pontos de estrutura básicos do mapa. Quando a colocação dos signos interceptados “cria um distúrbio” no relacionamento entre a sequência de signos e a sequência de casas dos pontos estruturais, o problema da interceptação se torna mais complexo. Estude seus mapas com signos interceptados com um olhar nas relações de cruz completa ou trino completo por sequência a partir do Ascendente. Em outras palavras, descubra quão próximo o mapa com signos interceptados está em relação a preencher os requerimentos de um desenho simétrico. Fazendo isso, você mentalmente minimiza os “riscos” apresentados pelas complexidades das “irregularidades” no mapa.
“Um mal passado impulsionando a presente encarnação” está representado abstratamente em uma mandala a seguir: um mapa com doze casas com Áries no Ascendente; os símbolos para os signos mutáveis são colocados apropriadamente nas cúspides das casas mutáveis. Em outras palavras, a modulação para regenerações futuras é mostrada pela quadratura das casas mutáveis focalizado pelo mais mutável dos quatro signos – Peixes – como o “fim de um ciclo prévio” a partir do qual o presente emana. Aplique este pensamento a qualquer horóscopo: que cruz aparece como o composto das modulações da cada quadrante do mapa em direção ao próximo quadrante? Esta cruz tem muito a dizer sobre os requisitos redentores necessários para os quadrantes iniciados pelas casas cardinais – assim como todo horóscopo se inicia a partir da décima segunda casa em direção à primeira casa. Cada casa mutável constitui o background cármico para o quadrante a seguir; os signos que cobrem estas cúspides representam a congestão quaternária da consciência focalizada no mapa pelos planetas regendo aqueles signos.
Como resultado de um diâmetro interceptado no mapa haverá dois pares de casas cobertas pelo mesmo diâmetro. Onde este “fenômeno” ocorrer, você saberá que as casas envolvidas nesta “duplicação” representam os padrões de experiência nos quais a pessoa envolvida está “reparando situações passadas”; em outras palavras as duas casas com o menor grau do signo em suas cúspides portarão o passado; as duas casas com os graus maiores nas cúspides portaram o passado não preenchido projetado no presente. Este padrão nos diz também que a influência dos planetas que regem os signos é em algum grau, “mantida em suspensão” até que certo grau de redenção tenha ocorrido. Os planetas que regem as cúspides duplicadas trabalham em “turno extra”; no caso de Vênus e Mercúrio – que regem normalmente dois signos – sua influência pode se estender a três casas e sua significância na soma total do mapa é aumentada. Assim como – em termos humanos – se João repete em um exame na escola, terá que estudar mais aplicadamente para cumprir seu trabalho naquela matéria.
É muito interessante estudar mapas que tenham o mesmo signo no Ascendente e na casa 12. Estes mapas têm duas classificações principais: (1) aqueles com o próximo signo interceptado na primeira casa; (2) aqueles com o próximo signo na segunda cúspide. A primeira classificação nos diz que a pessoa pode ter ficado fora de encarnação por um tempo anormalmente longo; ele tem que se conectar com sua encarnação passada, recapitular algo de seus erros passados – se o regente da décima segunda casa e do Ascendente estiver congestionado, aprender com seus erros e se aplicar com medidas mais construtivas e então se mover em seguida para a progressiva vibração representada pelo signo interceptado na primeira casa. Este padrão promete progresso nesta encarnação, mas também que a pessoa que subconscientemente viver a vida presente em termos de seu passado, encontrar-se-á com um “muro branco” – o poder de congestão representando que os recursos do passado se extinguiram; seu impulso natural para progredir será temporizado pela conscientização dos potenciais representados pelo signo interceptado na primeira casa e sintonizar-se com esta vibração representará uma “nova vida” em consciência. Ele então sentirá intensamente a necessidade de “deixar o passado” e colocar em sua bagagem a “companhia vibratória” representada pela influência planetária do signo interceptado na primeira casa.
Este padrão também qualifica sua consciência marital, visto que a interceptação da primeira casa tem sua contraparte na sétima. É uma consciência dupla de sua nova vida, e sua consciência de relacionamento deve se desdobrar e progredir caso ele busque de fato transcender o impulso gravitacional ou congestivo de negativos passados. Se a segunda cúspide portar o próximo signo em sequência, então sabemos que a pessoa está destinada nesta encarnação a expressar uma oitava superior da qualidade de seu passado, e se a interceptação em seu mapa indicar que a cúspide de sua quarta ou décima casa estiver no mesmo trino genérico que seu signo Ascendente está, sabemos que aquele parente – pai ou mãe – representa uma representação do melhor do passado da pessoa como contribuição para o melhor de seu desenvolvimento nesta encarnação. Ninguém repete sempre exatamente um nível de uma encarnação à outra – elevação é um fator a ser sempre considerado na interpretação cármica.
De uma perspectiva prática, não há muito mais que possa ser dito aqui como interpretação dos vários possíveis posicionamentos dos diâmetros interceptados. Você, como estudante astrológico, pensador e filósofo deve exercitar a capacidade de sua própria consciência de princípios estruturais na aplicação dos mapas que você venha analisar.
Estrutura-estrutura-estrutura é sua chave para encontrar significado nos signos interceptados e nos planetas que eles contenham. Encontre quantas “regularidades” e “simetrias” puder em cada mapa deste tipo – em referência aos padrões de cruz e trino – então estude a sequência de modo que você possa determinar as possibilidades de porque um diâmetro pode representar um “puxão para trás” ou a “promessa de desenvolvimento futuro” nesta encarnação. Os diâmetros duplicados – quando alinhados com a estrutura-sequência – indicarão que par de casas representa uma condição do passado que deve ser repetida – para a completa realização – no presente.
Flexibilize sua consciência da estrutura horoscópica. Você será – ou pode ser – desafiado por este estímulo a seu intelecto e à sua capacidade de sensibilidade estética e compreensão. O ritmo, sequência, desenho e drama que são representados na mandala astrológica são arquetípicos de todos os princípios artísticos; e em um sentido filosófico específico, eles representam o magnífico fluxo dos princípios vitais, visto simbolizarem as grandes leis universais de Causa e Efeito, Polaridade e Harmonia Divina.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

CAPÍTULO XXIX – OS ASPECTOS VARIÁVEIS


Livre tradução de: http://rosanista.users4.50megs.com/library01/siaeng37.htm
            Além dos cinco maiores padrões de aspectos (Conjunção, Sextil, Quadratura, Trígono e Oposição) há outros três com os quais o estudante de astrologia deve estar habituado para uma avaliação mais completa dos horóscopos. Estes são o semi-sextil, a semi-quadratura e o Quincúncio. O semi-sextil e a semi-quadratura são aspectos “jovens”.  O Quincúncio é particularmente importante do ponto de vista alquímico; é o mais variável entre todos os padrões de aspectos sendo de primordial importância especialmente a todos os estudos astrológicos concernentes a “inércia x propulsão” da consciência. É aquele padrão de aspecto que, por si, ilustra o potencial alquímico que é estimulado de formas diversas por ativações rítmicas.

            Primeiro, consideraremos o real significado de “padrão de aspecto”. A Lua, Sol e planetas – como “pontos planetários” – representam as faculdades e poderes para expressão e reação em todos os planos do funcionamento humano. Como tais eles são os focalizadores da expressão dos signos zodiacais. Para clareza na escrita e leitura, indicamos seus símbolos dentro do círculo do horóscopo, mas eles deveriam ser acuradamente colocados na circunferência do círculo, visto que o estudo da astrologia considera as posições zodiacais dos planetas vistos a partir da Terra. Se fosse possível fazê-lo, os aspectos planetários deveriam ser representados por linhas retas desenhadas desde o centro do círculo até os pontos planetários cuidadosamente indicados na circunferência. O grau numérico do ângulo feito no centro por quaisquer duas “linhas planetárias” é o aspecto planetário. Podemos considerar como órbita válida – oito graus – para os cinco maiores aspectos, – seis graus – para o Quincúncio e um máximo de três graus para os aspectos semi-sextil e semi-quadratura.

            Imagine que você esteja em pé no centro de seu quarto. A seu redor está desenhado um círculo grande do qual você é o centro. Na circunferência deste círculo estão colocados os símbolos zodiacais que estão indicados nas cúspides de seu mapa natal. Você olha ao norte – para a cúspide de sua quarta casa; você vira noventa graus para a direita – e observa seu Ascendente; mais noventa graus para a direita e encontra seu Meio do Céu; mais noventa e se confronta com seu Descendente, cúspide de sua casa sete; mais noventa e novamente se encontra com sua quarta cúspide. Linhas retas são desenhadas no chão a partir do centro, sobre o qual você está em pé, para cada um dos dez pontos da circunferência que representam as posições de seus pontos planetários. As linhas que se conectam com quaisquer pontos planetários e indicam um aspecto de quadratura formarão exatamente ou aproximadamente um ângulo de noventa graus no centro em que você está; cada aspecto de Trígono revelará um ângulo de cento e vinte graus, etc. Assim que você se virar para ver cada um de seus aspectos em sequência, terá um diferente “ponto de vista” de seu mapa, e um aspecto planetário em seu mapa significa “ponto de vista como consciência”. Conforme você confronta cada aspecto que inclui, por exemplo, seu Marte, volte-se ao centro em que você se encontra. Na vida e experiência, quando você é chamado a lidar com suas qualidades que dizem respeito ao princípio de Marte, você deve ajustar seus pontos de vista aos eventos, pessoas, ambientes, e condições subjetivas. Se sua casa é o centro nuclear de seu ambiente de vida, lembre-se que ao olhar pelas janelas de sua casa você percebe um aspecto diferente do ambiente externo; em outras palavras, você vê o ambiente externo de um ponto de vista levemente diferente conforme você olha através de cada uma das várias janelas.

            O mesmo ocorre com seu mapa; cada relação planetária representa uma qualidade de ponto de vista, centrada em sua consciência, pela qual você tende a considerar e interpretar os princípios de vida. Regenerar seu ponto de vista de forma a apreciar e interpretar sua experiência mais verdadeiramente corresponderia à ação de lavar as janelas de sua casa de modo a ver o ambiente exterior sem impedimentos ou obstrução. Ao compreender os significados de seus aspectos planetários você pode inteligentemente usar seu tempo para o exercício alquímico e empreitadas regenerativas. Há tempos periódicos na vida quando cada aspecto planetário é enfatizado pelos vários tipos de estímulos e ignição de modo que você poderá ter as oportunidades para “lavar as janelas de sua alma”. Esta “lavagem” é regeneração de consciência, a alquimia universal do Espírito.

            O aspecto de semi-sextil é exatamente o que o termo quer dizer: meio sextil. Seu símbolo é a horizontal e as duas diagonais superiores do aspecto sextil, como um “V” sobre uma base horizontal. Como tudo na vida começa de um processo de germinação, todos os padrões de aspectos principiam de uma fusão vibratória que chamamos conjunção; desta unificação vibratória ou “conjunção de forças”, os planetas registram os vários padrões de aspectos de vida a vida de acordo com o modo que se usa a consciência e a mente. O semi-sextil é a promessa do sextil, que por sua vez é o mecanismo de geração do Trígono: é como a folha delicada do trevo verde que se apresenta em ramos na primavera, a promessa da florada e do fruto por vir. O registro de um semi-sextil no mapa é a indicação de que você já começou no passado um programa regenerativo concernente à sua consciência dos princípios planetários envolvidos. Saiba que depende de você lidar com aquela “folha delicada do trevo” com cuidado para cultivar suas qualidades com estratégia e paciência, para tornar-se constantemente cada vez mais perceptivo às suas evidências em sua vida. Dedique consideração espiritual meditativa aos princípios representados pelos planetas envolvidos e aos signos que eles regem; tendo já iniciado a regeneração, você naturalmente desejará perseverar em aprender os valores espirituais indicados como potenciais por este aspecto.

            Lembre-se que o semi-sextil, em comparação com outros aspectos, é como uma criança jovem em relação aos garotos e garotas mais velhos, adolescentes, homens e mulheres jovens, parentes e idosos. Ele é “impressionável” como uma criança e pode ser facilmente machucado se não for cuidado com compreensão e consideração. Com diligência espiritual e incansável paciência, é possível que no decurso de uma vida a pessoa que “tende a seu semi-sextil” pode desdobrar um grau de compreensão espiritual ou consciência que corresponderia ao aspecto de sextil entre dois planetas. Em outras palavras, seu horóscopo da vida seguinte registraria o aspecto de sextil. Isto é comparável à primeira evidência do desabrochar durante o curso de um dia – a inconfundível evidência que o desabrochar apareceu onde pela manhã havia apenas uma folha. Você primeiro se torna consciente de seu eu divino em uma nova fase de evolução através de seu semi-sextil – a infância de seu “Cristo Interno” sendo externalizada através de sua consciência. Devemos aos nossos semi-sextis o mesmo tipo de consideração que tendemos dar a tudo que seja jovem, delicado e impressionável; seu crescimento deve ser cuidadosamente nutrido, talvez por um longo período de tempo, através de muitos estágios de desenvolvimento. Mas o objetivo é a fruição final que identificamos astrologicamente como o aspecto do Trígono – o “ponto de vista” pelo qual Poder, Amor e Verdade sejam aprendidos em termos de equilíbrio interno, beleza, capacidade, afluência e alegria. O aspecto exato do semi-sextil é trinta graus; por orbe, vinte e sete a trinta e três graus. É interessante notar que as cúspides das doze casas ocorrem em sequências de trinta graus assim como são os graus de cada um dos signos do zodíaco.

            O aspecto de semi-quadratura (exatos quarenta e cinco graus; por orbe, quarenta e dois a quarenta e oito graus) requer pouca consideração geométrica. Como visto da Terra, a semi-quadratura é o maior dos aspectos válidos que podem ser feitos entre Vênus e o Sol. O Sol, Lua e todos os outros planetas podem formar uma semi-quadratura entre si. (O sextil é o maior aspecto geocêntrico possível entre Mercúrio e Vênus). A semi-quadratura – metade de uma quadratura – é um aviso; como o semi-sextil ela é um “aspecto jovem”. A ínfima cavidade no dente que se não corrigida se tornará um horror dentário, ou a primeira evidência de apodrecimento na árvore que se permitida proliferar a matará, são boas analogias ilustrativas. A semi-quadratura no mapa natal é a evidência de que a pessoa iniciou um bloqueio na percepção dos princípios espirituais representados pelos planetas envolvidos. Ela é tão mais intensa quanto a pessoa no passado buscou experimentar a vida de maneira ignorante em relação com o que ela estava lidando, e agora a semi-quadratura levanta um dedo de alerta e diz “Pare, Veja e Escute”. A antiga máxima “Um nó em tempo salva nove” se aplica às indicações da semi-quadratura, conserte aquela pequena perda no estoque de sua alma agora – nesta vida – ou você se arrisca a arruinar o estoque todo. A semi-quadratura é evidência do vislumbre de tensão, o aparecimento no horizonte da nuvem que pode trazer chuva e atrapalhar os planos de seu piquenique. Você não pode fazer nada a respeito da nuvem, mas se você não quiser se arriscar a ter uma experiência desapontadora, deve postergar seu piquenique até que você saiba com clareza como estará o tempo. Em outras palavras, você não deve teimosamente seguir com planos quando tudo indica que postergar seja mais prático. A experiência de sentir um crescente sentimento de medo ou raiva se assemelha ao significado da semi-quadratura; enquanto a emoção está se intensificando pode-se lidar com ela, controlá-la e transmutá-la, mas após ela atingir certa intensidade, a potência astral excede seu poder mental diretivo e você mergulha em uma experiência caracterizada por sofrimento e dor considerável. Se você tiver oportunidade de lidar com um mapa com várias semi-quadraturas, mantenha o pensamento de experiências passadas vivenciadas com ignorância em mente como uma chave interpretativa; este registro indica que a vida presente conterá para a pessoa muitas oportunidades de aprender a partir de tendências instintivas negativas que devem ser lidadas de forma regenerativa agora ou sofrer graves consequências no futuro. Claro que os dois planetas da semi-quadratura podem estar aspectados de maneira regenerativa por outros pontos no mapa, mas ela em si registra uma tendência negativa. Compreender isso é necessário para que a pessoa possa – na vida presente – saber com o que ela está lidando em seu interior, ao invés de continuar no caminho da ignorância e inconsciência que caracterizaram sua experiência passada de certo modo. Uma vez que você, como leitor astrológico, surge como um símbolo personalizado de conhecimento e consciência para a pessoa estude as semi-quadraturas pela correlação cuidadosa com todos os indicadores regenerativos no mapa – desde semi-sextis aos Trígonos – que estejam envolvidos com os planetas em semi-quadratura. Olhe com os olhos de seu Espírito para as semi-quadraturas como se fosse um dentista estudando uma pequena cavidade mostrada em um raio-x – seu papel como leitor é compreender aquele aviso o mais plenamente possível.

            O Quincúncio (exatos 150 graus, cinco signos; por orbe, 144 a 156 graus) é um fator astrológico fascinante; é como um “casaco de muitas cores”, um caleidoscópio e um camaleão mesclados. Vários símbolos pictóricos foram criados para ele; o autor sugere o seguinte: o símbolo composto do semi-sextil com um traço vertical a partir do centro. Estas linhas corresponderiam às cúspides de Áries, Aquário, Sagitário, Libra e Câncer da grande mandala e a figura que ela representa sugere uma flor fechada em um tronco vertical. O Quincúncio é o único aspecto que representa a alquimia em si, pois seus 150 graus são primariamente focalizados pelos noventa graus da Quadratura e pelos sessenta graus do Sextil. Ele também implica nas possibilidades das seguintes sequências de aspectos: cinco semi-sextis, semi-sextil e trígono, trígono e semi-sextil, sextil e quadratura, quadratura e sextil. A seguinte fórmula pode ser aplicada a cada um dos signos zodiacais como ponto de partida:

            Áries Quincúncio Virgem. Áries semi-sextil Touro, Touro Trígono Virgem. Áries Trígono Leão, Leão semi-sextil Virgem. Áries Sextil Gêmeos, Gêmeos Quadratura Virgem. Áries Quadratura Câncer, Câncer Sextil Virgem. Semi-sextis: Áries-Touro-Gêmeos-Câncer-Leão-Virgem.

            Outra fórmula que representa o Quincúncio na grande mandala é essa: Áries Quincúncio Virgem. Escorpião Quincúncio Áries. Virgem Sextil Escorpião.

            Dois aspectos de Quincúncio sobre um signo zodiacal particular totaliza o zodíaco inteiro quando se somam os sessenta graus do Sextil a eles. Toda a “variação” de alquimia descrita por cada um dos 150 graus é assim mostrada como tendo regeneração auto-dirigida como nota chave. Em outras palavras o grau de realização e completude implícito como potencial pelo Quincúncio se faz possível apenas através de autorregeneração. É sugerido particularmente aos estudantes que ainda “não fizeram muito” com o aspecto de Quincúncio, que uma tabulação completa das fórmulas zodiacais acima seja preparada para memorização e uso em análise de mapas. (Fluência mental considerável está prometida nesse caso!) Uma fluência mental incisiva na sacada dos fatores zodiacais é necessária para o estudo e interpretação do aspecto de Quincúncio devido à grande variação implicada por ele. Se concentrar no entendimento e na percepção do Quincúncio é expandir automaticamente a fluência em todos os outros padrões de aspectos.

            Para uso astrológico prático o Quincúncio é de importância máxima no estudo dos tempos. Como aspecto natal ele representa um potencial de variação alquímica; quando estudado em termos de ativação ele revela uma ênfase periódica contínua que alterna os fatores por serem regenerados e os fatores relativamente regenerados. Uma ilustração simples: Sol em 15 de Áries, Quincúncio Saturno em 15 de Virgem; 15 de Gêmeos: Sextil Sol, Quadratura Saturno; 15 de Câncer: Quadratura Sol, Sextil Saturno; 15 de Sagitário: Trígono Sol, Quadratura Saturno. 16 Capricórnio: Quadratura Sol, Trígono Saturno. Os 150 graus de cada Quincúncio exato estão zodiacalmente contrapostos pelos restantes 210 graus que incluem duas sequências de Quadraturas e Trígonos aos planetas em Quincúncio natal. Na área de 150 graus, os poderes sextílicos devem ser utilizados para regenerar as tendências das quadraturas; na área de 210 graus, os poderes do Trígono são utilizados para alquimizar as tendências da quadratura. Na ilustração acima de Sol-Saturno, o desdobramento do poder executivo espiritualizado e a habilidade seriam os propósitos do Quincúncio a partir de experiências e treinamento em liderança, autonomia pessoal, assumir responsabilidades no trabalho e desenvolver o poder da paciência. Ao combinar as palavras-chave relativas aos dois planetas de um Quincúncio o propósito espiritual ou evolucionário dos exercícios alquímicos deve ser desvendado. Desta abordagem pode ser claramente visto que o Quincúncio não é de fato um aspecto “menor”, pois é um sinal de oportunidade nesta vida para efetuar transmutações muito significativas na consciência. É como a planta de uma construção que dependendo do que é colocado e como o equipamento é usado, pode se tornar uma choça ou um lar amoroso.