quinta-feira, 12 de junho de 2014

CAPÍTULO XXIX – OS ASPECTOS VARIÁVEIS


Livre tradução de: http://rosanista.users4.50megs.com/library01/siaeng37.htm
            Além dos cinco maiores padrões de aspectos (Conjunção, Sextil, Quadratura, Trígono e Oposição) há outros três com os quais o estudante de astrologia deve estar habituado para uma avaliação mais completa dos horóscopos. Estes são o semi-sextil, a semi-quadratura e o Quincúncio. O semi-sextil e a semi-quadratura são aspectos “jovens”.  O Quincúncio é particularmente importante do ponto de vista alquímico; é o mais variável entre todos os padrões de aspectos sendo de primordial importância especialmente a todos os estudos astrológicos concernentes a “inércia x propulsão” da consciência. É aquele padrão de aspecto que, por si, ilustra o potencial alquímico que é estimulado de formas diversas por ativações rítmicas.

            Primeiro, consideraremos o real significado de “padrão de aspecto”. A Lua, Sol e planetas – como “pontos planetários” – representam as faculdades e poderes para expressão e reação em todos os planos do funcionamento humano. Como tais eles são os focalizadores da expressão dos signos zodiacais. Para clareza na escrita e leitura, indicamos seus símbolos dentro do círculo do horóscopo, mas eles deveriam ser acuradamente colocados na circunferência do círculo, visto que o estudo da astrologia considera as posições zodiacais dos planetas vistos a partir da Terra. Se fosse possível fazê-lo, os aspectos planetários deveriam ser representados por linhas retas desenhadas desde o centro do círculo até os pontos planetários cuidadosamente indicados na circunferência. O grau numérico do ângulo feito no centro por quaisquer duas “linhas planetárias” é o aspecto planetário. Podemos considerar como órbita válida – oito graus – para os cinco maiores aspectos, – seis graus – para o Quincúncio e um máximo de três graus para os aspectos semi-sextil e semi-quadratura.

            Imagine que você esteja em pé no centro de seu quarto. A seu redor está desenhado um círculo grande do qual você é o centro. Na circunferência deste círculo estão colocados os símbolos zodiacais que estão indicados nas cúspides de seu mapa natal. Você olha ao norte – para a cúspide de sua quarta casa; você vira noventa graus para a direita – e observa seu Ascendente; mais noventa graus para a direita e encontra seu Meio do Céu; mais noventa e se confronta com seu Descendente, cúspide de sua casa sete; mais noventa e novamente se encontra com sua quarta cúspide. Linhas retas são desenhadas no chão a partir do centro, sobre o qual você está em pé, para cada um dos dez pontos da circunferência que representam as posições de seus pontos planetários. As linhas que se conectam com quaisquer pontos planetários e indicam um aspecto de quadratura formarão exatamente ou aproximadamente um ângulo de noventa graus no centro em que você está; cada aspecto de Trígono revelará um ângulo de cento e vinte graus, etc. Assim que você se virar para ver cada um de seus aspectos em sequência, terá um diferente “ponto de vista” de seu mapa, e um aspecto planetário em seu mapa significa “ponto de vista como consciência”. Conforme você confronta cada aspecto que inclui, por exemplo, seu Marte, volte-se ao centro em que você se encontra. Na vida e experiência, quando você é chamado a lidar com suas qualidades que dizem respeito ao princípio de Marte, você deve ajustar seus pontos de vista aos eventos, pessoas, ambientes, e condições subjetivas. Se sua casa é o centro nuclear de seu ambiente de vida, lembre-se que ao olhar pelas janelas de sua casa você percebe um aspecto diferente do ambiente externo; em outras palavras, você vê o ambiente externo de um ponto de vista levemente diferente conforme você olha através de cada uma das várias janelas.

            O mesmo ocorre com seu mapa; cada relação planetária representa uma qualidade de ponto de vista, centrada em sua consciência, pela qual você tende a considerar e interpretar os princípios de vida. Regenerar seu ponto de vista de forma a apreciar e interpretar sua experiência mais verdadeiramente corresponderia à ação de lavar as janelas de sua casa de modo a ver o ambiente exterior sem impedimentos ou obstrução. Ao compreender os significados de seus aspectos planetários você pode inteligentemente usar seu tempo para o exercício alquímico e empreitadas regenerativas. Há tempos periódicos na vida quando cada aspecto planetário é enfatizado pelos vários tipos de estímulos e ignição de modo que você poderá ter as oportunidades para “lavar as janelas de sua alma”. Esta “lavagem” é regeneração de consciência, a alquimia universal do Espírito.

            O aspecto de semi-sextil é exatamente o que o termo quer dizer: meio sextil. Seu símbolo é a horizontal e as duas diagonais superiores do aspecto sextil, como um “V” sobre uma base horizontal. Como tudo na vida começa de um processo de germinação, todos os padrões de aspectos principiam de uma fusão vibratória que chamamos conjunção; desta unificação vibratória ou “conjunção de forças”, os planetas registram os vários padrões de aspectos de vida a vida de acordo com o modo que se usa a consciência e a mente. O semi-sextil é a promessa do sextil, que por sua vez é o mecanismo de geração do Trígono: é como a folha delicada do trevo verde que se apresenta em ramos na primavera, a promessa da florada e do fruto por vir. O registro de um semi-sextil no mapa é a indicação de que você já começou no passado um programa regenerativo concernente à sua consciência dos princípios planetários envolvidos. Saiba que depende de você lidar com aquela “folha delicada do trevo” com cuidado para cultivar suas qualidades com estratégia e paciência, para tornar-se constantemente cada vez mais perceptivo às suas evidências em sua vida. Dedique consideração espiritual meditativa aos princípios representados pelos planetas envolvidos e aos signos que eles regem; tendo já iniciado a regeneração, você naturalmente desejará perseverar em aprender os valores espirituais indicados como potenciais por este aspecto.

            Lembre-se que o semi-sextil, em comparação com outros aspectos, é como uma criança jovem em relação aos garotos e garotas mais velhos, adolescentes, homens e mulheres jovens, parentes e idosos. Ele é “impressionável” como uma criança e pode ser facilmente machucado se não for cuidado com compreensão e consideração. Com diligência espiritual e incansável paciência, é possível que no decurso de uma vida a pessoa que “tende a seu semi-sextil” pode desdobrar um grau de compreensão espiritual ou consciência que corresponderia ao aspecto de sextil entre dois planetas. Em outras palavras, seu horóscopo da vida seguinte registraria o aspecto de sextil. Isto é comparável à primeira evidência do desabrochar durante o curso de um dia – a inconfundível evidência que o desabrochar apareceu onde pela manhã havia apenas uma folha. Você primeiro se torna consciente de seu eu divino em uma nova fase de evolução através de seu semi-sextil – a infância de seu “Cristo Interno” sendo externalizada através de sua consciência. Devemos aos nossos semi-sextis o mesmo tipo de consideração que tendemos dar a tudo que seja jovem, delicado e impressionável; seu crescimento deve ser cuidadosamente nutrido, talvez por um longo período de tempo, através de muitos estágios de desenvolvimento. Mas o objetivo é a fruição final que identificamos astrologicamente como o aspecto do Trígono – o “ponto de vista” pelo qual Poder, Amor e Verdade sejam aprendidos em termos de equilíbrio interno, beleza, capacidade, afluência e alegria. O aspecto exato do semi-sextil é trinta graus; por orbe, vinte e sete a trinta e três graus. É interessante notar que as cúspides das doze casas ocorrem em sequências de trinta graus assim como são os graus de cada um dos signos do zodíaco.

            O aspecto de semi-quadratura (exatos quarenta e cinco graus; por orbe, quarenta e dois a quarenta e oito graus) requer pouca consideração geométrica. Como visto da Terra, a semi-quadratura é o maior dos aspectos válidos que podem ser feitos entre Vênus e o Sol. O Sol, Lua e todos os outros planetas podem formar uma semi-quadratura entre si. (O sextil é o maior aspecto geocêntrico possível entre Mercúrio e Vênus). A semi-quadratura – metade de uma quadratura – é um aviso; como o semi-sextil ela é um “aspecto jovem”. A ínfima cavidade no dente que se não corrigida se tornará um horror dentário, ou a primeira evidência de apodrecimento na árvore que se permitida proliferar a matará, são boas analogias ilustrativas. A semi-quadratura no mapa natal é a evidência de que a pessoa iniciou um bloqueio na percepção dos princípios espirituais representados pelos planetas envolvidos. Ela é tão mais intensa quanto a pessoa no passado buscou experimentar a vida de maneira ignorante em relação com o que ela estava lidando, e agora a semi-quadratura levanta um dedo de alerta e diz “Pare, Veja e Escute”. A antiga máxima “Um nó em tempo salva nove” se aplica às indicações da semi-quadratura, conserte aquela pequena perda no estoque de sua alma agora – nesta vida – ou você se arrisca a arruinar o estoque todo. A semi-quadratura é evidência do vislumbre de tensão, o aparecimento no horizonte da nuvem que pode trazer chuva e atrapalhar os planos de seu piquenique. Você não pode fazer nada a respeito da nuvem, mas se você não quiser se arriscar a ter uma experiência desapontadora, deve postergar seu piquenique até que você saiba com clareza como estará o tempo. Em outras palavras, você não deve teimosamente seguir com planos quando tudo indica que postergar seja mais prático. A experiência de sentir um crescente sentimento de medo ou raiva se assemelha ao significado da semi-quadratura; enquanto a emoção está se intensificando pode-se lidar com ela, controlá-la e transmutá-la, mas após ela atingir certa intensidade, a potência astral excede seu poder mental diretivo e você mergulha em uma experiência caracterizada por sofrimento e dor considerável. Se você tiver oportunidade de lidar com um mapa com várias semi-quadraturas, mantenha o pensamento de experiências passadas vivenciadas com ignorância em mente como uma chave interpretativa; este registro indica que a vida presente conterá para a pessoa muitas oportunidades de aprender a partir de tendências instintivas negativas que devem ser lidadas de forma regenerativa agora ou sofrer graves consequências no futuro. Claro que os dois planetas da semi-quadratura podem estar aspectados de maneira regenerativa por outros pontos no mapa, mas ela em si registra uma tendência negativa. Compreender isso é necessário para que a pessoa possa – na vida presente – saber com o que ela está lidando em seu interior, ao invés de continuar no caminho da ignorância e inconsciência que caracterizaram sua experiência passada de certo modo. Uma vez que você, como leitor astrológico, surge como um símbolo personalizado de conhecimento e consciência para a pessoa estude as semi-quadraturas pela correlação cuidadosa com todos os indicadores regenerativos no mapa – desde semi-sextis aos Trígonos – que estejam envolvidos com os planetas em semi-quadratura. Olhe com os olhos de seu Espírito para as semi-quadraturas como se fosse um dentista estudando uma pequena cavidade mostrada em um raio-x – seu papel como leitor é compreender aquele aviso o mais plenamente possível.

            O Quincúncio (exatos 150 graus, cinco signos; por orbe, 144 a 156 graus) é um fator astrológico fascinante; é como um “casaco de muitas cores”, um caleidoscópio e um camaleão mesclados. Vários símbolos pictóricos foram criados para ele; o autor sugere o seguinte: o símbolo composto do semi-sextil com um traço vertical a partir do centro. Estas linhas corresponderiam às cúspides de Áries, Aquário, Sagitário, Libra e Câncer da grande mandala e a figura que ela representa sugere uma flor fechada em um tronco vertical. O Quincúncio é o único aspecto que representa a alquimia em si, pois seus 150 graus são primariamente focalizados pelos noventa graus da Quadratura e pelos sessenta graus do Sextil. Ele também implica nas possibilidades das seguintes sequências de aspectos: cinco semi-sextis, semi-sextil e trígono, trígono e semi-sextil, sextil e quadratura, quadratura e sextil. A seguinte fórmula pode ser aplicada a cada um dos signos zodiacais como ponto de partida:

            Áries Quincúncio Virgem. Áries semi-sextil Touro, Touro Trígono Virgem. Áries Trígono Leão, Leão semi-sextil Virgem. Áries Sextil Gêmeos, Gêmeos Quadratura Virgem. Áries Quadratura Câncer, Câncer Sextil Virgem. Semi-sextis: Áries-Touro-Gêmeos-Câncer-Leão-Virgem.

            Outra fórmula que representa o Quincúncio na grande mandala é essa: Áries Quincúncio Virgem. Escorpião Quincúncio Áries. Virgem Sextil Escorpião.

            Dois aspectos de Quincúncio sobre um signo zodiacal particular totaliza o zodíaco inteiro quando se somam os sessenta graus do Sextil a eles. Toda a “variação” de alquimia descrita por cada um dos 150 graus é assim mostrada como tendo regeneração auto-dirigida como nota chave. Em outras palavras o grau de realização e completude implícito como potencial pelo Quincúncio se faz possível apenas através de autorregeneração. É sugerido particularmente aos estudantes que ainda “não fizeram muito” com o aspecto de Quincúncio, que uma tabulação completa das fórmulas zodiacais acima seja preparada para memorização e uso em análise de mapas. (Fluência mental considerável está prometida nesse caso!) Uma fluência mental incisiva na sacada dos fatores zodiacais é necessária para o estudo e interpretação do aspecto de Quincúncio devido à grande variação implicada por ele. Se concentrar no entendimento e na percepção do Quincúncio é expandir automaticamente a fluência em todos os outros padrões de aspectos.

            Para uso astrológico prático o Quincúncio é de importância máxima no estudo dos tempos. Como aspecto natal ele representa um potencial de variação alquímica; quando estudado em termos de ativação ele revela uma ênfase periódica contínua que alterna os fatores por serem regenerados e os fatores relativamente regenerados. Uma ilustração simples: Sol em 15 de Áries, Quincúncio Saturno em 15 de Virgem; 15 de Gêmeos: Sextil Sol, Quadratura Saturno; 15 de Câncer: Quadratura Sol, Sextil Saturno; 15 de Sagitário: Trígono Sol, Quadratura Saturno. 16 Capricórnio: Quadratura Sol, Trígono Saturno. Os 150 graus de cada Quincúncio exato estão zodiacalmente contrapostos pelos restantes 210 graus que incluem duas sequências de Quadraturas e Trígonos aos planetas em Quincúncio natal. Na área de 150 graus, os poderes sextílicos devem ser utilizados para regenerar as tendências das quadraturas; na área de 210 graus, os poderes do Trígono são utilizados para alquimizar as tendências da quadratura. Na ilustração acima de Sol-Saturno, o desdobramento do poder executivo espiritualizado e a habilidade seriam os propósitos do Quincúncio a partir de experiências e treinamento em liderança, autonomia pessoal, assumir responsabilidades no trabalho e desenvolver o poder da paciência. Ao combinar as palavras-chave relativas aos dois planetas de um Quincúncio o propósito espiritual ou evolucionário dos exercícios alquímicos deve ser desvendado. Desta abordagem pode ser claramente visto que o Quincúncio não é de fato um aspecto “menor”, pois é um sinal de oportunidade nesta vida para efetuar transmutações muito significativas na consciência. É como a planta de uma construção que dependendo do que é colocado e como o equipamento é usado, pode se tornar uma choça ou um lar amoroso.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

CAPÍTULO XXVIII – OS ASPECTOS DO TRÍGONO E DO GRANDE TRÍGONO

            O Trígono e o Grande Trígono apresentam correspondência regenerativa, respectivamente, com os aspectos da Cruz T e da Grande Cruz. As linhas que conectam os três pontos planetários de uma Cruz T formam um triângulo e cada diagonal do quadrado formado pelas linhas que conectam uma Grande Cruz divide o quadrado em dois triângulos. A diferença oculta entre os dois tipos de triângulos está no fato de nos aspectos de Cruz, ser o ângulo estrutural principal reto com exata ou aproximadamente 90º que determina a tensão, resistência, congestão e empuxo gravitacional do aspecto Quadratura. Linhas desde o centro do círculo horoscópico que tocam a circunferência em três pontos representando planetas que estão em aspecto de Grande Trígono entre si, formam três ângulos de 120º no centro do círculo. Cada linha que conecta dois destes pontos planetários constitui um dos lados de um triângulo equilátero, identificando a relação de Trígono entre os dois planetas. A essência espiritualizada do aspecto Trígono é representada figurativamente no fato de que os três ângulos de um Grande Trígono são de 60º - o valor numérico do aspecto de Sextil. Uma vez que o Grande Trígono é uma figura fechada, seu desenho e qualidade angular revela que ela é um resultado, em consciência de prévios exercícios sextílicos em regeneração e alquimia. O ângulo central formado pelos dois raios conectados aos pontos planetários em Trígono entre si é 120º, a soma de dois sextis. O Trígono simples não é fechado, mas indica um estágio de equilíbrio relativo obtido pela pessoa que está agora, possivelmente, no processo de criação de um Grande Trígono. O Trígono simples é florescimento evolucionário, o Grande Trígono é frutificação evolucionária.
            Devemos ter em mente que os aspectos Trígono e Grande Trígono portam a consciência regenerada das puras essências espirituais representadas pelos planetas envolvidos, cada qual uma unidade especializada de expressão e reação. É a realização do Espírito que define nosso objetivo evolucionário através da experiência na sequência de encarnações. A presença de um Trígono ou Grande Trígono em um mapa natal é evidência da conquista de realização do Espírito no presente ciclo de evolução. Por “Espírito” se quer dizer os atributos Divinos de Poder, Amor e Verdade que, sintetizados na palavra “Deus”, indicam o estado de puro ser. Independente dos padrões de aspecto, qualquer ponto planetário pode ser estudado em termos de regência por signo, regência por casa, ocupação por signo e ocupação por casa; estes quatro fatores indicam a arquitetura básica da assinatura da vida em evolução em termos dos princípios planetários e potenciais de expressão e reação. Entretanto, quando o planeta se relaciona com outro pelo aspecto de Trígono, há uma indicação de que a pessoa desenvolveu uma faceta de sua natureza e habilidades através da regeneração da consciência em vidas passadas e o aspecto agora porta uma relativa realização evoluída do Espírito que deve ser usada na vida presente para alquimizar outros fatores da personalidade e contribuir para o progresso espiritual da humanidade. A conquista, por realização, de Poder traz consigo a responsabilidade de seu uso correto e criativo. Pela lei de atração magnética, a pessoa que tem um Trígono em seu mapa claramente atrairá em suas experiências aqueles refinamentos, abundâncias, harmonizações e felicidade que são consistentes com o modo de sua consciência realizada de Bom (Deus, Espírito). Mas, aquilo que o Trígono representa como integridade interior, autonomia espiritual, evolução de capacidade, e conquista de habilidade, deve ser mantido em uso para mais regeneração. Se apenas for dele “retirado”, ele se depletará; neste caso as tendências negativas e congestivas da personalidade ganharão progressiva ascendência na consciência.
            Ninguém pode saber quantas vidas foram utilizadas ou quanto esforço foi feito até a culminação do resultado do Trígono no mapa natal. Entretanto, caso seu mapa contenha ainda que um Trígono saiba que você se aplicou por talvez um longo período de desenvolvimento especializado e treinamento em Ação e no reino subjetivo do Pensamento. Aquele tempo e esforço não devem ser desperdiçados na vida presente permitindo que aqueles poderes da consciência “proporcionem apenas prazer e benesses”. Eles foram conquistados, assim como tudo que é conquistado, para usar. Com o uso das qualidades e poderes do Trígono podemos resolver muito de nosso carma pesado e escuro, além de proporcionar maior iluminação aos que mantivermos contato e, ocultamente, com o grosso da humanidade. Ao utilizarmos e expressarmos as habilidades decorrentes do Trígono, induzimos pela inspiração do exemplo, o incentivo a esforços espirituais da parte de outros que estejam caminhando em nossa fase do percurso. Isto não deve ocorrer para autoglorificação, mas no sentido de poder usar os privilégios pessoais como canal de poder assim como de amor e verdade.
            Assim como nenhum humano vive “para ele apenas”, também o aspecto Trígono é significativo para um mapa não apenas em relação aos seus fatores planetários particulares e posicionamento por casa e signo, mas em correlação com todos os outros fatores do mapa. Alguns estudantes revelam o ponto de vista interpretativo que devido a um mapa conter um Trígono ou grande Trígono, “tudo terminará bem”. Este ponto de vista ignora a avaliação do aspecto pela síntese com o mapa todo. Consideremos as possibilidades correlativas: o ponto planetário de um aspecto Trígono pode ter:
            Nenhum outro aspecto; um possível aspecto; vários aspectos de tensão e congestão; vários aspectos de qualidade regenerativa; uma variedade de ambos os tipos: ele pode estar dignificado, estando no signo de sua regência; pode estar disposto por outro planeta, estando no signo regido por aquele planeta; ele pode ser o regente do Ascendente, o “significador pessoal”; ele pode ser o regente do descendente o “foco da complementação”. Caso esteja no signo de sua dignidade ele pode ser um “tom isolado”, sem nenhuma influência, ou pode ser o dispositor de vários outros planetas. Ele pode ser o único planeta não aflito do mapa; ele pode dispor ou estar disposto pelo planeta mais aflito.
            A maior necessidade espiritual e evolucionária da pessoa usar e expandir o uso de um planeta em Trígono está indicada se aquele planeta também é um dos dois planetas que fazem um aspecto de Quadratura. O aspecto de Quadratura (próximo à órbita de 90º) indica a maior tendência de congestão, inércia, ignorância e escuridão interior. Um de seus planetas, estando também em Trígono, deve ser utilizado alquimicamente para regenerar aquela fase da consciência representada pelo outro planeta da Quadratura. Sugere-se, para fins de desenvolvimento e fluência, que você crie uma lista de variações de Quadratura e Trígonos a cada planeta, estudando-os desde o ponto de vista da Quadratura como o mais necessário plano de regeneração e o Trígono como sendo a mais poderosa agência alquímica espiritual. Para a expansão desta listagem, você pode combinar os signos zodiacais e as casas ambientes com cada tríade planetária. Comece com as formas simples de Quadratura e Trígono, veja o poder do Espírito trabalhando na Quadratura a partir do auxílio do Trígono; o planeta comum aos dois aspectos se revela como sendo um ponto de virada evolucionário. Em cada grupo, o “planeta ponto de virada” pode ser pensado como “mente mortal”, em relação ao aspecto Quadratura; em relação ao aspecto Trígono, ele se torna – ou se revela como sendo – um modo de poder “espiritualizante”. Este procedimento é uma técnica básica para ganhar fluência na percepção dos potenciais alquímicos de um horóscopo; ele proporciona um exercício esplendidamente frutífero em aprender o uso correto do aspecto Trígono. Então quando você principia a analisar horóscopos, você se perceberá muito mais sensível para espiritualizar e regenerar possibilidades das pessoas que você busca dar assistência. Antes de qualquer coisa o astrólogo deve ser um espelho de Verdade aos outros, assim como seus horóscopos são espelhos pelos quais as verdades de seus compromissos de vida se revelam a ele. É nesse sentido que ele usa os poderes do Trígono de sua identidade astrológica na forma mais pura, e aquele uso é uma assinatura contínua e sempre em expansão. Quanto mais ele sincera e religiosamente busca a Verdade através do exercício da mente e da consciência, maior a Verdade que ele verá nos horóscopos e mais ele poderá revelar na forma de orientação iluminadora.
            Alguma consideração deve ser feita quanto ao paralelo entre o aspecto do Trígono e o ponto oposto ao ângulo reto da Cruz T. Para ilustrar: dois planetas estão em Trígono entre si a dez de Touro e dez de Virgem; estes são os signos Fixo e Mutável, respectivamente, da Trindade de Terra – da qual o terceiro e Cardinal é Capricórnio. Nesse exemplo, a indução regenerativa ocorre quando os trânsitos e progressões ativam aqueles graus que estão na orbe de dez Capricórnio. Estas ativações originam uma “condição temporária de Grande Trígono” no mapa, visto que o Trígono natal Touro-Virgem é simpaticamente ativado desde Capricórnio. São nestes momentos que a pessoa é internamente estimulada a expandir sua realização e uso do Trígono natal, e também, a “perceber felicidade” a partir do que é correspondentemente trazido a seu ambiente, relacionamentos e empreendimentos.
            Nesta ilustração, há quatro pontos (ou, por orbe, “áreas-graus”) que quando ativadas impulsionam o uso dos poderes do Trígono. Estes são os décimos graus de Aquário e Leão (Quadrando Touro) e os décimos graus de Gêmeos e Sagitário (quadrando Virgem). Também, quando a pessoa ilustrada acima entra em contato com alguém que tenha essas áreas ocupadas por planetas em seu mapa, o poder do Trígono Touro-Virgem é impelido ao uso por vibração indutiva. Se os planetas da outra pessoa, em orbe do décimo grau de Aquário, Leão, Gêmeos ou Sagitário estão aspectados de modo não regenerado, então o impulso induzido na utilização do Trígono Touro-Virgem assume status de teste espiritual, talvez até mesmo uma iniciação, através do contato pessoal ou da experiência de relacionamento resultante. Esse é um exemplo simples para ilustrar um ponto importante em correlacionar um Trígono natal com outros fatores horoscópicos. Ele pode ser usado como “cama elástica” na consideração de situações mais complexas de interação de forças planetárias.
            O princípio da polaridade subjetiva é interessantemente combinado com o poder do Trígono na seguinte ilustração: um mapa natal com colocações planetárias na orbe do décimo grau de Touro, Escorpião, Virgem e Peixes. Este padrão revela dois aspectos de Oposição interagindo, Touro-Escorpião e Virgem-Peixes; dois Sextis, Peixes-Touro e Virgem-Escorpião; dois Trígonos, Touro-Virgem e Escorpião-Peixes. Este é um exemplo extremamente interessante de alquimia funcionando na consciência humana, pois as espiritualizações relativas (os Trígonos) e os potenciais alquímicos (os Sextis) trabalham de mãos dadas com as outras duas Oposições inter-relacionadas que representam um duplo padrão de tensão. Neste exemplo, ativações de Capricórnio vão trinar os pontos de Terra e sextilar os pontos de Água; ativações de Câncer vão trinar os pontos de Água e sextilar os pontos de Terra quando uma ativação conjuntar um dos planetas deste padrão, toda a implicação do aspecto de quatro pontos sofre “ignição”, sendo bom estudar outras ativações correntes para determinar, o mais claro possível, a significância plena do tempo da conjunção. As oposições neste tipo de aspectos compostos “dão aos Trígonos e Sextis algo para trabalhar” e elas asseguram que a vida da pessoa conterá uma variedade considerável de experiências e empreendimentos. A conexão dos quatro pontos planetários, na circunferência do círculo, por linhas retas resulta na formação de um retângulo que envolve dois diâmetros, assim como a Grande Cruz forma um retângulo envolvendo dois diâmetros. A diferença entre eles sendo que o primeiro é padronizado por dois Trígonos e dois Sextis enquanto o segundo é padronizado por quatro Quadraturas. Pode-se supor que o retângulo “Trígono-Sextil” seja evidência de que uma Grande Cruz prévia foi alquimizada por empreitadas regenerativas; ou que, se os Trígonos e Sextis não forem exercitados na vida presente, o retângulo presente pode se tornar uma Grande Cruz no futuro. A inclusão de dois aspectos de oposição nestas duas formações retangulares indica que uma polarização considerável – de uma forma ou de outra – está ocorrendo na presente encarnação.
            Dentre os aspectos de Trígono individuais, em uma avaliação pura, não há um que represente maior “vantagem em consciência” que um aspecto de Trígono ao Sol; de maneira especial se este “Sol planetário” não tiver Quadraturas e oposições. Pode haver muito destino escuro e pesado representado pela Lua e outros planetas, mas quando o ponto do Sol está claro e trinado, a pessoa tem acesso ao fluxo livre do poder do Espírito em e através de sua consciência. Se o ponto do Sol é trinado e quadrado, vemos a evidência de um grande teste espiritual nesta vida: a consciência de Poder desafiada por uma tendência ao mau uso ou abuso do mesmo. Tal pessoa faria bem em manter-se espiritualmente sintonizada por concentração ou meditação nas vidas e características de pessoas eminentes que tiveram grande poder e o utilizaram sabiamente, criativamente e espiritualmente.
            Correlação com o resto do mapa é especialmente importante no estudo do Grande Trígono. Por si, ele representa um padrão estabelecido de pose interior e equilíbrio. Mas se os fatores dinâmicos do mapa carecem do escopo aspecto ou se a Lua, Vênus e os signos de Terra forem particularmente fortes, então o Grande Trígono pode determinar uma tendência a tornar as coisas fáceis demais para que algum progresso de fato ocorra. Um mapa estático ou quiescente pode representar um tempo de vida caracterizado por descanso após talvez várias vidas de grande esforço e atividade – uma espécie de “Sabático Evolucionário”. Um Grande Trígono em tal mapa parece dizer: “Tenho trabalhado duro por um longo tempo e agora vou apreciar um descanso por algum tempo”.
            Outros tipos de mapas podem indicar, por correlação de aspectos, que a pessoa traz um Grande Trígono para alquimizar grandes áreas de destino não preenchido ou não regenerado. Neste caso, ele será impelido – para sobrevivência e resolução – a colocar em uso toda a extensão de seus poderes de Grande Trígono e habilidades em termos de seu próprio desenvolvimento em relação à sua raça e à humanidade em geral. Uma correlação comparativa de Saturno com os Fatores Dinâmicos – Sol, Marte, Júpiter e Urano – em simpatia ou contraste com o Grande Trígono é importante para este tipo de mapa. Se Saturno é um dos planetas do Grande Trígono, então os poderes da paciência, praticidade, consciência e perseverança são indicados como sendo parte do equipamento espiritualizante. Mas se Saturno contrasta com o Grande Trígono, surge a figura de condições cármicas antigas e profundas a serem resolvidas pelo exercício regenerador dos poderes do Grande Trígono.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

CAPÍTULO XXVII – OS ASPECTOS DA CRUZ T E DA GRANDE CRUZ

            Estes dois aspectos são tidos por muitos leitores da astrologia como tendo um contexto consideravelmente negativo para os nativos que os representam. É fato que lições de vida de grande importância e significado evolutivo são indicadas por estes padrões. Também é verdade que o leitor de astrologia deve aprender a abordá-los de modo impessoal e não emocional, com calma filosófica, caso sua proposta seja interpretá-lo de modo a prestar um serviço.
            Qualquer proposta astrológica que tende a enfatizar a interpretação da experiência como sendo má, azarada, calamitosa ou trágica não pode ser verdadeiramente iluminadora; entretanto, este tipo de abordagem ocupa a mente de muitos leitores quando buscam interpretar até mesmo uma simples quadratura. Assim, a fusão do aspecto de oposição com quadraturas múltiplas, conforme se observa na Cruz T e na grande Cruz, representa para eles “algo tenebroso ao grau extremo”, uma qualidade de carma tão terrível que está quase ou além de qualquer possibilidade de resolução durante todo escopo da vida presente.
            Com justiça, nós astro-leitores devemos nos tornar mais conhecedores e reconhecedores dos princípios fundamentais da vida de modo que chamados a ler mapas que contenham estes padrões de tensões múltiplas, possamos exercitar a percepção correta e, portanto iluminar mais que exercitar a ignorância e o medo, que podem aumentar a tensão e a desesperança na consciência da pessoa em questão. Estes aspectos complexos podem ser vistos de vários pontos de vista do princípio que revela os segredos do destino como indicativos do estado e progresso evolucionários. Nossa responsabilidade e serviço estão focados na expansão da percepção do princípio.
            Para o percurso deste material, é sugerido que você prepare várias cópias do mapa de doze casas com os signos zodiacais arranjados em sequência a partir de Áries como signo ascendente; e também uma lista dos signos zodiacais de acordo com as “Cruzes” como segue:
            Cardinal: Áries e Libra, Capricórnio e Câncer; Fixo: Leão e Aquário, Touro e Escorpião; Mutável: Sagitário e Gêmeos, Virgem e Peixes.
            A sequência no sentido horário dos quadrados subsequentes: Áries: Câncer e Capricórnio; Libra: Capricórnio e Câncer; Capricórnio: Áries e Libra; Câncer: Libra e Áries; Leão: Escorpião e Touro; Aquário: Touro e Escorpião; Touro: Leão e Aquário; Escorpião: Aquário e Leão; Sagitário: Peixes e Virgem; Gêmeos: Virgem e Peixes; Virgem: Sagitário e Gêmeos; Peixes: Gêmeos e Sagitário.
            Consideração do “escopo planetário”: o escopo planetário mínimo para a Cruz T são três pontos planetários, dois dos quais estão em oposição um ao outro, ambos sendo quadrados pelo terceiro. O escopo planetário mínimo para a Grande Cruz são quatro pontos, sendo dois pares de oposições formando uma sequência de quatro quadraturas. O máximo escopo para ambos são todos os dez pontos planetários que podem estar inter-relacionados por órbitas próximas ou por órbitas “extendidas”. No caso de muitos aspectos Cruz T e Grande Cruz, de quatro ou mais planetas, a diferença numérica entre o primeiro planeta que aplica o aspecto e o último, pode chegar a doze ou treze graus; a extensão da órbita é válida porque os planetas estão inter-relacionados no mesmo aspecto.
            Considerando a qualidade do aspecto: A Cruz T e a Grande Cruz podem ser vistas como “puras” se seus pontos planetários ocuparem signos da mesma cruz – cardinal, fixo ou mutável; “mistas” se os planetas, ainda em uma órbita válida, ocuparem signos de uma mistura das cruzes. Alguns exemplos:
            Cruz T, mínima, pura: Vênus em 9 de Leão oposta a Júpiter em 9 de aquário, ambos quadrados pela Lua em Touro (ou Escorpião).
            Cruz T, mínima, mista: Vênus em 26 de Leão oposta a Júpiter em 28 de Aquário, ambas quadradas pela Lua em 2 de Sagitário (ou Gêmeos); Vênus e Júpiter estão em signos fixos e a Lua em mutável.
            Cruz T, múltipla (quatro a nove pontos), pura: Saturno 6 Libra, Júpiter 9 de Áries, Urano 14 de Câncer, Netuno 17 de Libra; a órbita de aspecto, de Saturno a Netuno é de onze graus.
            Cruz T, múltipla, mista: Plutão em 28 graus de Gêmeos, Marte 3 de Capricórnio, Vênus em 2 de Áries, Lua 8 de Áries: órbita de aspecto de dez graus, Plutão em mutável, os outros em cardinais.
            Grande Cruz, mínima, pura: Sol em 4 Peixes, Urano 2 de Virgem, Lua 7 de Sagitário, Júpiter 1 de Gêmeos – todas órbitas próximas, signos mutáveis.
            Grande Cruz, múltipla (nove pontos), mista: Urano 22 Capricórnio, Lua 23 de Câncer, Netuno 24 de Câncer, Mercúrio 19 de Libra, Marte 21 de Libra, Vênus 22 de Libra, Júpiter 26 de Libra, Sol 2 de Escorpião, Saturno 3 de Touro; órbita de aspecto 14 graus, Mercúrio a Saturno; mistura de cardinais e fixos.
            A experimentação com variedades de padrões de Cruz T e Grande Cruz usando vários signos ascendentes desenvolverá fluência no reconhecimento delas no estudo dos mapas. Comece com as “puras-mínimas” e progrida, por expansão, para mais complexas e variadas.
            Em relação à compreensão das razões e propósitos dos aspectos da Cruz T e da Grande Cruz, tenha sempre em mente a sentença do Princípio de Vida: a liberação de poder depende e sucede a focalização do poder. Por exemplo, a liberação do poder em atividade é focalizada pela Vontade para preencher um Propósito; liberação de poder como Amor é focalizada pelo contato no relacionamento e a ativação resultante da consciência mútua ou individual do Amor; liberação de poder como Ensinamento é focalizada pela necessidade do professor em dar expressão àquilo que ele aprendeu e a necessidade do estudante ao que está sendo expresso. Este princípio pode ser percebido pela pessoa que discerne, em todo aspecto da vida, experiência e planos de funcionamento.
            A implicação quase fatídica da dificuldade delineada pela Cruz T e pela Grande Cruz se deve ao fato delas representarem uma necessidade interna ou subjetiva de um método de focalização para a correção de tendências ao desperdício praticadas durante várias vidas passadas. Em outras palavras, estes padrões desenham um recolhimento carmicamente condicionado de forças que dizem ao leitor astrológico que aqueles princípios que governam o destino humano não permitirão que a pessoa portadora do aspecto continue com esta proposta de desperdício relativo em atitude e atividade. A presente encarnação é, portanto representada como a oportunidade carmicamente programada, através da relativa limitação do escopo, de trazer ordem à consciência a partir de um foco na experiência concentrada. Mapas que contém a Cruz T e a Grande Cruz portam padrões de vida que sempre revelam certa “circunscrição” ou “cerceamento” da experiência em formas especializadas; muitos e muitos anos e em alguns casos a vida toda são utilizados para a experiência pessoal em alguma fase ou atividade, relacionamento ou problema. Na medida em que a pessoa puder compreender e concordar com a necessidade daquela fase, como oportunidade de para disciplina, treinando integração, ou redenção, ela fará uso de seu padrão de Cruz T ou Grande Cruz.
            Mas na mesma medida em que resista, se ressinta e se rebele contra ela, as dificuldades implicadas no cerceamento e circunscrição se intensificarão. Devemos ter em mente que nenhum aspecto planetário tem como propósito a frustração ou a limitação. Somos nós que criamos o sentimento presente de frustração por não termos experienciado a vida de forma equilibrada no passado.
            Para trazer ordem ao caos nós criamos Institutos de Vida; pelo princípio da polaridade, medidas de reação na forma de nos concentramos e focalizarmos de maneira mais específicas de modo que a contínua repetição nos capacite a engendrar processos de alquimia consciente e inconsciente; para vencer a fraqueza pelo desenvolvimento da força, para transpor a ignorância pelo cultivo do conhecimento e da compreensão, para polir e refinar as cruezas das degenerações passadas e, portanto destilar a consciência dos poderes anímicos e espirituais.
            Nós determinamos as medidas e os passos de nosso desenvolvimento, mas as forças e Princípios de Vida, como mostrados em nosso padrão de aspectos planetários, proveem a substância para nossos processos de desdobramento em ambientes, relacionamentos e atividades nas quais e através das quais nós nos concentramos e focalizamos para fases específicas de preenchimento e crescimento.
            Do ponto de vista objetivo do leitor astrológico quando estuda um registro de Cruz T ou Grande Cruz, ele vê um humano que toma sua “experiência de Cruz” dentre um desses níveis: (1) desafio sem saída e sem esperança; (2) antagonismo, resistência irada e fricção; (3) fazer uso construtivo da experiência para ganhar treinamento, refinamento e crescimento. Isto é oferecido como uma pista na direção da síntese de valores espirituais no mapa. Na dependência da visão escolhida pela pessoa o astro-leitor saberá a melhor forma de aproximação para a interpretação dos padrões tensionais.
            Um dos pontos mais importantes no estudo da Cruz T é encontrando quando se pensa nela como uma combinação de linhas de força. Na imaginação, coloque-se no centro de uma cópia da grande mandala; ao redor de seus pulsos estão amarradas três cordas cujas extremidades estão nas mãos de três pessoas que se encontram sobre as cúspides de Áries, Libra e Câncer; estas três pessoas estão tentando puxá-lo na direção delas – para longe de sua posição no centro; você está tentando manter sua posição e para fazê-lo você deve resistir às três direções de tensão. Áries e Libra, opostos entre si, representam o aspecto da oposição da Cruz T. Câncer em quadratura a ambos é o ápice da Cruz T; se a pessoa em Câncer soltar sua corda o cabo de guerra fica entre Áries e Libra, mas enquanto Câncer também tentar puxá-lo, você tem que tentar reagir à sua puxada. Você faz isso exercendo sua contraforça na direção do que seria o ponto de Capricórnio - oposição a Câncer.
            Portanto, o ponto de oposição ao ápice da Cruz T é tão importante de ser estudado como os demais três, pois ele representa psicologicamente e espiritualmente falando, a qualidade que você deve exercitar e desenvolver quando os conflitos e fricção representados pelos três pontos da Cruz T ameaçarem puxar você para fora de seu centro; ele representa as qualidades e poderes espirituais que seu Eu Superior está buscando para torná-lo consciente a fim de que desenvolva integração e balanço internos. No estudo de um mapa que contenha o aspecto Cruz T, pense cuidadosamente ao signo em oposição ao ápice e as condições indicadas pelo seu regente planetário. No estudo dos tempos (trânsitos maiores, progressões, etc.) observe cuidadosamente aqueles períodos quando ocorre atividade sobre o ponto oposto ao ápice, pois estes momentos sempre trazem oportunidades significativas de testes para manter e desenvolver postura interior e serenidade pela polarização espiritual das tendências negativas despertadas pelo estímulo dos planetas da Cruz T.
            Planetas são pessoas: os padrões e tendências de sua consciência são ativados ou estimulados pelo seu contato com outras pessoas – esta ativação torna possível o que chamamos de experiência. Entre as pessoas mais importantes na vida de alguém que tem uma Cruz T em seu mapa, estão aqueles que colocam planetas no signo oposto ao planeta no ápice da Cruz T. Os planetas deles podem estar não regenerados, regenerados ou variavelmente aspectados, mas em qualquer desfecho em algum grau, eles representam aquilo que a pessoa com a Cruz T está buscando encontrar dentro de si mesma para alcançar maior integridade psicológica e espiritual. Se a qualidade correspondente na outra pessoa não está regenerada, ele será um teste muito significativo para a pessoa com a Cruz T; se regenerado, ele será – potencialmente ao menos – um auxiliar, um inspirador, um bom exemplo, um ideal. Se esta qualidade estiver variável, então estude a tendência mais pronunciada pelo estudo do trânsito do encontro entre as duas pessoas; tente determinar se a tendência não regenerada ou regenerada estava mais em evidência no momento em que elas iniciaram o relacionamento. Você pode descobrir que as melhores tendências da pessoa variável foram estimuladas naquela época, indicando que seu propósito sobre a pessoa com a Cruz T é basicamente de auxílio e elevação. Colocar em uso o poder espiritual e a qualidade indicados pelo signo oposto ao ápice da Cruz T é magia branca criativa pois representa um altíssimo grau de alquimia espiritual sobre a consciência.
            Para o estudo e análise da Grande Cruz, sugere-se que seja feita uma mandala deferente para a mesma e a estude de forma separada do mapa natal em primeiro momento, guardando em mente que as linhas de força a partir do centro do horóscopo ou da mandala, indicam duas oposições polares entre si e quatro quadraturas que interagem entre si. Então por clareza e eliminação de confusão no pensamento, crie uma mandala para cada planeta da Grande Cruz que inclua todos os aspectos natais em relação àquele planeta particular. Desse modo você pode dissecar todas as evidências de alquimia e potencial regenerativo que podem ser utilizadas pela pessoa para obter crescimento espiritual a partir das experiências indicadas pela Grande Cruz. A Grande Cruz é realmente um pequeno horóscopo dentro do natal – uma concentração de forças de consciência que, se usada construtivamente e criativamente, podem tornar a encarnação presente um passo ascensional muito importante na espiral evolutiva. Sua palavra chave básica pode ser: concentração evolutiva necessária de consciência e habilidades para o uso construtivo. O mau implicado na Grande Cruz é uma interpretação individual apenas; seu propósito é aumentar o bem do indivíduo através da focalização.
            Concluindo há algumas abordagens especiais que poderiam ser levadas em consideração. O aumento da percepção dos poderes da fé em leis espirituais e paciência – o uso correto do Tempo – será particularmente de auxílio para uma pessoa que tenha Saturno na configuração de uma Cruz T ou Grande Cruz; ele deve ser encorajado a praticar a espiritualidade construtiva, pontos de vista de longo prazo em relação às suas experiências, pois suas necessidades para esta disciplina são especialmente urgentes para seu tempo de vida.

            Se a lua estiver configurada em qualquer destes padrões de aspectos, o conhecimento científico concernente ao propósito e à ação da mente instintiva será de benefício particular; porque está pessoa assumiu um grande compromisso para esta vida, em limpar resíduos negativos de vidas passadas. Se o regente planetário estiver configurado, isso evidencia que a pessoa experienciará considerável refocalização através de dificuldades físicas; informações concernentes às relações do oculto ou espiritual das leis com as condições físicas podem oferecer as respostas para suas maiores necessidades espirituais. Se Urano for o fator, o exercício no ajuste inteligente a mudanças está indicado como parte da assinatura espiritual – especialmente se Urano estiver quadrando ou opondo Saturno e Saturno tiver a influência predominante no mapa de maneira geral. A inclusão de Júpiter nestes padrões indica que a sinceridade na motivação deve ser exercitada para neutralizar ou alquimizar as tendências de falsa modéstia e compensações infrutíferas. A inclusão de Mercúrio indica que a disciplina mental e a clareza devem ser destiladas da concentração na experiência assim como na melhoria nos métodos de comunicação. A inclusão do Sol nestes padrões é especialmente significativa; a proposta básica da concentração da experiência é para – evolutivamente – voltar a atenção da pessoa em direção a Deus, para realizar sua verdadeira Fonte de Vida e Ser.

sexta-feira, 7 de março de 2014

CAPÍTULO XXVI – OS “BONS” ASPECTOS



            A função dos aspectos de sextil e trígono é revelar graus relativos de consciência regenerada da humanidade. Eles são nossos pontos de iluminação; nossos “impulsos em direção ao Bom maior” (sextil) e “realização do Bom manifesto” (trígono). O sextil é o processo pelo qual o trígono é criado.
            O astrólogo filosoficamente inspirado nunca pensa ou se refere ao sextil e ao trígono como aspectos de “sorte”, porque ele sabe que cada fator em um horóscopo é um efeito de uma causa específica; a causa original foi, obviamente, uma expressão em ação de um nível particular de consciência no passado. Ele reconhece que todo sextil em um mapa representa certo trabalho de regeneração que, iniciado no passado, foi trazido a tal ponto de eficiência que ele agora se apresenta como um dínamo para a realização de mais e maiores poderes regenerativos nesta encarnação. Ele reconhece que cada trígono é um registro de equilíbrio no relacionamento entre dois fatores planetários; um trígono é sempre o resultado de regeneração da consciência – ele nunca é um afortunado “acidente de hereditariedade” de forma alguma ou em qualquer nível de desenvolvimento.
            Para muitos, o sextil é considerado um aspecto “menor” ou “pequeno”; talvez esta interpretação seja feita devido ao aspecto envolver apenas 60 graus – metade de um trígono. Quando estudamos o símbolo do sextil somos alertados ao fato que o sextil é tão “maior” quanto qualquer aspecto; quando reconhecemos sua significância como figura das fases dinâmicas da evolução, percebemos que ele é um dos mais importantes dentre todos os símbolos astrológicos, sendo aquele pelo qual o astrólogo, ao compreendê-lo, pode oferecer maior auxílio aos que estão procurando melhor percepção de suas próprias fontes de Luz.
            A forma geométrica essencial do símbolo do aspecto sextil é hexagonal – uma figura de seis lados iguais que repousa, assim como a quadratura e o trígono, sobre uma base horizontal. Os pontos de partida cíclicos da quadratura e do trígono são o ponto médio e a cúspide da segunda casa, respectivamente; o sextil “começa” no Ascendente – o primeiro fator que revela a qualidade dinâmica essencial e significância do aspecto. Assim como o trígono, progressos pelo hexágono é feito a partir de diagonais nos pontos de virada; uma diagonal composta de horizontal e vertical implica na abstração de “para cima e para frente sempre” – o símbolo da evolução espiritualizada.
            A primeira diagonal do hexágono corta através da primeira e segunda casas e estabelece contato com a cúspide da terceira casa. Em outras palavras, ele passa por um atalho através do potencial de desejo da segunda casa e diretamente conecta o “EU SOU” do ascendente com o “Eu Penso” da terceira casa. Seguindo adiante no hexágono vemos que as outras cinco linhas cortam através das casas que abstratamente relacionadas com os signos de água e de terra e que o símbolo todo tem, assim como seus pontos estruturais, as casas relacionadas aos signos de fogo (Espírito) e de as (Mente). (Estas casas são também identificáveis pelos dois pares de “relações paralelas” – primeira e sétima, terceira e nona – mais as duas casas do potencial de poder do Amor – a quinta, e sua polaridade espiritualizada, a décima primeira). O símbolo nos diz que o aspecto do sextil representa os recursos propulsores dinâmicos e positivos da consciência humana – ele corta através dos níveis do desejo e do instinto – colocando em expressão aqueles fatores da consciência que neutralizam os miasmas nos recursos subconscientes dos sentimentos intensos.
            Os símbolos da quadratura e dos trígonos são “fechados”, representando um estado de consciência no qual algo definido foi alcançado. A quadratura é não regeneração que se tornou “encarceramento” – ela deve ser forçosamente afrouxada por agências regenerativas de modo que a evolução possa continuar; o trígono é um nível específico de florescimento – um nível de sincronização interior e equilíbrio. Ele será no tempo certo descristalizado assim como a flor é descristalizada em seu próprio tempo, de forma que os novos processos de vida da planta possam progredir. Os dois planetas envolvidos no aspecto do trígono estão destinados a entrar em relação de trígono com outros planetas no futuro, de forma que a qualidade “estática” da sua relação presente se tornará, no tempo certo, sujeita às forças evolucionárias para a criação de novos padrões de experiências a partir dos quais novos trígonos resultem.
             Na experiência humana vemos esta descristalização de trígonos representadas quando consideramos aquelas coisas que representam felicidade, harmonia e contentamento para uma criança de 6 anos e que não trazem satisfação para um homem de 40. Aquilo que pode representar o florescimento de uma cultura de aborígenes na floresta pode parecer infantil para uma pessoa que está se manifestando como membro de uma sociedade verdadeiramente cultural. “Qualquer planeta em trígono com outro planeta” representa essencialmente, um florescimento de consciência; mas, as manifestações dos trígonos são relativas ao desenvolvimento evolucionário.
            Quando consideramos o símbolo do sextil, estamos olhando para uma figura de “linhas de força”. Este símbolo, diferente de outros símbolos de aspectos, abre uma figura de radiações a partir do centro. Uma vez que é aberto, há uma implicação de indefinição de forma. Ele é de fato processo em progresso ao invés de algo alcançado. As seis linhas – cúspides das casas de ar e fogo – representam uma carga de nova luz e calor a partir do centro; não do centro em si, mas daquilo que emana dele.
            O aspecto de sextil é o princípio de alavancagem e contraforça. Ele tem que ter algo para trabalhar contra e, em relação aos níveis de consciência humanos, a coisa contra a qual ele trabalha contra é sempre um estado não regenerado. Nós não podemos permanecer em um estado específico indefinidamente; fazê-lo seria assegurar estagnação. (Traduza “estagnação” significando “morte”). O aspecto de sextil é o mecanismo pelo qual o Progresso Cósmico se expressa através de nós para descristalizar congestões tornando possíveis as grandes mudanças alquímicas de transmutação e liberação regenerada de potenciais.
            Dois planetas em aspecto de quadratura denotam um estado de inércia através da não regeneração; estas forças devem, se a Vida for expressão progressiva através de uma pessoa, ser descristalizadas de forma que as energias da alma possam ser redistribuídas tornando possível um relacionamento harmonioso eventual como um trígono. Um planeta que faz sextil com um dos dois planetas da quadratura é a agência alquímica – contraforça contra a inércia da quadratura. A troca vibracional entre estes planetas é o potencial de descristalização para redirecionamento das energias do planeta quadrado. É como um produto químico colocado na água que torna o processo da lavagem mais fácil e bem acabado, ou o líquido que amolece a gordura de um cano, de forma que o cano pode mais facilmente drenar a água a ser descartada. Quando os dois planetas de uma oposição estão respectivamente trinados e sextilados por um terceiro planeta, é o planeta do sextil que está sendo trabalhado pela agência regenerativa. Se você tiver a opostunidade de estudar um mapa em que um planeta apresenta apenas faz sextil com outros planetas, dê atenção muito especial a este planeta; pois seu cultivo depende muito do desenvolvimento espiritual da pessoa; este planeta provê uma siginificativa contraforça contra muito do que pode estar se apresentando como não regeneração.
            Dois planetas que se apresentam em um sextil não aspectado contam uma história que em sua inter-relação evolucionária foram permitidos a sair para um bom começo – uma indicação de percepção direta da expressão regenerativa e uma bela promessa de florescimento para um relacionamento de trígono não está longe no futuro. Entretanto, o trabalho regenerativo deve ser expresso continuamente para fazer este florescimento possível; complicações por padrões não regenerados podem resultar em “trabalho arruinado”. Ajude esta pessoa a compreender os princípios destes dois planetas de modo que possa saber como fazer trabalhar estas expressões particulares como neutralizadores para outras vibrações do tipo não regenerado, e desenvolver seus potenciais em relações de reciprocidade. Devemos dar atenção muito cuidadosa ao estudo dos sextis e semi-sextis que encontrarmos em qualquer mapa; nós reconhecemos que eles são os trabalhos da consciência regenerada para descristalizar e redistribuir padrões energéticos que se tornaram estagnados na não regeneração.
            O símbolo do trígono, quando relacionado ao mapa abstrato, coincide com as cúspides das casas 2,6 e 10 – um triângulo equilátero que repousa sobre a base horizontal. Simétrico como o trígono de água, o trígono de terra também representa, pela sua horizontalidade, uma paz – um “descanso perfeito”. Neste símbolo vemos a consciência humana aproveitando os frutos do esforço construtivo; após uma fase de redirecionamento, o pleno florescimento é realizado e desfrutado – seja em momentos durante a encarnação ou durante um ciclo de encarnação.
            Alguns astrólogos correlacionam o símbolo do trígono com o significado essencial do planeta Júpiter – devido, supõem-se, à “alegria” ou “boa fortuna” pela qual eles identificam aquela vibração benevolente. Júpiter, com todo devido respeito a suas inúmeras virtudes, é uma vibração dinâmica; o trígono é equilibrado, uma indicação de harmonia interior, o florescimento da consciência espiritualizada, uma percepção do Eu Superior – todos, resultados de esforços transmutativos.
            Aplique o triângulo com base horizontal ao mapa de doze casas e perceba que, ciclicamente, ele começa na cúspide da segunda casa; ele viaja através da cúspide da sexta casa e a seguir, diretamente para a cúspide da décima casa. O mapa é a representação da evolução da consciência humana através de padrões de experiência e, portanto o significado interior do trígono deve ser encontrado na consideração das casas que ele abstratamente representa, e a partir daí ser deduzida a vibração planetária com a qual mais proximamente ele corresponde. Uma vez que o trígono representa resultado regenerado, vamos aplicar palavras chave regeneradas às três casas envolvidas:
            Segunda casa: “posse e desejo de posses” foram transmutados para consciência da troca correta de dinheiro e bens materiais, serviço perfeito e a resultante regeneração dos relacionamentos entre pessoas que aprenderam a dirigir as trocas financeiras através do sentimento correto entre as partes.
            Sexta casa: A consciência de “Trabalho” é regenerada para uma expressão de Serviço Amoroso como liberação dos potenciais da quinta casa; como extensão da regeneração da segunda casa, pessoas que trabalham e pessoas para as quais se trabalha estão em relação de equilíbrio e simpatia mútuos; as trocas monetárias e de commodities estão balanceadas pelas trocas em valor de trabalho; a consciência correta da troca monetária se correlaciona com a melhor expressão do potencial de trabalho. “Capital versus Trabalho” é transmutado para “Capital e Trabalho” harmoniosamente integrados como base – a linha horizontal – para a estrutura vertical ao terceiro ponto que é:
            A décima casa: a conquista de uma Sociedade perfeita, incluindo e englobando as melhores expressões de todas as classes e níveis evolutivos da humanidade. Uma vez que as casas de terra sucedem as casas de fogo, configura-se a figura de que a sociedade perfeita é a manifestação dos poderes de autoconsciência, amor e sabedoria de todas as pessoas. O aspecto do trígono em um horóscopo individual representa uma percepção alcançada de algum nível ou fase, da relação correta do indivíduo como o mundo em seu aspecto mais amplo; o símbolo em si, como abstração do Grande Horóscopo, representa o florescimento espiritual, cultural e econômico da humanidade, como uma entidade (hierarquia), em seu caminho evolucionário.
            Civilizações crescem, florescem e fenecem; indivíduos crescem para, passam através e transcendem “pontos de descanso” em sua experiência individual, mas o trígono é o ápice, a “conquista perfeita” – o florescer do melhor na consciência individual ou coletiva. Sua correlação planetária não é Júpiter, mas Vênus, o arquétipo da essência feminina da consciência – Harmonia, Amor e Beleza destilados das lutas e crescimentos de todas as pessoas; mel destilado do néctar das flores; a perfeição da linha, estrutura e cor do corpo humano cultivado; o brilho e as irradiações da joia meticulosamente cortada: cultura que representa o melhor das realizações da humanidade.
            Através de seus trígonos você está consciente da sua consciência de Deus – você está “sintonizado” com o seu melhor: a amplitude, beleza e harmonia das suas condições exteriores são o reflexo de sua consciência regenerada. Faça mais que simplesmente usufruir seus trígonos – compartilhe-os com todas as pessoas que você contatar mantendo sua “consciência trina” viva e expressiva sempre. Deste modo você não apenas compartilha seus tesouros, mas pelo poder das vibrações simpáticas, você “ativa” outras pessoas para uma maior consciência de seu Bom interior, estimulando os bons aspectos em seus mapas.